TRE-SP multa deputado do PCdoB em R$ 10 mil por propaganda antecipada negativa contra João Doria


O deputado também terá que retirar as postagens de sua página no Facebook

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Candidato do PSDB ao governo paulista, João Doria conseguiu na Justiça para que o deputado estadual Gustavo Petta (PCdoB) retire de sua página do Facebook postagens feitas com ofensas ao tucano. 

Petta  foi alvo de duas representações da equipe de Doria por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e negativa. Em uma delas, o juiz auxiliar da Propaganda Eleitoral do TRE-SP, Paulo Galizia, concedeu liminar no último dia 7 determinando a retirada de duas postagens feitas no início desse mês no Facebook que diziam: “Quem conhece, rejeita! Não voto Doria” e “Se você quer avanço, não requente São Paulo. 45 nem no micro-ondas” (numa referência ao número do PSDB nas urnas).

Petta que era suplente, assumiu a vaga no dia 7 de maio, após a nomeação de Júnior Aprillani (PSB), como secretário no governo Márcio França (PSB). A manobra faz parte do acordo do governador com o PCdoB, que garantiu o apoio do partido para sua reeleição.

O juiz entendeu que as postagens “contêm fortes elementos de caracterização da propaganda antecipada de cunho negativo, não se tratando de mera divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas”.

A multa estabelecida é de R$ 10 mil.

O ex-prefeito da capital João Doria mantém um grupo de advogados para monitorar e retirar das redes sociais conteúdo que ele considera ofensivo a ele ou que seja visto como propaganda antecipada de adversários políticos. Para coordenar essa frente, ele contratou o escritório do advogado Renato Opice Blum, pioneiro no direito digital brasileiro. Ao todo, são 20 profissionais focados nesse trabalho.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Alckmin divulga plano de governo com 15 páginas e 43 propostas


No arquivo, o candidato divide suas propostas em três eixos: o Brasil da indignação; o Brasil da Solidariedade; e o Brasil da Esperança

Diário Digital

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O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, divulgou em seu site oficial um plano de governo de apenas 15 páginas. No total, o documento apresenta 43 propostas amplas, sem muitos detalhes, em apenas seis páginas. 


No arquivo, o candidato divide suas propostas em três eixos: o Brasil da indignação; o Brasil da Solidariedade; e o Brasil da Esperança. Entre as propostas apresentadas no primeiro setor estão a tolerância zero com a corrupção, eliminar o déficit público em dois anos, simplificação do sistema tributário e o combate ao crime organizado e ao tráfico de armas e drogas. 

No eixo “o Brasil da Solidariedade”, o candidato defende que “A redução das desigualdades sociais exigirá um sério comprometimento do governo, para melhorar a qualidade da educação, ampliar o acesso à saúde, combater a violência e promover o respeito às mulheres, idosos e minorias.” Algumas das propostas de Alckmin para esse setor são: incrementar o Bolsa Família, garantir que todas as crianças do país estejam plenamente alfabetizadas até 2027 e a adoção de políticas voltadas para os negros e índios, além de estabelecer um pacto nacional voltado para a redução da violência contra idosos, mulheres e o público LGBTI. 

Já a área “o Brasil da Esperança” é voltada para as propostas relacionadas a investimentos, empregos e renda. Segundo o documento, “Fazer o Brasil voltar a crescer é vital para o futuro de todos”. Entre as promessas, destacam-se o investimento nas regiões Norte e Nordeste do país, abertura do comércio exterior para que ele possa representar 50% do PIB brasileiro e dar prioridade aos investimentos em infraestrutura através de parcerias com o setor privado. 

Segundo a assessoria de imprensa do PSDB, o documento divulgado trata-se apenas de um plano resumido devido ao registro da candidatura. O programa detalhado será apresentado na próxima semana. Em 2006, quando participou da disputa ao Planalto, o plano de governo apresentado por Alckmin possuía 170 páginas.

Candidato reserva do PT, Haddad atesta honestidade de Alckmin


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Em sua entrevista a O Globo, Fernando Haddad disse que nunca ouviu nada contra a honestidade de Geraldo Alckmin.

“Nós que temos uma atuação política precisamos ter a dignidade de defender a honra de um adversário. Estava indignado porque nenhum amigo tucano do Lula veio a público defender a honra dele. Trabalhei quatro anos com o Alckmin nunca ouvi comentário maldoso sobre ele.”

