Alckmin diz que alianças são criticadas por quem não conseguiu e representam confiança


Presidenciável do PSDB quer definir nome de vice até sábado (4), quando realiza convenção

Carolina Linhares - Folha.com

Resultado de imagem para alckmin anastasia Fórum das Entidades Empresariais


Após conseguir o apoio dos partidos do chamado centrão (PR, PRB, PP, DEM e Solidariedade), o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que as críticas a sua aliança vêm daqueles que tentaram a coligação, mas não conseguiram. 

"Os que criticam, até o último segundo do segundo tempo, estavam lutando para conseguir aliança e não conseguiram", disse Alckmin, repetindo a fala do candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), que afirmou o mesmo em convenção tucana no sábado (28). 

Alckmin disse ver a aliança com esperança no futuro e uma demonstração de confiança, já que ele aparece em quarto nas pesquisas. "Apoiar quem está em primeiro lugar é fácil, mas apoiar quem está até agora em quarto lugar, é o mínimo de confiança e de convicção de que nós temos que trilhar o caminho da competitividade para o Brasil voltar a crescer", afirmou. 

Com a coligação formada, o desafio de Alckmin passou a ser encontrar um vice, desde a recusa do empresário Josué Alencar (PR). O tucano afirmou que um nome será definido até sábado (4) e que não será paulista e nem do PSDB. 

Ainda falando de coligações, Alckmin afirmou respeitar a decisão do DEM de liberar os candidatos nos estados a não seguirem o apoio ao PSDB no plano nacional. Em Minas, por exemplo, Rodrigo Pacheco (DEM) diz manter a candidatura ao governo, enfrentando o candidato tucano, Antonio Anastasia. 

"Se puder reproduzir aliança nacional nos estados, ótimo, se não puder, não tem problema, nós respeitamos a singularidade de cada estado", disse Alckmin. Anastasia afirmou que há conversas com o DEM, mas que cabe a Pacheco decidir sobre uma aliança com o PSDB.

Falando a uma plateia de dirigentes de entidades empresariais de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Alckmin afirmou que irá priorizar o estado. "Vou suar a camisa para ser presidente e fazer uma grande parceria, fazer Justiça a Minas e investir em Minas."

O presidenciável, porém, faltou à convenção que lançou Anastasia candidato a governador no último sábado, na capital mineira. Alckmin esteve com Roberto Jefferson, dirigente do PTB, na convenção da sigla. "Sou pré-candidato a presidente da República, tenho que priorizar as convenções nacionais. [...] E o PTB foi o primeiro partido, em abril, a anunciar apoio a nós", justificou. 


REFORMAS

Em sua palestra aos empresários, Alckmin afirmou que sua equipe econômica trabalha para, caso eleito, apresentar uma série de reformas ainda em janeiro.

"O lado positivo do presidencialismo é a força do voto, que vamos usar nos primeiros seis meses para aprovar reformas micro e macro", disse.

Entre as reformas, mencionou a reforma política contra o corporativismo, a reforma Previdenciária para diminuir a diferença entre servidores públicos e privados, a reforma tributária contra injustiça social e a reforma do estado para desestatizar. 

Alckmin criticou a greve dos caminhoneiros e bateu na tecla de enfrentar o corporativismo, defendendo corte de gastos. 

O presidenciável também pregou o modelo das PPPs, a participação da iniciativa privada, para garantir investimentos e arrecadação ao avaliar que o país atravessa grave crise fiscal e perdeu competitividade. 

Ainda em sua palestra, Alckmin afirmou que o lado ruim do presidencialismo são as campanhas de baixo nível. "No presidencialismo, a campanha é de baixo nível. É só baixaria. Aliás no mundo inteiro, veja a campanha americana. O Trump e e a Hillary Clinton era uma discussão de alcova."

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