Doria chamou o Meirelles


Ex-ministro da Fazenda e candidato do MDB à Presidência da República disse que aceitou convite porque quer continuar 'servindo ao país' e não voltar ao setor privado.

G1 SP

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Henrique Meirelles e João Doria
Foto: PSDB-SP

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) aceitou o convite do governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser secretário da pasta no estado.

Meirelles presidiu também o Banco Central, durante a gestão do do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi candidato do MDB à Presidência da República neste ano.

Ele afirmou à GloboNews que quer continuar atuando no setor público.

"Eu resolvi assumir a Secretaria da Fazenda conjuntamente com a Secretaria de Planejamento e Gestão do estado de São Paulo. Eu tomei essa decisão porque eu já me preparei para continuar prestando serviços à população, trabalhando pra geração de emprego e renda no brasil. Aceitei esse convite porque é relevante, o estado de São Paulo é relevante na questão nacional. Vamos estar colaborando com outros estados, com treinamento. A minha decisão é a de continuar servindo ao país, ao invés de voltar para o setor privado"

'A façanha de errar de véspera', editorial do Estadão


Explicações de Jair Bolsonaro & família, em vez de esclarecer, geram mais suspeitas

O Estado de S.Paulo

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O governo de Jair Bolsonaro & família ainda não começou, mas tem conseguido a façanha de errar antes da estreia, com explicações que, em vez de explicarem e esclarecerem, geram mais suspeitas. É lamentável o modo como Jair Bolsonaro e sua equipe vêm tratando o caso relativo ao ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente eleito.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentação atípica, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, no valor de R$ 1,2 milhão, feita por Fabrício Queiroz, policial militar que, até 15 de outubro, estava lotado no gabinete de Flávio Bolsonaro. Segundo o Coaf, as movimentações são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

O documento do Coaf foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação que deu origem à Operação “Furna da Onça”, deflagrada no mês passado e que levou à prisão dez deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Entre as transações listadas, consta a compensação de um cheque de R$ 24 mil em favor da mulher do presidente eleito, Michelle Bolsonaro.

Em relação a esse cheque, Jair Bolsonaro disse que era o pagamento de uma dívida de Queiroz, e que não a declarara ao Imposto de Renda porque os repasses foram crescendo. “O empréstimo foi se avolumando e eu não posso, de um ano para o outro, (colocar) mais R$ 10 mil, mais R$ 15 mil. (...) Foi na (conta) da minha esposa, pode considerar na minha. Só não foi na minha por uma questão de mobilidade”, disse Jair Bolsonaro. Como se esclarecesse definitivamente o assunto, o presidente eleito ainda afirmou que “ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal” e que sobre “a conta do Queiroz não tenho nada a falar”. Questionado pelo Estado sobre a movimentação financeira considerada atípica, Queiroz respondeu que não sabe “nada sobre o assunto”.

Não bastasse a falta de clareza em tema tão sensível, o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tratou o caso como se fosse perseguição da imprensa contra Jair Bolsonaro. “Quero pedir para a imprensa que nos acompanha, por favor, uma trégua, em nome do Brasil”, disse Onyx Lorenzoni na sexta-feira passada.

“Algumas áreas da imprensa brasileira abriram francamente um terceiro turno. Temos nossas limitações, nossas dificuldades. Vamos fazer um grande pacto. Não ganhamos carta em branco. Sabemos que temos oposição. Temos tido todo respeito do ponto de vista do futuro do nosso país. A partir do dia 1.° de janeiro, quando o governo assumir e tiver diretriz, aí sim, se estiver errado, critica”, afirmou Lorenzoni.

É preocupante a confusão feita por ele. A governabilidade exige clareza de informações e não comporta explicações pela metade, muito menos por parte de quem se elegeu proclamando a alvorada da honestidade na política. Não há nenhuma tentativa de terceiro turno. O presidente eleito para assumir o Palácio do Planalto no dia 1.º de janeiro de 2019 é Jair Bolsonaro e, justamente por isso, deve à população explicações consistentes, bem fundamentadas, sobre assunto que afeta sua família, que teve e tem grande influência sobre a política nacional. Eleito com a bandeira de uma nova moralidade pública – repetimos –, Jair Bolsonaro não pode deixar dúvidas sobre a lisura de seus familiares no trato de dinheiro.

