O jogo dos próximos anos exige um Estado forte, não mastodôntico, que consiga navegar na nova realidade José Serra O Estado de S.Paulo O mundo dessa segunda metade da década de 2020 pode ser qualquer coisa, mas jamais poderemos dizer que é um palco para amadores. De fato, esta década está se caracterizando por jogar por terra a velha forma de produzir e de viver. Vamos tentar olhar três dimensões deste novo mundo. Primeiro, algo que já estava no radar há alguns anos, mas só nesta década ganhou cores mais marcantes: a transição climática. Emissões lançadas por uma economia afetam, indistintamente, todas as demais. Por isso, esforços isolados, ainda que relevantes, são insuficientes diante da escala da questão. A redução conjunta de emissões exige metas compatíveis, mecanismos de monitoramento confiáveis e compromissos estáveis de longo prazo, para que a ação climática não seja comprometida por condições assimétricas entre países ou pela transferência de atividades intensivas em carbono ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos