'Investimento ajuda avanço da economia paulista', editorial do Estadão


Os maiores investimentos são originários das concessões de infraestrutura, da indústria automobilística e do setor sucroalcooleiro, mas também começaram a ser retomadas as construções de shopping centers e edifícios de escritórios

O Estado de S.Paulo

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Tão importante quanto a retomada da economia paulista em 2017 é o fato de que a recuperação vem acompanhada de um aumento de investimentos. Estes ainda se concentram em áreas com maior urbanização e mais industrializadas, como a capital, Campinas, Sorocaba, ABC e São José dos Campos, mas a tendência é de que se espraiem, puxados pelo setor sucroalcooleiro e pelas concessões de rodovias. Os técnicos da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), do governo do Estado de São Paulo, já constatam uma "melhora consistente" da economia paulista.

Segundo a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp) da Seade, entre os três primeiros trimestres de 2016 e de 2017 mais que dobraram os investimentos - de US$ 8 bilhões para US$ 16,1 bilhões, incluindo na conta não só os anunciados, mas também os em andamento e os recém-concluídos. 

Os maiores investimentos são originários das concessões de infraestrutura, da indústria automobilística e do setor sucroalcooleiro, mas também começaram a ser retomadas as construções de shopping centers e edifícios de escritórios. Esta é uma informação relevante, haja vista o peso da construção civil na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).

Com os leilões do trecho norte do Rodoanel e de duas linhas do metrô de São Paulo, os investimentos anunciados em infraestrutura superaram os US$ 3 bilhões no terceiro trimestre e respondem por dois terços do total. As aplicações no setor automobilístico foram destacadas pela Seade por seus efeitos sobre outras cadeias produtivas, sobre o comércio e sobre os serviços.

Os dados não permitem avaliar com precisão o peso dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) paulista. Mas este vem crescendo sem interrupção desde julho de 2017. Na comparação entre os primeiros 11 meses de 2016 e de 2017, a alta do PIB paulista foi de 1,4%. A estimativa dos economistas da Seade é de que o crescimento do PIB paulista em 2017 tenha ficado entre 1,2% e 1,3% relativamente a 2016, porcentual mais elevado do que o avanço do PIB do País.

Os indicadores da Seade mostram que o Estado, depois de sofrer muito com a recessão, parece superar a crise com vigor. Comprova-se, assim, uma tendência histórica: com sua economia diversificada, São Paulo costuma liderar as retomadas.

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