PSDB 30 Anos: "Você não muda as lideranças por decreto’, diz José Serra


PSDB faz 30 anos nesta semana e o senador comenta, ao Estado, falta de novos quadros: 'renovar não é uma decisão', diz

Adriana Ferraz - O Estado de S.Paulo

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No PSDB desde a sua fundação, em 25 de junho de 1988, o senador paulista José Serra segue como um dos líderes do partido, que sofre críticas por não ter se renovado ao longo de sua história. O tucano, no entanto, afirma que lideranças não se criam.

Nesta semana, a legenda completa 30 anos. Em entrevista ao Estado, diz que “renovar não é uma decisão”. Veja os principais trechos da entrevista.

O PSDB conseguiu fazer o que se propôs em 1988? Fugiu do fisiologismo partidário?
Conseguiu, numa primeira fase, e eu diria que até hoje é diferenciado, sem menosprezo ao MDB, e apesar dos problemas havidos. 

Mas, assim como o PMDB da época, o PSDB se tornou um partido de caciques. Não houve uma renovação de lá pra cá. Por quê?
Você não muda as lideranças por decreto. Há gente jovem boa, mas lideranças políticas têm de aparecer. Renovar não é uma decisão. E as pessoas precisam estar preparadas. Veja só, o Persio Arida é o coordenador (econômico) da campanha do Geraldo Alckmin. Veja, não estou menosprezando o Persio, que é ótimo, mas cadê a renovação? Não aparece ou não se arrisca.

Depois dos escândalos envolvendo lideranças como Aécio Neves e Eduardo Azeredo, o PSDB falhou em não fazer uma autocrítica?
A autocrítica deve fazer parte permanente da vida de qualquer partido. O PSDB, neste sentido, não deve ser diferente. Nós fazemos pouco isso. Deveríamos fazer mais.

Na sua avaliação, o PSDB vive uma crise? Uma crise ética?
Nós vivemos uma crise permanente (no PSDB). Mas é crise para todo mundo. A política toda está em crise, todos os partidos estão. No País, não há dois lados mais na política. Basta ver as discussões no Senado, não há um contra ou a favor. É a sociedade contra a política. Não se tem mais um conflito de partidos ou de pensamentos.

Qual o maior feito do PSDB? 
O Plano Real, sem dúvida, e depois o padrão de governo que criamos no Brasil. Não estou dizendo que o PSDB tornou tudo uma maravilha, mas elevou o padrão de governo.

Que rumo o partido deve tomar a partir de agora?
Abrir caminhos, como fez no passado. Mobilizar-se, de fato, para fazer uma reforma política, especialmente a reforma do sistema eleitoral, implementar o voto distrital misto, que é exequível. Essa questão é urgente e a movimentação do PSDB em torno disso é fraca. E tem a questão do parlamentarismo, que, ao meu ver, tem de ser recolocada.

PSDB 30 Anos: ‘Crise moral pôs todos partidos longe das ruas’, diz FHC


Na semana em que a legenda completa 30 anos, ex-presidente diz que partido está mais liberal, mas 'não menos socialmente orientado'

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

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Principal símbolo do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso considera que o partido criado por ele, Mario Covas, Franco Montoro e outras lideranças paulistas da época está hoje mais liberal. Nesta semana, a legenda completa 30 anos.

Apesar disso, FHC diz que tucanos continuam “socialmente orientados”. Confira principais trechos da entrevista:

O manifesto de fundação do PSDB disse que o partido nascia longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas. O partido está hoje perto disso?

O PSDB esteve mais perto do pulsar das ruas quando apoiou as medidas necessárias para manter o real. Lembrem-se que eu ganhei a eleição e a reeleição no primeiro turno. Depois, fora do governo federal, o PSDB manteve o controle político em expressivos Estados, como em São Paulo. Mas é indubitável que a crise político-moral que a Lava Jato desvendou levou todos os partidos para longe do pulsar das ruas.

O PSDB está mais liberal do que antes? 
O PSDB é hoje mais liberal, mas não menos socialmente orientado.

Na sua avaliação, por que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tem um desempenho fraco nas pesquisas se comparado às pesquisas do mesmo período desde 1994?
Porque a sociedade mudou muito, os novos meios de comunicação estão à disposição do eleitorado e o momento é difícil para quem está no governo. Entretanto, é cedo para avaliar. O jogo eleitoral para o povo começa mesmo quando a televisão e o rádio entram. 