Pedir trégua à imprensa, atribuindo o caso a uma injusta perseguição, beira a irresponsabilidade. Além de revelar completo desconhecimento do papel da imprensa num Estado Democrático de Direito, a declaração de Onyx Lorenzoni traz dúvidas sobre a capacidade do futuro governo de lidar com situações adversas.

A equipe de Bolsonaro parece não se dar conta de que, em menos de um mês, terá a responsabilidade de governar o País. Enfrentará problemas muito mais sérios do que este. Precisará, por isso, demonstrar maturidade, seja para esclarecer as questões que virão à tona, seja para não criar novos problemas.

Professor Alckmin é recebido com bateria de alunos de medicina


Médico anestesista, Alckmin vai retomar estudos sobre o uso de acupuntura na medicina

O ex-presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) dá aula de medicina na Uninove, em Bauru (SP), onde foi recebido com bateria dos alunos e vestiu camisa do curso 
Foto: Bruno Mestrinelli/Folhapress

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ministrou nesta segunda-feira (10), em Bauru, no interior de São Paulo, sua primeira palestra a alunos de medicina da Uninove. Ele foi contratado como professor pela instituição e vai percorrer as unidades da universidade no estado.

O tucano foi recebido por uma bateria formada por alunos e falou sobre demografia, estresse, ansiedade e depressão, durante duas horas.

​Cerca de 200 estudantes de medicina assistiram à palestra de Alckmin, que disse estar feliz por voltar às salas de aula. "É uma paixão. Sempre fui professor, dei aula no cursinho, dava aula na faculdade".

Médico anestesista, ele vai retomar estudos sobre o uso de acupuntura na medicina. "Agora estou unindo anestesia e acupuntura, vou fazer um trabalho, um estudo sobre tirar a dor de pacientes com câncer [com auxílio de acupuntura]", explica. 

No fim da aula, os mais desavisados poderiam achar que se tratava de um evento de campanha eleitoral. Sorridente, Alckmin posou para fotos com todos que pediram, brincou com os alunos e se disse feliz pela recepção: "Guardem um lugar para mim na Furiosa [bateria dos alunos]". 

O tucano comentou a diplomação de Bolsonaro, dizendo esperar que o governo dele "dê certo". "O Brasil tem pressa, você tem 12 milhões de pessoas desempregadas. Precisamos aproveitar o bom momento da economia mundial". 

Questionado se o PSDB vai fazer parte do governo, Alckmin disse que ninguém vai representar o partido na gestão que começa no dia 1º de janeiro. "O PSDB vai ser independente. Não vai indicar ninguém". 

O ex-presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) dá aula de medicina na Uninove, em Bauru (SP), onde foi recebido com bateria dos alunos e vestiu camisa do curso 
Foto: Bruno Mestrinelli/Folhapress

Ele citou o exemplo do ex-deputado Júlio Semeghini (SP), cotado para a secretaria-executiva do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Ele já indicou que vai se desfiliar", afirmou. Alckmin, porém, disse que os tucanos podem apoiar eventuais reformas que possam ter afinidade com o programa do partido.

O ex-governador de São Paulo disse ainda que os pedidos de expulsão endereçados ao diretório nacional do PSDB vão ser analisados caso a caso e que não vai interferir na decisão. As primeiras solicitações já estão com o jurídico. 

"Vão decidir se vai arquivar ou abrir o processo", afirmou. Estão na mira do conselho de ética da legenda nomes como o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman. Eles são acusados de não terem seguido orientações partidárias e apoiado concorrentes de seus correligionários em outubro.