Se até velhos amigos petistas de Lula não defendem sua honestidade, como pode Haddad se indignar com tucanos por não fazê-lo?

Gestão Paulo Skaf ignorou suspeitas em obras


Sob chefia do candidato do MDB ao governo de SP, Sesi e Senai não levaram em conta alertas de problemas em construções

José Marques



Mesmo com alertas internos de suas áreas técnicas, o Sesi e o Senai de São Paulo aprovaram pagamentos para obras sob suspeita quando as entidades eram comandadas pelo atual candidato a governador Paulo Skaf (MDB), apontam documentos obtidos pela Folha.

O trabalho dos órgãos, ligados à indústria e bancados com recursos públicos, é usado por Skaf há anos para promover sua imagem.

Laudos e apurações que apontavam indícios de superfaturamento e falta de comprovação de serviços em obras foram ignorados e, em alguns casos, substituídos por documentos que não mencionavam esses problemas. 

As entidades contrataram também construtoras que apresentaram documentação falsa ou com erros.
Um desses casos aconteceu na cidade de Registro, onde uma planilha com cálculo errado encareceu uma obra do Sesi em mais de R$ 1 milhão —o órgão diz que o valor foi abatido depois de pago. Já a empreiteira Contécnica diz que houve um erro em cálculo de estrutura metálica e que o valor foi ressarcido.

Em outra obra na mesma cidade, um registro de água, cujo valor é de R$ 30, custou R$ 18 mil para o Senai.

A Contécnica, que também ganhou essa licitação, diz que estornou o valor, mas não apresentou documentação.

A Folha levantou as informações em papéis, arquivos digitalizados e emails entregues por ex-funcionários das entidades —a maioria pede para não ser identificada. Os problemas ocorreram em ao menos seis municípios.

Órgãos do chamado "Sistema S", o Sesi (Serviço Social da Indústria) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) são considerados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) entidades "paraestatais". 

São bancados por contribuições compulsórias da indústria sobre a folha de pagamento. No estado de São Paulo, arrecadaram R$ 17 bilhões no ano passado.

As obras em questão são de centros de ensino e cultura durante a gestão Skaf, iniciada em 2004. Atualmente, ele está licenciado para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

As escolas do Sesi e do Senai são uma vitrine de Skaf: as inaugurações costumam virar anúncios nos quais ele aparece como garoto-propaganda. 

Engenheiros que conversaram com a Folha disseram que havia pressão interna para que obras fossem aprovadas apesar dos problemas. 

Em Ribeirão Preto, o engenheiro eletricista Alceu Ritzmann elaborou parecer negativo para obra do Teatro do Sesi local, dizendo que havia problemas elétricos que comprometiam "gravemente a integridade física e material de todos os envolvidos no empreendimento". "Eu me recusei a assinar o termo de recebimento da obra", disse Ritzmann à Folha. Outros engenheiros assinaram —eles não foram localizados pela reportagem.

O teatro, que passou por problemas estruturais, foi fechado em 2012 e assim permanece até hoje.

Três outros engenheiros, que faziam fiscalização em obras, afirmaram à Folha que havia pedidos para que fossem aliviadas punições. Dizem que mudanças em documentos já finalizados eram comuns.

Em São Bernardo, relatório preliminar de auditoria interna de setembro de 2017 apontou indícios de superfaturamento em pedido de aditivo na reforma de uma escola do Sesi. 

O documento dizia que estavam sendo solicitadas medições de itens que não foram contratados, como o ar-condicionado de um bloco da escola, e que podia haver superfaturamento em obras de contenção e fundações que o Sesi havia aceitado pagar por R$ 669 mil.

Em vez deste documento, engenheiros apontam que foi levado em conta outro parecer que diz não haver obstrução ao aditivo —mas que alerta que o TCU poderia fazer questionamentos a respeito.

Em Barretos, a empresa Exetécnica, que ficou em segundo lugar em uma licitação, assumiu uma obra que foi abandonada por outra empreiteira e apresentou um laudo de R$ 2,7 milhões para finalizá-la.

