TSE abre três novas investigações eleitorais contra Flávio Bolsonaro

Processos foram propostos por campanha de Lula e podem levar, em caso de condenação, à inelegibilidade

Flávio Bolsonaro 

O TSE determinou a abertura de três novas ações de investigação judicial eleitoral (Aije) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial. Em duas delas, seu irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é alvo.

Os processos vão apurar o filme Dark Horse, a influência de organizações armadas na votação e a atuação de bolsonaristas nos Estados Unidos, e avaliar se houve abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. 

Na quinta-feira, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, aceitou pedidos da campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva para analisar as situações. 

Nesse primeiro momento, foi avaliada apenas a chamada admissibilidade da ação, ou seja, se os pedidos cumpriam os requisitos formais. O mérito das acusações ainda será analisado a partir da investigação.

Uma Aije pode levar, em caso de condenação, à inelegibilidade de Flávio e dos outros acusados — além de Eduardo, o deputado federal e candidato a vice na chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), também será investigado.

Com as novas decisões, Flávio passa a ser alvo de nove ações desse tipo no TSE. Também estão sendo analisados o canal de WhatsApp Tropa do Flávio, sua participação na Festa do Peão de Barretos e um eventual favorecimento de redes sociais à sua candidatura, entre outros temas.

No caso do filme Dark Horse, a campanha de Lula afirma que os recursos pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro podem ter beneficiado a candidatura de Flávio, pelo próprio filme como peça de propaganda ou por outras utilizações dos valores, inclusive nos Estados Unidos. 

A atuação da família Bolsonaro nos EUA é alvo de outro processo, que mira a pressão feita por Eduardo e aliados ao governo norte-americano para retaliar o Brasil. 

Na terceira ação, a campanha de Lula foca no efeito eleitoral do controle territorial armado exercido por organizações criminosas do Rio de Janeiro e cita aliados de Flávio com ligações com milícias e o Comando Vermelho.

Fonte: Veja

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