28 escolas ocupadas foram vandalizadas ou furtadas em SP


Folha.com

Cena da depredação da E.E. Coronel Antônio Paiva de Sampaio que foi atacada na noite de segunda (30)

Vinte e oito escolas estaduais de São Paulo registraram algum tipo de depredação ou furto após estudantes desocuparem os prédios, segundo a gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

O governo do Estado afirma que alunos estão deixando os colégios sem avisar a direção, deixando-os vazios.

Dez escolas avaliaram o prejuízo em R$ 472,4 mil, no total. Outras 18 ainda estão contabilizando as perdas.

O movimento de ocupação de escolas paulistas vem perdendo força gradualmente desde o dia 4, quando Alckmin recuou e suspendeu a reorganização da rede, prevista para 2016.

Naquele dia, auge do movimento, eram 196 unidades tomadas por estudantes, que protestavam contra o projeto. Nesta segunda-feira (14), o número caiu para 84.

Segundo a secretaria da Educação, houve depredações como pichação, quebra de janelas, portas, cadeiras e carteiras. Também foram registrados furtos em alguns colégios: sumiram micro-ondas, televisores, computadores, geladeiras e até merenda estocada.

A escola Pedro Fonseca, na Vila Sônia (zona sul da capital paulista), foi desocupada na quinta (10). Depois, a direção constatou a falta de um computador, uma TV e um projetor. A secretaria da Educação diz que o prejuízo chegou a R$ 10 mil.

No colégio Francisca Lisboa Peralta, em Osasco (Grande SP), uma impressora e um computador desapareceram. Vidros, lâmpadas e um portão foram vandalizados.

tablets sumiram

Na Miss Browne, em Perdizes (zona oeste), desocupada na semana passada, a direção afirma que alguns tablets sumiram da escola.

"Não foram os alunos. Nós nem sabíamos que esses tablets existiam no colégio. O diretor está analisando imagens das câmeras de segurança", diz o estudante Guilherme Ramos, 16, que ocupou a escola por 22 dias.

Nesses e outros casos, ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelas ações. Segundo a secretaria da Educação, alunos estão desocupando os colégios sem avisar e sem entregar as chaves diretamente para a direção. Com isso, de acordo com a pasta, as escolas estão ficando vazias por algumas horas até os funcionários chegarem.

A polícia agora investiga se alunos participaram dos atos ou se ladrões se aproveitaram desse hiato com as escolas livres para praticar furtos.


O colégio estadual Salvador Allende, em Itaquera (zona leste), foi furtado duas vezes no fim de semana. Em uma delas, na madrugada de sábado (12), os secundaristas que ocupavam o local há um mês foram expulsos pelos criminosos.

"Alguns homens chegaram de carro e mandaram todo mundo sair. Roubaram quase tudo", afirmou uma estudante que participava da ocupação. Ela preferiu não revelar seu nome à reportagem.

Horas depois, já durante a tarde, outro grupo invadiu a escola. Houve depredação do prédio. A caseira chamou a polícia e a PM deteve cinco suspeitos -quatro deles eram menores e já foram liberados.

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