Engenheiros do Sesi à época disseram que era necessário apenas R$ 1,5 milhão para que a obra fosse refeita. Mas, segundo um ex-funcionário, a Diretoria de Obras pediu que o valor fosse modificado para R$ 2,2 milhões.

Novo parecer foi elaborado para aproximar a construção do valor mais alto, com itens que, segundo um engenheiro, não seriam feitos: por exemplo, tratamento do piso e cobertura metálica dos blocos.


'Novo plano de ciclovias', editorial do Estadão


Mais um passo está sendo dado para evitar a repetição dos graves erros cometidos pelo ex-prefeito Fernando Haddad

O Estado de S.Paulo

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Com o novo plano de ciclovias do prefeito Bruno Covas, que será discutido em audiências públicas, mais um passo está sendo dado – o primeiro foi a sanção pelo seu antecessor, João Doria, da Lei 16.738/17, que criou as condições para colocar essa questão nos termos corretos – para evitar a repetição dos graves erros cometidos pelo ex-prefeito Fernando Haddad. Ele utilizou as ciclovias não para promover efetivamente o transporte por bicicleta, mas para delas tirar proveito político, com muita pirotecnia e pouca substância.

Como mostrou reportagem do Estado, o plano prevê a expansão da rede – atualmente de 498,3 km – em mais 1,4 mil km, entre ciclovias (estrutura elevada em relação ao viário), ciclofaixas (via pintada com vermelho no asfalto) e ciclorrotas (estruturas com sinalização pintada no asfalto e placas indicando rotas para ciclistas que neste caso dividem o espaço com carros). Um ponto central da proposta é a ligação da rede de ciclovias com terminais de ônibus e com estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Até 2028, as Marginais do Tietê e do Pinheiros e as Avenidas Bandeirantes, Tancredo Neves, Juntas Provisórias e Salim Farah Maluf formarão um grande anel cicloviário. Um outro anel, menor, ligará a Avenida Senador Queiroz ao Parque Dom Pedro, passando pela Avenida Ipiranga, a Avenida São Luís, a Rua Maria Paula, a Praça João Mendes e a Rua Anita Garibaldi. As grandes avenidas que cortam o anel das Marginais também terão ciclovias ligando a periferia ao centro.

A Prefeitura garante ter tomado cuidados essenciais, seguindo as diretrizes da Lei 16.738/17, negligenciados por Haddad. Um deles foi contratar assessoria técnica – da Bloomberg Philanthropies – para a elaboração do plano. E Covas diz ter se reunido em julho com a ex-secretária de Transportes de Nova York para se informar sobre a bem-sucedida experiência dessa cidade com a implantação de ciclovias. É preciso tornar públicos os estudos e sugestões feitos pelos técnicos, nos quais se baseou o plano, para deixar claro que a proposta não tem a improvisação que caracterizou as iniciativas de Haddad.

Outra medida importante é a discussão do plano em audiências públicas a serem realizadas nas 32 Prefeituras Regionais. A ativa participação nos debates de todos os setores da população que têm algum tipo de ligação ou interesse no problema é indispensável para que a ambiciosa extensão da rede de ciclovias corresponda às reais necessidades de diversificação do sistema de transporte da cidade. Esse foi um dos pilares do êxito de Nova York.

Temas para discussões destinadas a aperfeiçoar o plano não faltarão. Logo após a divulgação de suas linhas gerais, por exemplo, um respeitado especialista em trânsito, Flamínio Fichmann, declarou ter dúvidas sobre a eficiência da utilização do conceito de anéis para um plano cicloviário, porque ele foi pensado do ponto de vista do carro. Dois outros pontos merecem igual ou ainda maior destaque. Um é esclarecer o peso de estudos de demanda por ciclovias – se é que eles foram de fato feitos, como estabelece a lei – na formulação do plano. O argumento de alguns de que esse peso não é tão grande quanto se imagina – porque a própria ciclovia induziria a demanda por ela – já se revelou improcedente, quando utilizado por Haddad. Prova disso é que boa parte das ciclovias implantadas por seu governo não criou demanda nenhuma. Elas continuam entregues às moscas, como qualquer um pode constatar.

