Geraldo Alckmin, atual vice-presidente, é médico foi vereador, prefeito, deputado estadual e federal, vice-governador e quatro vezes governador de São Paulo
Alfredo Gaspar é ex-promotor de Justiça, Secretaria de Segurança Pública de Alagoas e deputado federal
Geraldo Alckmin e Alfredo Gaspar
O cenário eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 consolida uma disputa de forte polarização ideológica e profundas diferenças de trajetória entre os candidatos a vice-presidente. De um lado, a experiência institucional e o pragmatismo de centro representados pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin; do outro, o discurso de tolerância zero contra o crime e a ascensão da direita no Nordeste personificados pelo deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto.
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A importância dos Vice-Presidentes na História do BrasilA chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), que traz Alfredo Gaspar como candidato a vice, chega ao segundo turno fortalecida pela liderança na primeira etapa do pleito, onde conquistou 47,03% dos votos válidos. Eles enfrentam a chapa governista de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, reeditando o confronto entre o bolsonarismo e a "frente ampla".
O pilar de centro da situação: Geraldo Alckmin
Atual vice-presidente do Brasil, cargo que assumiu em 1º de janeiro de 2023, Geraldo Alckmin, de 73 anos, é o símbolo da articulação política que buscou atrair o eleitorado moderado para a base governista. Médico de formação nascido em Pindamonhangaba (SP), Alckmin iniciou sua carreira política aos 20 anos como vereador, passando pelos cargos de prefeito, deputado estadual e deputado federal antes de se consolidar como a principal liderança do estado de São Paulo por duas décadas.
Alckmin detém o recorde de longevidade no poder executivo paulista na era democrática, tendo governado o estado por quatro mandatos (2001-2006 e 2011-2018). Fundador histórico do PSDB em 1988, ele disputou a Presidência da República pela legenda em 2006 — quando enfrentou o próprio Lula no segundo turno — e em 2018.
Em 2022, após mais de trinta anos no ninho tucano, Alckmin migrou para o PSB para viabilizar a aliança histórica com o PT sob a justificativa de criar uma barreira em defesa da democracia. Além da vice-presidência, ele exerceu papel técnico estratégico na esplanada como Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços entre 2023 e 2026.
A aposta da oposição na segurança: Alfredo Gaspar
Como contraponto, a oposição escalou Alfredo Gaspar, ex-promotor de Justiça de 56 anos e natural de Maceió (AL). Egresso do sistema de Justiça e da Segurança Pública do Nordeste, Gaspar construiu uma carreira de 24 anos no Ministério Público de Alagoas, onde ganhou notoriedade nacional ao presidir o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e chefiar a Procuradoria-Geral de Justiça do estado por dois mandatos. Ele também comandou a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em duas ocasiões.
Gaspar ingressou na política partidária em 2020. Após disputar a prefeitura de Maceió pelo MDB e se eleger deputado federal pelo União Brasil em 2022, o parlamentar rompeu com o grupo político dos Calheiros e filiou-se ao PL em março de 2026, assumindo o controle da legenda em Alagoas.
A escolha de Gaspar para compor a "chapa pura" com Flávio Bolsonaro ocorreu em agosto de 2026, após o PL encontrar dificuldades de aliança com partidos como PP e Republicanos. O ex-promotor abriu mão para o Senado em Alagoas.
Embates jurídicos na reta final
A campanha do primeiro turno também foi marcada por forte tensionamento jurídico. Alfredo Gaspar foi alvo de uma notícia-crime protocolada por parlamentares governistas referente a uma antiga acusação de estupro de vulnerável. O candidato negou veementemente a denúncia, apontando-a como manobra de retaliação política.

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