O que o PSDB deve fazer para recuperar seus eleitores e retomar militantes? 
Dadas as características do momento brasileiro, a mensagem, a conduta moralmente correta de quem a emite e o desempenho dos atores políticos serão essenciais.

O que a prisão de Eduardo Azeredo significa para o PSDB? 
O Eduardo está sofrendo as consequências do que hoje ocorre: o passado é julgado pela métrica do presente. Além do mais, há uma busca na mídia por “equidistância”. Assim como houve um mensalão do PT, fala-se de um mensalão do PSDB mineiro, que não houve. O que houve, sim, foi caixa 2, que também está capitulado no Código. E o Eduardo teria sido beneficiário eleitoral, mas provavelmente não ator do delito. Mas para a opinião pública, é tudo “farinha do mesmo saco” e o partido paga o preço, além dele próprio, que foi condenado a 20 anos. Junto com Justiça, há também algo de vindita (vingança). Tempos bicudos.

PSDB isola MDB e prioriza outros aliados nos estados


DEM, PSD e PP são tratados como parceiros prioritários por Alckmin

João Pedro Pitombo - Folha.com

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No momento em que potenciais aliados como DEM e PP flertam com a candidatura de Ciro Gomes (PDT), o PSDB faz uma contraofensiva em prol do presidenciável Geraldo Alckmin por meio da costura de palaques nos estados.

Diferentemente de 2014, quando teve o MDB como seu principal aliado nas eleições estaduais, os tucanos neste ano terão DEM, PSD e PP como parceiros prioritários.

Faltando cerca de um mês para as convenções partidárias, o PSDB caminha para apoiar candidatos desses três partidos em sete estados.

Os tucanos fecharam apoio ao DEM na Bahia, Pará e Amapá, ao PP no Paraná e no Acre e ao PSD no Amazonas e no Rio Grande do Norte.

Para consolidar essas alianças, o PSDB abriu mão de candidaturas próprias em estados que eram governados pelo partido, como no Pará e no Paraná, e retirou pré-candidaturas, caso da Bahia.

“É um movimento natural. Os diretórios locais têm relativa autonomia para definir suas alianças. Não há nenhuma camisa de força ou diretriz única”, afirma o secretário-geral do PSDB, deputado Marcus Pestana (MG).

Mesmo dando liberdade aos estados, Alckmin e o coordenador político da campanha, Marconi Perillo, atuam diretamente nas negociações. 

No cenário atual, o DEM já o campeão em parcerias com o PSDB: os dois partidos estarão no mesmo palanque em pelo menos dez estados.

Além da Bahia, Pará e Amapá, o DEM já definiu apoio ao PSDB em São Paulo, Piauí e está próximo de uma composição em Mato Grosso do Sul.

Em outros quatro estados, os dois estarão no mesmo palanque em torno de chapas lideradas por outros partidos. Os tucanos trabalham por uma aproximação em estados como Minas Gerais, onde ambos têm pré-candidatos.

Enquanto as alianças avançam nos estados, o DEM mantém a pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência e flerta com outros candidatos. 

Os tucanos levam vantagem nas negociações nos estados: o PDT deve apoiar o DEM no Pará e em Mato Grosso e será apoiados no Rio Grande do Norte. Mas, segundo o presidente nacional do DEM, ACM Neto, o peso dos apoios regionalmente será relativo. 

“Vamos buscar sinergias nos palanques estaduais só depois que nos definirmos nacionalmente”, disse à Folha o prefeito de Salvador.

Ao mesmo tempo em que firma alianças com DEM, PP e PSD, os tucanos buscam estreitar laços com o MDB. A retomada da parceria, contudo, tem enfrentado entraves nos palanques estaduais.

O cenário é quase oposto ao de 2014, quando os tucanos apoiaram candidatos emedebistas em cinco estados e obtiveram o apoio da “ala rebelde” do partido ao então presidenciável Aécio Neves.

As alianças no Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí foram desfeitas. Nos dois últimos, o MDB migrou para as bases dos governadores petistas.

Por outro lado, na Bahia, a prisão do emedebista Geddel Vieira Lima fez com que o PSDB se afastasse do MDB.