Outro, intimamente ligado ao anterior, é se foi dada no plano a atenção que os bairros da periferia merecem. Eles devem ser prioritários, porque ali é notoriamente mais intenso o uso da bicicleta como meio de transporte não só para o trabalho, como para a escola e o lazer. Seria inaceitável incidir, nesse caso, no mesmo erro primário cometido por Haddad, que deu preferência aos bairros de classe média. Prejudicou as populações carentes da periferia – logo ele, um petista – para, por pura demagogia, fazer brilhareco no centro.

Assessor nomeado na Câmara do Rio trabalha na campanha de Bolsonaro


Tercio Arnaud Tomaz mantém páginas com ataques a adversários do presidenciável e mensagens de ódio

BRUNO ABBUD / IGOR MELLO / JULIANA DAL PIVA - O GLOBO

Tércio ao lado de Jair Bolsonaro 
Reprodução / Facebook

Assessor pessoal de Jair Bolsonaro (PSL) durante toda a pré-campanha, Tercio Arnaud Tomaz, dono de ao menos uma página de apoio ao capitão da reserva no Facebook, além de outra no Instagram, recebe salário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro desde dezembro de 2017 sem trabalhar de fato no legislativo carioca.

Tercio foi nomeado para o cargo de auxiliar de gabinete, com salário de R$ 3.641, pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável. A função do assessor, no entanto, é acompanhar Jair Bolsonaro para a produção de vídeos e postagens do candidato do PSL em redes sociais.

Na terça-feira, 7 de agosto, a reportagem de O GLOBO entrou em contato com o gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal. Um funcionário informou que Tercio não costuma cumprir expediente no local. Outras duas fontes próximas a Bolsonaro confirmaram a informação.

— Ele é externo. Ele acompanha o deputado Jair, entendeu? Fica externo — disse Edivaldo Souza da Silva, funcionário do gabinete de Carlos Bolsonaro no Rio.

No ar desde junho de 2015, a página “Bolsonaro Opressor 2.0” costuma promover o candidato por meio de memes agressivos contra adversários do político - entre eles Geraldo Alckmin, Lula, Marina Silva e Ciro Gomes - além de publicar mensagens de apoio ao presidenciável do PSL.

A página também promoveu críticas pesadas à vereadora Marielle Franco um dia depois do seu assassinato no bairro Estácio, em 14 de março. Em uma matéria que anunciava a intenção da irmã de Marielle de se lançar na política, a legenda dizia: “Do jeito que tá indo, vão empalhar o cadáver e levar em comício”.

Desde a última sexta-feira, a equipe de reportagem vem procurando Tercio nos gabinetes de Carlos, Eduardo e Jair Bolsonaro. Na última sexta-feira, O GLOBO procurou ele na Câmara dos Vereadores e no gabinete de Jair, em Brasília. Na Câmara do Rio, uma funcionária afirmou não conhecer nenhum Tercio. Em Brasília, um servidor do gabinete do deputado Eduardo disse que Tercio "não havia chegado ainda", e que não poderia passar o número de telefone de "assessores que não estão aqui".

Segundo as fontes, a verdadeira ocupação do assessor parlamentar é a produção de conteúdo digital da campanha do capitão da reserva, filmando e fotografando o deputado em momentos de descontração e em intervalos da agenda de pré-campanha.

O material produzido por Tercio e outros auxiliares com função semelhante é remetido para o gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde dois funcionários editam e produzem memes. As postagens são aprovadas pessoalmente por Jair Bolsonaro antes de publicadas. A página "Bolsonaro Opressor 2.0" acumula mais de 1 milhão de seguidores no Facebook e 211 mil no Instagram.

Uma segunda página chamada “Bolsonaro Opressor 2.0²” costuma republicar o mesmo conteúdo postado pela página do assessor. Em janeiro, quando Jair Bolsonaro gravou um vídeo em sua casa em Angra dos Reis ambas as páginas publicaram o mesmo vídeo com o mesmo post, inclusive com os mesmos erros de português com minutos de diferença. “Bolsonaro vai na casa em angra e MOSTRA a mentira da Folha de são paulo”. O caso se repetiu outras vezes como, em 20 de março, nas críticas a vereadora Marielle Franco. No dia seguinte à sabatina na Globonews, a “Bolsonaro Opressor 2.0²” publicou um vídeo do candidato nos bastidores.