Alckmin comentou também a mudança de diretriz do programa Mais Médicos, depois da saída dos profissionais cubanos. Para ele, se os médicos forem brasileiros é melhor, mas que o problema do país não é a falta de mão de obra na área.

"Precisamos ter médicos dispostos a ir aos locais mais longínquos. O problema nosso não é falta de médico, é da distribuição deles. É preciso criar mais estímulo para você conseguir fixar médicos nas regiões mais difíceis."

As informações são do site Folha.com.

Doria anuncia secretário da Administração Penitenciária e Esporte


Tahiane Stochero - G1 SP

Doria apresenta dois novos secretários 
Foto: Tahiane Stochero/G1

O governador eleito de São Paulo, Joao Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (10) o nome dos secretários que irão administrar as pastas de Esportes e Administração Penitenciária.

Para assumir a pasta de Administração Penitenciária, foi convidado o coronel Nivaldo Restivo, ex-comandante da Polícia Militar de São Paulo e que atuava até então como chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Paulistano, Restivo possui mestrado e doutorado em segurança na Academia da Polícia Militar e comandou a Tropa de Choque da PM.

Já o advogado e geógrafo Aildo Rodrigues Ferreira assumirá a pasta dos Esportes, que já participava dos grupos de trabalho sobre o tema na campanha de Doria. Ferreira foi chefe de gabinete da Secretaria dos Esportes e também atuou no setor privado.

O anúncio ocorreu na sede do comitê de Doria durante a campanha eleitoral e contou ainda com a presença do vice-governador eleito, Rodrigo Garcia. Segundo Doria, com os anúncios, o governo reduzirá de 25 para 20 secretarias na nova gestão.

No evento, Rodrigo Garcia afirmou que serão extintas algumas empresas estatais, que em breve serão anunciadas por Doria.

“Haverá um enxuganento no segundo escalão e, na sequência, o congelaneto de cargos em comissão, que estão sendo estudados também, alem de renegociações de contratatos, para enxugar gastos em toda a máquina do estado”, disse Rodrigo Garcia.

O novo secretário da SAP, Nivaldo Restivo, afirmou na entrevista coletiva que ainda não possui uma posição sobre o pedido do Ministério Público para a transferência de líderes de uma facção criminosa que comanda o crime dentro e fora das prisões do estado.

“Vamos fazer um diagnóstico (para decidir isso). Vou ter que buscar informações sobre o que é possível e necessário fazer”, disse Restivo.

Segundo o coronel da reserva da PM, o objetivo na SAP “é fazer uma gestão adequada do sistema penitenciário, que possui defasagem de 90 mil vagas”.

“Vamos buscar a ampliação do sistema e melhorar a situação carcerária, minimizando a deficiência de vagas e reduzindo a população carcerária com direitos e não regalias”, afirmou o oficial.

Doria, que assumirá em 1º de janeiro de 2019, já anunciou 19 secretários de estado, dois secretários especiais, sete presidentes de estatais e agências e a cúpula da Segurança Pública. Até a próxima terça, todos os secretários devem ser anunciados.

Covas deve trocar 23 dos 32 subprefeitos de São Paulo


Mudança seria para dar mais sua 'cara' à gestão e para acomodar aliados tucanos sem mandato

Bruno Ribeiro e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), deve trocar 23 dos 32 subprefeitos da capital paulista nas próximas semanas, em um processo iniciado tanto para consolidar sua “cara” na gestão iniciada pelo antecessor, o governador eleito João Doria (PSDB), quanto para fortalecer seu papel de liderança dentro de seu partido político. Os convites para os futuros responsáveis pelas administrações regionais vêm sendo feitos há duas semanas. 

A seleção de nomes está ocorrendo dentro do próprio PSDB. Covas está convidando filiados de “perfil jovem”, segundo seus auxiliares, mas que já tenham alguma experiência política. Está dando preferências para tucanos que tenham ocupado cargos públicos, com base eleitoral consolidada, mas que não conseguiram se eleger nas últimas eleições para deputado estadual e federal. Nesta condição, estariam nomes como o deputado estadual Carlos Bezerra Júnior, que não obteve a reeleição, e o ex-secretário estadual de Assistência Social Floriano Pesaro.