Hoje, os tucanos caminham para apoiar o MDB somente no Espírito Santo, onde o governador Paulo Hartung disputa a reeleição. Já os emedebistas definiram apoio ao PSDB apenas em Roraima, com Anchieta Júnior.

Há possibilidade de enfrentamento em oito estados, incluindo São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. A tendência é que os dois fiquem em lados opostos em 20 estados.

“Não há nada deliberado [em relação ao MDB]. Estamos buscando aproximação em alguns estados”, afirma Pestana, citando São Paulo e Minas. A chance de aliança entre tucanos e emedebistas nesses dois casos, contudo, é considerada remota.

Eleições 2018: Alckmin diz ser 'mais natural' ter um vice do Nordeste

Tucano acredita que fará alianças com até oito partidos

O GLOBO

Alckmin posa ao lado da mulher em visita a Campina Grande 
Foto: Ciete Silvério/Divulgação

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sábado, em Campina Grande (PB), ser "mais natural"que o nome escolhido para ser o vice em sua chapa venha do Nordeste. Indagado se pode ter um vice da região, o tucano respondeu:

- Pode. É até mais natural porque é a segunda região mais populosa, depois do Sudeste.

O ex-governador de São Paulo iniciou a sua visita ao Nordeste na sexta-feira, como visita a Caruaru (PE). Tanto Caruaru quanto Campina Grande são famosas pelo São João. Nas duas cidades, ele visitou o complexo onde ocorrem as festas.

O tucano acrescentou que o posto não ficará com um político do PSDB e que a escolha caberá às legendas que vierem a se aliar a ele. Alckmin se mostrou otimista quanto à quantidade de partidos que pode atrair.

- Acho que vamos ter seis, sete, podendo chegar até a oito partidos.

Questionado sobre a ligação do PSDB com o governo do presidente Michel Temer, o tucano tentou se desvincular do medebista:

- Quem escolheu o temer não fomos, foi o PT - disse, lembrando que Temer era o vice da chapa da presidente cassada Dilma Rousseff.

Agenda João Doria - 22/6 - São Paulo/SP

AGENDA JOÃO DORIA


Evento: Ato de apoio do Progressistas à pré-candidatura de João Doria ao Governo do Estado de São Paulo
Horário: 12h
Local: Hotel Radisson - Av. Cidade Jardim, 625 - São Paulo/SP

Agenda Geraldo Alckmin 22/06 – Caruaru/PE

AGENDA GERALDO ALCKMIN


Evento: Café no sítio Macambira, da família Lyra, com lideranças
Data: 22 de junho de 2018
Horário: 18h 

Evento:Visita à estação ferroviária (exposição, polo do repente e quadrilha)
Data: 22 de junho de 2018
Horário: 20h 

Evento: Show no pátio de eventos
Data: 22 de junho de 2018
Horário: 21h 


Bolsonaro é 'igualzinho ao PT', diz Alckmin


Tucano descartou aliança com MDB e disse que Temer foi 'escolhido' pelo PT

CRISTIANE JUNGBLUT - O GLOBO


O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, reforçou nesta quarta-feira os ataques a Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL e escolhido como alvo prioritário de sua campanha. O tucano afirmou que Bolsonaro é "igualzinho ao PT", destacando que "os extremos se atraem". Ao descartar uma aliança com o MDB, ele também vinculou o presidente Michel Temer ao PT, afirmando que ele foi "escolhido" pelo partido.

— O nosso adversário é fruto do corporativismo, da deturpação da política brasileira, sempre foi eleito para defender uma corporação, salários. É igualzinho ao PT, os extremos se atraem. É aquela coisa atrasada, corporativa. Ele não representa o sentimento de crescimento que o Brasil precisa. Os votos de Bolsonaro e PT são iguais — disse Alckmin, em entrevista ao portal "Metrópoles".

O tucano voltou ao discurso, mais uma vez contra Bolsonaro, de que não se resolverá os problemas do país "à bala". Ele repetiu diversas vezes a expressão. Ele disse que o crescimento do adversário é fruto de 3,5 anos de "recessão do governo petista".

