Estudo aponta ainda que, tanto no Natal quanto na festa da virada do ano, a aprovação do público ultrapassou 99%
As celebrações de fim de ano realizadas pela Prefeitura de São Paulo — que englobam o Natal Iluminado e o Réveillon na Avenida Paulista — movimentaram R$ 2,33 bilhões na economia e geraram 20,6 mil postos de trabalho, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado nesta sexta-feira (2). O levantamento revela ainda que os índices de aprovação do público ultrapassam 99% em ambas as festas.
A FGV aponta que os eventos geram impactos diretos e indiretos na economia. Os efeitos diretos incluem os investimentos na organização das festas, como infraestrutura e serviços, e os gastos do público, que movimentam setores como alimentação, bares e restaurantes, comércio, transporte público, táxis e aplicativos, hotelaria e entretenimento. Já os impactos indiretos se estendem à cadeia produtiva desses setores, alcançando fornecedores e serviços de apoio, ampliando o efeito econômico para além dos dias de celebração.
No Réveillon 2025/2026, realizado na Avenida Paulista, 99,1% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a programação. Maior celebração de fim de ano da história da capital, o Réveillon reuniu 2,1 milhões de pessoas ao longo de mais de 14 horas de shows e atividades gratuitas. Entre o público que já havia participado de edições anteriores, 89,7% avaliaram a festa como melhor do que a anterior. A 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, integrada às comemorações, também registrou 90,4% de aprovação. Leia mais sobre o Réveillon na Paulista.
Segundo a FGV, o Réveillon na Paulista movimentou R$ 1,38 bilhão na economia e foi responsável pela geração de 11,9 mil postos de trabalho, considerando também os gastos do público da São Silvestre. Do total de participantes considerados no impacto econômico, 76,9% eram residentes da capital e 23,1% excursionistas (que não moram na capital, mas não pernoitam) e turistas (visitantes que pernoitam na cidade). O gasto médio do turista no Réveillon foi de R$ 2.016,50.
O Natal Iluminado 2025 também alcançou 99% de aprovação do público, com 93,6% dos participantes que já conheciam o evento avaliando a edição como melhor do que a anterior. A programação descentralizada, com atrações culturais e decoração temática em todas as regiões da cidade, movimentou R$ 956,6 milhões, considerando 4,8 milhões de participantes com gastos associados para o cálculo econômico. Desse total, 83% eram residentes e 17% excursionistas e turistas. O Natal Iluminado gerou 8,7 mil postos de trabalho.
Somados, os eventos de Natal e Réveillon resultaram em R$ 2,33 bilhões em movimentação econômica. De acordo com a FGV, os resultados refletem o efeito multiplicador dos investimentos em grandes eventos públicos, que ativam setores como comércio, alimentação, transporte, hospedagem, serviços, cultura, logística e segurança.
Operação garantiu limpeza, segurança, saúde e acolhimento
A operação especial montada pela Prefeitura de São Paulo para o Réveillon na Avenida Paulista assegurou a limpeza, a segurança, o atendimento em saúde e o acolhimento ao público durante a maior virada de ano já realizada na cidade. Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), foram recolhidas 37 toneladas de resíduos após a festa, com atuação de 605 agentes, apoio de 47 veículos, uso de 190 metros cúbicos de água de reuso e aplicação de 1.436 litros de desinfetante.
Na área da saúde, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou 675 atendimentos, com oito encaminhamentos a unidades de saúde. Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por meio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), monitoramento com drones e pelo sistema Smart Sampa, contabilizou apenas seis ocorrências policiais.
O evento contou ainda com a atuação da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, em parceria com a empresa Livre de Assédio, por meio do protocolo Não se Cale. Foram instalados sete pontos de acolhimento, que prestaram atendimento a 40 pessoas, com 98% de resolutividade no próprio local e apenas 2% das ocorrências demandando ação da GCM.
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