“Tenho muita afinidade com o projeto político do Bruno. Mas minha especialidade é a área social e, neste momento da vida não me via em condições de colaborar nas regionais”, disse Pesaro, ao explicar porque não aceitou o convite. “É uma coisa de perfil”. 

Dentre os nomes que já teriam falado “sim” estão Sandra Santana, ex-chefe de gabinete do cacique Celino Cardoso, derrotada na disputa para a Assembleia Legislativa e já foi subprefeita na gestão municipal de José Serra. Outro nome seria de Fabrício Cobra, ex-secretário estadual de Turismo. Haveria conversas em andamento ainda com o ex-deputado Ramalho da Construção. Nenhum dos três foram localizados ontem para comentar. 

Negociações. Esse novo mapa das subprefeituras está sendo feito sem envolvimento da Câmara Municipal. Historicamente, os parlamentares pleiteiam – e conseguem – nomear os chefes das subprefeituras dos bairros onde têm redutos eleitorais. “Não há negociação com a Câmara. O prefeito, conforme ver a necessidade de fazer substituições, vai fazer unilateralmente”, disse o secretário da Casa Civil de Covas, João Jorge, que também tucano que tem a missão de intermediar as relações entre a Prefeitura e o Legislativo.

Os aliados, entretanto, terão menos margem para emplacara ações que os beneficiem politicamente. Todas as 32 subprefeituras perderam verbas na proposta de orçamento anual para o o an que vem, que ainda está sendo discutida na Câmara. A Sé, por exemplo, regional com a maior receita de gastos, neste ano tinha orçamento de R$ 70,9 milhões e deve ficar com R$ 61,6 milhões para 2019, se a proposta for mantida. Os recursos tirados das regionais foram transferidos para áreas como Saúde e Educação. 

Clã Bolsonaro acumulou na política patrimônio de R$ 6 mi


Movimentação suspeita de funcionário de Flávio e cheque de R$ 24 mil em conta de futura primeira-dama obrigaram clã a se explicar

Época

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O presidente eleito Jair Bolsonaro e seus três filhos com cargos públicos _ Carlos, vereador no Rio de Janeiro; Eduardo, deputado federal por São Paulo; e Flávio, deputado estadual e senador eleito pelo Rio _ acumulam patrimônio declarado de R$ 6,1 milhões. Todos apresentam curvas de bens em ascensão e vivem quase exclusivamente de seus salários, exceto porque um deles (Flávio) é também sócio de uma loja de chocolates.

Jair Bolsonaro acumulou R$ 2,3 milhões em bens, de acordo com sua declaração ao TSE. Eduardo declarou neste ano bens no valor R$ 1,4 milhão, aumento de 432% em relação ao pleito de 2014. Flávio informou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1, 7 milhão; e Carlos, R$ 700 mil. Em 2016, Carlos informava manter em casa, em dinheiro vivo, R$ 20 mil, conforme iseu registro de candidato.

A família Bolsonaro é dona de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, em bairros do Rio Copacabana, Barra da Tijuca e Urca, a maioria em pontos valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

Eduardo foi aquele que apresentou maior evolução patrimonial, com crescimento de 432% entre 2014 e 2018. Há quatro anos, Eduardo Bolsonaro havia declarado ser dono de apenas dois bens: um apartamento (R$ 160 mil) e um veículo (R$ 45 mil). Agora, o patrimônio do parlamentar ainda inclui depósitos bancários, aplicações financeiras e um apartamento de mais R$ 1 milhão.

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), quando eleito pela primeira vez em 2010 para a cadeira que ocupa na Assembleia Legislativa fluminense, apresentou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 691 mil, o equivalente a R$ 1,1 milhão em valores de hoje. Este ano, o candidato ao Senado apresentou patrimônio de R$ 1,7 milhão.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, apontou movimentações bancárias na conta de Fabrício Queiroz _ex-assessor de Flávio Bolsonaro_, consideradas suspeitas, de mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Na movimentação, detectou-se depósito de R$ 24 ml em cheque para Michele Bolsonaro.