Uma postagem de 2016 da “Bolsonaro Opressor 2.0²”, porém, faz graves ameaças a adversários políticos de Bolsonaro. Em uma fotomontagem com a inscrição "Caso Bolsonaro seja presidente.." a deputada Maria do Rosário caída como se tivesse levado um tiro e os deputados Jean Wyllys (Psol-RJ) e Benedita da Silva (PT), além dos ex-presidentes Lula e Dilma estão amarrados por camisas de força.

Página faz postagens de ataque aos adversários políticos de Bolsonaro 
 Facebook / Reprodução

MAIS DE R$ 27 MIL EM SALÁRIOS

A nomeação de Tercio foi publicada no Diário Oficial da Câmara dos Vereadores em 14 de dezembro de 2017, uma semana da exoneração do assessor do gabinete de Jair Bolsonaro, mas foi válida desde o primeiro dia daquele mês.

Desde então, o auxiliar de gabinete recebeu, em valores brutos, ao menos R$ 27,6 mil, sem contar possíveis gratificações. Tercio esteve nomeado entre abril e dezembro de 2017 no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde recebia R$ 2,1 mil mensais.

Formado em biomedicina em uma faculdade de Campina Grande - mesma cidade de Julian Lemos, presidente do PSL na Paraíba e aliado de primeira hora de Bolsonaro - Tercio trabalhava como recepcionista em um hotel antes de ser convidado a integrar o gabinete do deputado em Brasília.

— Ele pediu para sair, conseguiu uma proposta melhor — disse Edilma Gaudino, sua antiga chefe, segundo a qual as funções de Tercio incluíam ajudar hóspedes a acessar a internet.

Jair Bolsonaro e sua assessoria foram procurados por telefone e mensagens de texto, mas não retornaram os contatos. O chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, Jorge Luiz Fernandes, negou que Tercio trabalhe na campanha do capitão da reserva, embora admita que ele o acompanhe em algumas agendas da pré-campanha.

— Nenhum funcionário do gabinete do vereador Carlos Bolsonaro trabalha na pré-campanha de Jair Bolsonaro — afirmou, em nome do vereador.

Em nota, a Câmara dos Vereadores do Rio afirmou que "os cargos em comissão são de livre nomeação e responsabilidade de cada parlamentar", além de destacar que os comissionados estão submetidos à mesma legislação que rege a atuação dos servidores públicos da prefeitura do Rio.


ESPECIALISTAS VEEM POSSÍVEL IRREGULARIDADE

Para Paulo Corval, professor de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), se comprovada pelas autoridades, o desvio de função de Tercio para a campanha de Jair Bolsonaro pode configurar improbidade administrativa.

— É uma violação funcional do servidor e de seu chefe imediato, que é o vereador — explica — O fato poderia caracterizar improbidade administrativa. O mero descumprimento da lei, por si só, já é caracterizado assim. Se for caracterizado que o servidor atuava fora de sua função, pode até ser obrigado a devolver os recursos ao erário.

Já Daniel Falcão, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público e especialista em Direito Eleitoral e Constitucional, diz que, em tese, pode ter havido irregularidade também do ponto de vista da candidatura de Jair Bolsonaro.

— Isso pode ter configurado abuso de poder político, porque estaria usando um funcionário subordinado a outra pessoa, utilizando-se de seu prestígio como deputado, para trabalhar para si próprio — avalia.

'Negociei com a Dilma', diz Mônica Moura sobre caixa 2 na campanha do PT de 2014

 
Marqueteira também reiterou que tratou valores com ex-presidente

GUSTAVO SCHMITT - O GLOBO

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Ré na Operação Lava-Jato, a marqueteira Mônica Moura reiterou em interrogatório ao juiz Sergio Moro nesta sexta-feira que houve caixa 2 nas campanhas do PT da ex-presidente Dilma Rousseff de 2014 e do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad em 2012. Mônica disse que negociou os recursos não contabilizados diretamente com a ex-presidente.

— Negociei com a Dilma. Foi tudo negociado diretamente com ela. Pela primeira vez, negociei valores com uma presidente — disse Mônica.

Ela prestou depoimento num caso em que é acusada junto com João Santana, seu marido e sócio, de ter recebido US$ 3 milhões de despesas eleitorais do PT em contas secretas no exterior da empreiteira Odebrecht, entre 2012 e 2013.