— Quero voto dos conservadores, progressistas, jovens, homem, mulher. Mas não vamos resolver a bala: criar emprego, fazer UTI, criar vaga em creche à bala. Ao contrário, pretendo unir ao Brasil. O JK dizia: vou percorrer o Brasil de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Tem que diminuir um pouco essa raiva. Não temos dois Brasis. Não sou da ribalta, de fazer espetáculo. Não tem uma bala de prata, tem um conjunto, uma agenda que precisa ser feita e que fará a diferença — disparou o tucano.

Alckmin negou que esteja querendo uma aliança formal com o MDB, afirmando que o presidente Michel Temer foi escolhido pelo próprio PT para ser vice de Dilma Rousseff na eleição de 2014.

— Não estamos discutindo com o MDB. Não vamos discutir o governo (Temer), até porque quem escolheu o Temer foi o PT e não eu. Eles que são os responsáveis — disse ele.

O tucano despistou ao ser perguntado sobre a aproximação do DEM com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, afirmando que, como médico anestesista, sabe lidar bem com o estresse e não perde o sono com isso. O comando do partido esteve com Ciro Gomes na noite de terça-feira e com o próprio Alckmin nesta manhã de quarta-feira. Ele fez questão de elogiar o pré-candidato do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ).

— Rodrigo Maia é um dos melhores quadros desta nova geração. Queremos estar juntos, como em São Paulo. A gente tem que administrar a ansiedade. E tem dois ansiosos: os políticos e os jornalistas. Sou médico anestesista, então médico sabe controlar estresse — disse Alckmin.

Ele repetiu que está discutindo com outros quatro partidos. Apesar de ter se encontrado com o comando do DEM, disse que apenas com partidos que não teriam candidato. E elogiou o presidenciável do Podemos, Alvaro Dias.

— Sempre tive uma boa relação com o Alvaro, é um bom quadro. É pré-candidato. Estamos procurando fazer uma aliança com quem não vai ter candidato a presidente. Já temos cinco partidos (incluindo o PSDB ) e nenhum pré-candidato tem dois (partidos) — disse ele.

Alckmin repetiu que não venderá a Petrobras, mas ressaltou que poderá vender os setores de distribuição, transporte e ainda quebrar o monopólio de refino do óleo.

— A pesquisa, prospecção e produção são da Petrobras, e não vou privatizar a Petrobras. O que precisa é privatizar a distribuição, o transporte e quebrar o monopólio do refino. Pedro Parente foi um bom presidente da Petrobras — disse ele.

Doria próximo de levar no primeiro turno


Considerando apenas os votos válidos, Doria tem 44,9%

Radar - Veja

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Ainda sobre o levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado na manhã de ontem (19), poucos se atentaram ao percentual que exclui brancos e nulos, ou seja, os votos válidos.

Neste percentual, o ex-prefeito de São Paulo está próximo de levar o governo do estado no primeiro turno. Ele tem 44,9% das intenções de votos, contra 28,8 % de Paulo Skaf, 9,9% de Márcio França e 7,2% de Luiz Marinho.

Alckmin é antilula que surgirá após estouro da bolha de Jair Bolsonaro


Lulismo é agenda eleitoral

ADRIANO OLIVEIRA - PODER360

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Por diversas vezes, neste espaço, frisei que o candidato Jair Bolsonaro é uma bolha eleitoral e que representa um incipiente antilulismo. Mantenho estas duas hipóteses, apesar de Bolsonaro “liderar” as recentes pesquisas eleitorais quando o Lula não está presente.

Bolsonaro é uma bolha em razão de que ele não manterá os seus atuais porcentuais de voto no decorrer da campanha. A bolha tende a estourar. E o classifico como um antilulismo incipiente em virtude de que, quando a bolha estourar, um antilula surgirá, o qual deverá ser Geraldo Alckmin.

Recentemente, em razão de pesquisa qualitativa, uma tese surgiu e ainda deve ser encarada como hipótese. Bolsonaro possui eleitores que têm curto-circuito mental quando informações são disponibilizadas a eles. Essa tese nasce do pensamento do psicólogo Daniel Kahneman. Para ele, o indivíduo utiliza dois sistemas mentais para emitir respostas, o Sistema 1 e o Sistema 2.

Ao usar o Sistema 1, o eleitor é rápido em sua resposta. Mas quando utiliza o Sistema 2, ele é parcimonioso para emitir opinião. Promovo o dialogo entre o raciocínio de Kahneman e a seguinte premissa da Economia comportamental: indivíduos podem sofrer “empurrões” que orientam as suas decisões. Deste modo, com a intenção de incentivar o eleitor a usar o Sistema 2 para emitir a sua resposta, “empurrões” são dados a ele. Especificamente, informações são ofertadas ao entrevistado.