O presidente eleito disse que os depósitos realizados na conta da mulher dele se referem ao pagamento uma dívida de Queiroz com o próprio Bolsonaro. Fabrício Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio em 15 de outubro deste ano.

O relatório do Coaf faz parte da investigação que prendeu dez deputados estaduais no Rio, no mês passado, e traz informações sobre 75 servidores da Assembleia do Rio que apresentaram movimentação financeira suspeita, entre os quais o ex-assessor de Flávio Bolsonaro. De acordo com o relatório, Fabrício Queiroz era motorista e ganhava R$ 23 mil mensais.

Sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, Bolsonaro disse que se surpreendeu e que cortou contato com o amigo até que ele se explique para o Ministério Público.

'Criacionismo outra vez', artigo de Drauzio Varella


Questionar veracidade da teoria da origem das espécies, desculpem, é ignorância

Libero/Folhapress


Voltamos a falar no ensino do criacionismo nas escolas. A mania de andar para trás teima em nos perseguir.

Até 1859, quando Charles Darwin publicou o livro sobre a origem das espécies, todos acreditavam que Deus as havia criado num único dia.

Essa crença começou a ser questionada no século 19, época em que os museus ingleses passaram a exibir plantas e esqueletos de animais já extintos. Como justificar o desaparecimento de tantas espécies tão semelhantes às que ainda povoavam a Terra?

A explicação corrente era a de que a ira divina exterminava periodicamente algumas espécies para criar outras, parecidas com as anteriores.

Darwin entendeu que a ciência devia estudar a grande variabilidade existente entre os indivíduos da mesma espécie, característica que não era levada em consideração pelos naturalistas da época.

Suas observações sobre os pássaros das ilhas que visitou a bordo do Beagle, bem como a leitura dos trabalhos de Malthus a respeito da finitude dos recursos naturais, levaram Darwin a concluir que a vida é uma eterna competição pelo acesso a eles, na qual os indivíduos que não se adaptaram às exigências do ambiente foram eliminados por seleção natural.

Como consequência, todos os seres vivos deviam ter ancestrais comuns. O homem, por exemplo, seria descendente do mesmo ancestral que deu origem aos demais primatas.

Imaginem o furor que essa ideia provocou na Inglaterra vitoriana e no mundo religioso. Negar que fôramos criados à imagem e semelhança de Deus era uma blasfêmia inaceitável (ainda hoje considerada como tal por muitos religiosos).

Desde então, a teoria que Darwin enunciou naquele tempo foi exaustivamente testada e confirmada. O conceito de mutação gênica, a descrição da molécula de DNA e as descobertas da genética e da biologia molecular nos séculos 20 e 21 demonstraram que a seleção natural está presente até nos mecanismos moleculares das funções fisiológicas das células.

Theodosius Dobzhanski, um dos maiores geneticistas do século passado, afirmou: “Nada em biologia faz sentido senão à luz da evolução”. 

A seleção natural é um mecanismo universal que explica a evolução da vida na Terra e em qualquer planeta em que venha a ser encontrada.

Ao contrário do pensamento científico, o religioso está alicerçado na fé. Como não preciso de experimentos para provar que Deus existe, que Jesus Cristo foi seu filho e que a vida eterna é o nosso destino, posso crer que a Terra tem 10 mil anos e que Eva foi criada a partir de uma costela de Adão.

Nada contra os crentes, a ciência não é a única forma de entender o mundo, as religiões procuram fazê-lo por outros caminhos. No entanto, assim como os cientistas têm obrigação de respeitar crenças alheias, os religiosos não devem se opor ao conhecimento científico.

O problema não está no ensino do criacionismo como pensamento religioso que ainda influencia muitas pessoas, mas em apresentá-lo como alternativa em pé de igualdade à evolução das espécies por seleção natural.

