Postura de Lula e do PT é de cinismo e hipocrisia, diz Alckmin


Tucano fez criticas ao ex-presidente e ao partido após reunião com governadores de 25 Estados realizada nesta segunda-feira em Brasília

ERIC DECAT - O ESTADO DE S. PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou nesta segunda-feira, 1, de "cinismo" e "hipocrisia" a postura do ex-presidente Lula, suspeito de ser proprietário de um apartamento no condomínio Solaris, no Guarujá.

"Quero reafirmar e acrescentar que a postura do Lula e do PT é de cinismo e hipocrisia. Devem satisfação à população brasileira e à Justiça", afirmou Geraldo Alckmin, após reunião com governadores de 25 Estados realizada hoje à tarde em Brasília. "Cinismo em relação a tudo que está acontecendo. Achar que tudo isso é fantasioso é cinismo", emendou.

A Polícia Federal incluiu o tríplex 164-A, que seria da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Edifício Solaris, no Guarujá, no rol de imóveis com "alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade" sob investigação na Operação Triplo X - 22ª fase da Lava Jato - deflagrada na última quarta-feira, 27.

"Além das inconsistências já detectadas quanto ao imóvel que pertencera a Marice Correa de Lima (cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto), igualmente chamaram a atenção outros imóveis do mesmo condomínio que indicaram alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade", registra a PF.

O Instituto Lula, entidade presidida por Paulo Okamotto, confirmou que o ex-presidente esteve no apartamento em uma "única ocasião", em 2014, acompanhado da mulher, Marisa Letícia, e de José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, sócio da OAS.

Lula e Marisa foram intimados na semana passada a depor no próximo dia 17 como investigados em inquérito do Ministério Público Estadual que apura oito empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop) assumidos pela OAS, alvo da Lava Jato por suspeita de formação de cartel em contratos com Petrobrás entre 2004 e 2014. Um desses empreendimentos é o condomínio Solaris - também alvo da Operação Triplo X.


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