A delatora disse que não sabia da existência do esquema de corrupção apelidado de "petrolão", que consistia no pagamento de propina a agentes públicos e a partidos políticos por empreiteiras em troca de contratos da Petrobras. Mônica afirmou ainda que, ao receber os recursos para pagamento de campanha, não sabia que se tratava de dinheiro com origem em práticas de corrupção.

— Eu não sabia. Não tenho nada a ver com petrolão. Nunca recebi propina. Não estou dizendo que não tenho culpa. Estou cumprindo o acordo há um ano e meio e não tenho nada a esconder - afirmou Mônica.

Ela e seu marido e também marqueteiro João Santana cumprem prisão domiciliar na mansão onde moram na Bahia. Os dois terminam de cumprir pena em regime domiciliar fechado em setembro próximo, quando começarão a cumprir, por um ano e meio, regime semiaberto domiciliar — quando deverão permanecer em casa das 22h às 6h, nos fins de semana e feriados, e continuarão a usar tornozeleira eletrônica. Só em março de 2020 eles poderão retomar o trabalho de marketing político.

O PT negou as acusações feitas pela marqueteira e disse que a Lava-Jato "arma espetáculos de olho nas eleições". O partido disse ainda que desta vez a operação quer criar notícias falsas às vésperas do registro de candidatura que deve ocorrer no dia, quando o partido pretende inscrever Haddad como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa da ex-presidente Dilma também negou qualquer irregularidade.


Alckmin e Ana Amélia se reúnem para discutir agenda e gravar programa de TV


Candidato tucano quer explorar vice na campanha

CRISTIANE JUNGBLUT - O GLOBO

Geraldo Alckmin e Ana Amélia fazem reunião de campanha 
Reprodução/Facebook

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e a vice na sua chapa, senadora Ana Amélia (PP-RS), se reuniram nesta sexta-feira para acertar a campanha da dupla, passada a convenção e registro das candidaturas. Os dois planejaram sua agenda de viagens e gravaram cenas para os primeiros programas do horário eleitoral gratuito.

A reunião foi registrada por Ana Amélia em suas contas em redes sociais. "Em São Paulo, hoje, estive com Geraldo Alckmin e a equipe de coordenação da campanha. Na pauta das reuniões, as agendas de agosto e propostas para o país. Também gravamos os primeiros programas de TV", escreveu a candidata a vice.

A ideia de Alckmin é explorar a aliança com Ana Amélia. No primeiro debate eleitoral, realizado na quinta-feira pela "Band", o tucano citou pelo menos duas vezes a senadora. A intenção é reforçar a participação de uma mulher e ainda sua ligação com o agronegócio.

Integrantes da campanha avaliaram como positiva a participação do tucano. Mesmo tendo virado alvo, políticos do centrão acreditam que ele mostrou sua experiência de governador como trunfo e não fonte de desgaste.

Na mesma publicação sobre o encontro, Ana Amélia afirmou que acompanhou Alckmin no debate e que ele "demonstrou preparo e experiência como gestor".

Agenda Geraldo Alckmin 10/08 - Taubaté/SP

AGENDA GERALDO ALCKMIN


Evento: Encontro político com João Doria,Ortiz Jr, Marcio Camargo e Rodrigo Garcia 
Data: 10 de agosto de 2018
Horário: 19h
Local: Av. D. Pedro I, 7727 (Tangaroa Hall) - Taubaté/SP


‘SPCiro’ precisaria de R$ 88,2 bi


BR18

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Quanto custaria limpar o nome de 63 milhões de brasileiros com o nome sujo no SPC ou no Serasa, levando-se em conta que, como disse Ciro Gomes (PDT), o pai da proposta, a dívida média desse contingente é de R$ 1.400? Fazendo a conta simples, estamos diante de um problema de R$ 88,2 bilhões, segundo os números daquele que se gaba de entender de economia.

Presume-se –porque ele não explicou, apenas se limitou a fazer um anúncio do tipo Herbalife, “pergunte-me como”– que a proposta de Ciro não envolva dinheiro público para os endividados, mas apenas alguma intervenção estatal junto a bancos, lojas etc. para que essas dívidas sejam renegociadas a juros menores ou alongadas. Dilma Rousseff deve estar curiosa com essa novíssima matriz econômica do pedetista. / V.M.