Questionar a veracidade da teoria da origem das espécies enunciada por Darwin e Wallace há mais de 150 anos, desculpem, é ignorância. É o mesmo do que duvidar da gravitação universal de Newton, colocar outra vez a Terra no centro do universo sem levar em conta Copérnico e Galileu, negar a relatividade enunciada por Einstein ou a teoria quântica de Max Planck.

A Terra não tem 10 mil anos, mas 4,5 bilhões. A vida surgiu a partir das moléculas primordiais de RNA que se formaram há uns 4 bilhões, assim que o planeta esfriou. Chimpanzés e bonobos compartilham conosco mais de 95% dos genes que herdamos de nosso ancestral comum. Não fosse um meteorito cair na península de Yucatán, no México, há 65 milhões de anos, os dinossauros ainda dominariam a Terra e, nós, dificilmente estaríamos por aqui.

Há os que preferem crer que a mão de Deus deu origem ao homem e a todos os seres vivos. Alguns não negam as evidências da evolução, mas propõem que Ele está por trás de todas as mutações gênicas adaptativas que selecionaram as espécies. Para eles, admitir que surgimos como resultado dos acasos envolvidos na seleção natural não faz sentido.

Para mim, imaginar que um ser superior criou tudo num passe de mágica reduz a complexidade da biologia que através de mecanismos seletivos chegou ao único animal que se atreveu a desvendar os mistérios da criação da vida.

Drauzio Varella

Médico cancerologista, autor de “Estação Carandiru”.

Grupo de Doria escolhe Marco Vinholi como novo presidente do PSDB-SP


O deputado estadual também será secretário da gestão Doria em 2019

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Anunciado pelo governador eleito João Doria como futuro secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, o deputado estadual Marco Vinholi vai assumir a presidência do PSDB-SP em 2019.

Com o controle do PSDB paulista, o grupo de Doria ganha musculatura na disputa pelo comando do diretório nacional, que será renovado em maio. A convenção do diretório estadual será em março.

Em entrevista ao Estado, Vinholi lançou o deputado federal Bruno Araújo, que foi derrotado na disputa pelo Senado em Pernambuco, como candidato a presidente nacional do PSDB.

Araújo é o nome preferido de Doria, mas sofre resistência dos tucanos históricos que tentam frear o avanço do governador eleito sobre o partido.

“Doria passou a ser a principal liderança nacional do PSDB. É natural que haja mais membros ligados a ele na executiva do partido. Bruno Araújo é nosso candidato a presidente nacional do PSDB”, disse Vinholi. Com 34 anos, o deputado será o mais jovem presidente do PSDB.

Ele começou a carreira política no movimento estudantil da PUC-SP, onde cursou administração, e foi dirigente da juventude tucana ao lado do atual prefeito Bruno Covas. O pai de Marco Vinholi, Geraldo Vinholi, foi prefeito de Catanduva, no interior paulista. 

Lula acertou propina ao filho em troca de benefícios a montadoras, diz Palocci


Ex-ministro petista acusa o ex-presidente de ter ajudado filho com vantagens ilícitas para projetos esportivos

Fábio Fabrini - Folha.com

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Lula e seu filho caçula, Luís Cláudio 

O ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil) acusou nesta quinta-feira (6) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acertar com um lobista do setor automobilístico pagamentos ao filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva, em troca de benefícios viabilizados por uma medida provisória.

Em depoimento prestado à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Palocci declarou ter sido procurado por Luís Claudio entre 2013 e 2014 pedindo ajuda para captar recursos para projetos esportivos. Ele organizava um campeonato de futebol americano no Brasil.

O ex-ministro relatou ter se encontrado com Lula depois, no Instituto Lula, para tratar do assunto. Na ocasião, o ex-presidente teria admitido a combinação ilícita. "Não precisa se preocupar, porque eu já arrumei esses recursos na renovação dos benefícios da Caoa e da Mitsubishi", disse o ex-mandatário, conforme o depoente.

