Governador Geraldo Alckmin diz que está aberto ao diálogo, mas reorganização escolar já está feita


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O governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirma que está aberto ao diálogo com os estudantes que ocupam escolas da rede estadual em protesto contra a reorganização escolar, mas ressalta que as mudanças educacionais "já estão feitas" e serão mantidas. A ação do governo estadual previa o fechamento de 94 escolas e remanejamento de cerca de 311 mil alunos de suas unidades de ensino. A declaração do político foi dada no programa É Notícia, apresentado por Amanda Klein, que vai ao ar na madrugada desta segunda (30) para terça, a partir da 00h30, na RedeTV!. 

Alckmin afirma que "não tem dúvida" do uso político nas ações de ocupação, que ultrapassaram a marca de 190 unidades de ensino. Para o governador, muita gente "que não é da educação", como universitários e sindicalistas, está envolvida nesses atos. "O que faz um secretário do PT, em horário de trabalho, em uma escola invadida?", questiona o político. 

Ele afirma que a reorganização escolar foi aprovada no Conselho e dispara contra as avaliações de USP e Unifesp, que se manifestaram contrárias às mudanças. "Não há nada mais corporativo que USP, Unesp e Unicamp. Por isso estão quebradas. O corporativismo tomou conta do país", dispara o governador, que completa dizendo que o "modelo petista de corporativismo" acaba se refletindo em todas as áreas do Brasil. 

Questionado sobre as eleições de 2018 e a possibilidade de vir a se candidatar à presidência da República, como ocorreu no processo eleitoral de 2006, Alckmin diz que "não há eleição hoje, três anos em política são três séculos". Com relação à pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, na qual o tucano Aécio Neves lidera uma das simulações e o governador paulista aparece na terceira colocação em outra, o político pondera que "é natural que quem disputou as últimas eleições" esteja em maior evidência hoje. 

Geraldo Alckmin, entretanto, admite que "pretende estudar mais o Brasil" nos finais de semana e afirma que pretende "conhecer melhor" regiões do Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins. "A escolha do candidato não está na pauta. Sou contra antecipar o processo eleitoral", diz.

Questionado por Amanda Klein sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governador diz ver uma "probabilidade grande" de ocorrer, mas deixa claro que o fato só deve ser concretizado "por crime de responsabilidade fiscal". "Se estivéssemos em um regime parlamentarista, [Dilma] já teria caído. Todos os dias surgem fatos cada vez mais graves. defendo que não podemos ficar empurrando as coisas para a economia não naufragar. É preciso acelerar, seja pelo impeachment ou não", afirma. 

Apresentado por Amanda Klein, o É Notícia vai ao ar na madrugada desta segunda (30) para terça, a partir da 00h30, na RedeTV!.

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