Como o adversário Lula, se vencer, não terá maioria no Congresso. Vai precisar negociar cada vírgula de cada um dos seus projetos José Casado - Veja Flávio Bolsonaro anunciou a pretensão de eleger os presidentes da Câmara e do Senado, mudar a Constituição e “redemocratizar este país”. Campanha eleitoral permite o atropelo da racionalidade, quando um candidato confunde desejo com probabilidade. Mas na política há limites até para o autoengano. Por exemplo: Flávio Bolsonaro sabe que, fora da licença poética, não é possível “redemocratizar” uma democracia consolidada — da qual tem sido beneficiário há três décadas. No palanque, ele pode tropeçar no discurso e pisar na lógica, mas não tem direito a atropelar a matemática. No caso de propostas de emendas constitucionais, o Partido Liberal de Flávio Bolsonaro acaba de eleger 121 deputados federais, mas precisa de outros 187 para alcançar o quórum para mudanças na Constituição. O mínimo exigido para aprovação na Câmara é...
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