As duas montadoras conseguiram em 2009 e em 2013, por meio de medidas provisórias, incentivos fiscais para manter suas fábricas na região Centro-Oeste.

Uma das empresas de Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões do lobista Mauro Marcondes Machado, que representava as duas empresas perante o governo e o Congresso.

Palocci depôs como testemunha de acusação, arrolado pelo MPF (Ministério Público Federal) em Brasília, em ação penal contra Lula. Ele falou por videoconferência ao juiz substituto Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal no Distrito Federal, na qual tramita a ação penal sobre o caso. O ex-ministro fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e está em prisão domiciliar.

O MPF denunciou em setembro do ano passado o ex-presidente, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco pessoas por, supostamente, vender uma medida provisória de 2009 a montadoras de veículos.

Eles são acusados de corrupção ao elaborar e editar, em 2009, a MP 471, que prorrogou por cinco anos incentivos fiscais a fábricas instaladas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, a título de fomentar o desenvolvimento dessas regiões.

Outra MP, a 627, renovou em 2013 os benefícios da 471 que estavam por vencer no ano seguinte. A regra que prorrogou novamente os incentivos foi incluída no texto no Congresso, via emenda parlamentar.

Esse caso é tratado em outra ação penal, na qual Lula e o filho caçula, Luís Claudio, são acusados de tráfico de influência para viabilizar a aprovação do benefício.

A investigação foi feita pelo MPF na Operação Zelotes, com apoio técnico da Coordenação-Geral de Procedimentos Especiais da Corregedoria-Geral Do Ministério da Fazenda.

Doria anuncia mais 4 nomes para seu governo em SP


Atual ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, comandará pasta em SP.

 Marina Pinhoni - G1

Foto: Marina Pinhoni/G1

O governador eleito João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (6) o quinto ministro do governo Michel Temer (PMDB) para integrar sua equipe. No total, Doria anuncioiu quatro nomes nesta quinta.

O futuro secretário do Turismo de São Paulo será o atual ministro Vinicius Lummertz. Ele nasceu em Rio do Sul, Santa Catarina, tem 58 anos. Formado na Universidade Americana de Paris em Ciências Políticas, foi presidente da Embratur de 2015 a 2018, secretário Nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo de setembro de 2012 a maio de 2015, entre outros.

Antes, Doria anunciou o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o atual ministro da Casa Civil, Gilberto Kassab, para a mesma pasta, Sérgio Sá Leitão (Cultura) para a Secretatria da Cultura e Rossieli Soares (Educação) para a mesma pasta.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que engloba ciência, tecnologia e trabalho, Doria escolheu Patricia Ellem, 40 anos, co-fundadora do Movimento Agora. Ela é formada em Administração de Empresas pela FEA-USP e preside a Optum no Brasil, empresa de tecnologia em saúde do grupo United Health.

Élia Parnes, de 52 anos, será secretária de Desenvolvimento Social. Ela é formada em administração de empresas pela FEA-USP e atuou por mais de 20 anos na UNIBES.

Implantou o primeiro Centro Dia do Idoso na capital, e unidades de Serviço de Assistencia Social a Famílias e Instituições de Longa Permanência para Idosos no município de São Paulo

Para a presidência da DesenvolveSP, Doria escolheu Milton Luiz de Melo Santos, de 67 anos, que já comandou a agência e hoje é presidente da Associação Viva o Centro. Foi funcionário do Banco Central do Brasil por 37 anos, tendo ocupado diversos cargos, sendo o último, secretário executivo e chefe de gabinete na gestão Henrique Meirelles (dez/2006).

O novo presidente do Memorial da América Latina vai ser Jorge Damião, de 61 anos, que foi secretário de Esportes na gestão Doria à frente da Prefeitura. Ele é formado em Administração, com Pós Graduação em Gestão Pública pela FAAP e Pós Graduação pela FIA/USP em Gestão do Esporte.