Diante do resumido argumento teórico exposto, pesquisas qualitativas (grupos focais) e quantitativas, podem “dar” empurrões a eleitores dispostos a escolherem Bolsonaro para presidente da República. Informações são ofertadas ao eleitor. Na prática, como isto funciona?

Quando o eleitor mostra disposição em votar em Bolsonaro, nova indagação é feita a ele. Mas desta vez, a pergunta vem acompanhada de uma informação negativa sobre Bolsonaro. É em razão desta que o eleitor de Bolsonaro revela curto-circuito mental.

A hipótese que tenho para explicar este processo é simples: O eleitor de Bolsonaro, ainda não sei quantos, utiliza apenas o Sistema 1 para optar por escolhê-lo como futuro presidente da República. Entretanto, diante de uma informação negativa sobre o candidato do PSL, o eleitor utiliza o Sistema 2 e opta por rejeitá-lo.

A tese do eleitor curto-circuito pode ser utilizada para qualquer outro competidor. Entretanto, observo que os eleitores de Bolsonaro não são convictos quanto à escolha dele para presidente. E sendo assim, eles podem mudar o voto para outro candidato.

O cenário eleitoral que insisto em apresentar é: o lulismo, por ser uma agenda na sociedade, tem eleitores convictos e estará no 2° turno da disputa presidencial. E Geraldo Alckmin, em razão da estrutura da campanha e da moderação, conquistará eleitores indecisos e parte dos eleitores de Bolsonaro. Neste caso, os eleitores que sofrerão curto-circuito mental em razão das estratégias eleitorais dos opositores de Bolsonaro.


*Adriano Oliveira, 42 anos, é doutor em Ciência Política. Professor do Departamento de Ciência Política da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Sócio da Cenário Inteligência. Escreve para o Poder360 mensalmente.

Em entrevista à Jovem Pan, Alckmin apresenta seus planos sobre reforma política, economia e segurança pública


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O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, concedeu nesta terça-feira (19) entrevista à Rádio Jovem Pan e falou sobre reforma política, seus planos para economia e segurança pública, além das conversas com demais partidos em sua pré-campanha à Presidência da República.

Alckmin salientou a importância de manter o diálogo com outras siglas, independentemente da formação de alianças, para estabelecer pontes. “As conversas caminham bem com PV, PTB, PPS e PSD. Não estamos conversando sobre alianças com o MDB porque eles têm candidato”, disse. “As alianças serão efetivamente formadas em julho, e acho que teremos a maior delas”, completou.
Ele ressaltou a importância de promover uma reforma política que enxugue o número de partidos e aproxime os eleitos dos eleitores, por meio do voto distrital. “Hoje você tem 35 partidos no Brasil. Não há 35 ideologias diferentes, então o que temos são pequenas e médias empresas financiadas com dinheiro público”, explicou.

Questionado sobre seus planos para economia, Alckmin reforçou a importância da atração de investimentos para o país voltar a crescer, gerando emprego e renda. Disse que não vai privatizar o Banco do Brasil nem a Petrobras, mas pretende quebrar o monopólio sobre o refino de petróleo, de modo a atrair investimentos para os campos abandonados no Nordeste.

Também afirmou que vai estudar a privatização da Caixa Econômica Federal e dos Correios. “Nós temos 144, 145 estatais. Claro que nós vamos privatizar. É óbvio. Aliás, é o que eu fiz em São Paulo. O setor elétrico está privatizado, o setor de gás, concessão de estrada, de metrô, de trem. O governo federal tem a ‘TV do Lula’. Não tem audiência, mas está lá a estatal”.

Alckmin também citou planos para a segurança pública, reforçando a importância da fiscalização das fronteiras para coibir o contrabando e o tráfico de drogas e armas. “Vou criar a Guarda Nacional, porque hoje a Força Nacional é frequentemente deslocada para os Estados, então é preciso uma guarda permanente. E uma Agência Nacional de Informação. Nós precisamos unir a inteligência da PF, da PRF, das Forças Armadas e dos Estados, além de aumentar a participação dos municípios na questão da segurança”, disse.