Alckmin diz que, se precisar, presta contas de novo em inquérito sobre suposto caixa dois


Thais Bilenky - Folha.com

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O pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) disse que, se precisar, prestará contas novamente sobre o inquérito que apura se houve caixa dois em suas campanhas ao governo paulista.

Questionado sobre o pedido do procurador-geral de Justiça de SP, Gianpaolo Smanio, para avaliar qual instância tocará o caso, o tucano afirmou que “não tem problema”.

“Eu nem foro privilegiado tenho. Sou contra essa coisa de privilégio. Já prestei contas e, se precisar, a gente presta de novo”, afirmou Alckmin, nesta quinta-feira (10).

Em visita à feita supermercadista Apas Show, em São Paulo, o presidenciável brincou, quando perguntado se marcou encontro com o presidente Michel Temer para discutir eventual aliança entre PSDB e MDB.

“Estou tentando marcar um encontro com a Lu [sua mulher], porque faz dois dias que não chego em casa”, disse, sorrindo.

O tucano tem evitado se posicionar sobre alianças eleitorais. A aproximação entre ele e Temer gerou reação negativa, liderada pelo DEM, negativa. Partidos passaram a dizer que articulam uma chapa em contraponto.

Alckmin, como outras lideranças partidárias, diz que as definições serão conhecidas entre junho e julho.

O tucano disse que não marcou conversa com Temer, mas que o fará.

“Tenho conversado com quase todos os partidos. É importante. MDB é o maior partido. Não é um diálogo para fazer coligação, é sobre o momento político”, afirmou.

O tucano disse que encontrou no avião o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e eles ficaram de tomar um café em Brasília na semana que vem.​


FORO ESPECIAL

Sobre foro especial, Alckmin defendeu uma restrição a casos ligados ao exercício do mandato, como sugerido pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

“Qual é a lógica do foro? Qual a razão disso, de ter uma coisa diferente? É para o exercício do mandato, para a palavra, para a opinião, não é para o camarada atropelar alguém, matar, dar um tiro, é para o exercício do mandato”, afirmou.

“Se não, você é coagido, processado, atemorizado. Essa é a lógica. Fora disso, não tem nenhuma lógica, nenhum sentido.”

Alckmin chamou jornalistas que o acompanham na feira para ouvir uma declaração de apoio de João Sanzovo Neto, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), ex-prefeito de Jaú (SP) pelo PSDB.

“É o mais preparado para presidir o Brasil e preparar o Brasil para o futuro”, disse Sanzovo.

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