Funcionários da CPTM aceitam proposta do Governo de SP e desistem de greve


Folha.com


Os funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aceitaram na noite desta quinta-feira (11) a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa e desistiram da greve que poderia começar na sexta-feira (12).

Em assembleias, dois dos três sindicatos que representam a categoria decidiram entrar em acordo com a companhia e encerrar a negociação salarial e o estado de greve (quando os funcionários informam à Justiça e à empresa da possibilidade de paralisação).

Já o sindicato que representa os funcionários das linhas 8-diamante e 9-esmeralda adiaram a decisão sobre o acordo para a próxima segunda-feira (15), quando farão uma nova assembleia. Entretando, também decidiram não fazer paralisação nesta sexta.

Um acordo parcial entre a CPTM e os três sindicatos havia sido fechado à tarde no núcleo de conciliação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região.

Na reunião, a companhia fez proposta de reajuste 8,25% nos salários e nos benefícios, retroativa à data-base da categoria (março). O índice inclui a inflação acumulada desde o último reajuste –6,72% segundo a Fipe– mais 1,53% de aumento real.

No início da negociação, os funcionários pediam aumento de 9,29%.

A companhia ainda se comprometeu a conceder novo reajuste nos benefícios a partir de outubro. No final, os aumentos nos valores do vale-alimentação e do vale-refeição ficarão em 11,94% e 10%, respectivamente.

Na semana passada, após reunião terminar sem acordo, uma greve parcial dos funcionários fechou quatro linhas de manhã até à tarde e afetou o transporte de cerca de 500 mil pessoas na região metropolitana.

A CPTM tem cerca de 8.800 funcionários que atuam em seis linhas de trem. O último reajuste da categoria aconteceu em maio do ano passado e foi de 7,5%. Na ocasião, o acordo com os funcionário foi fechado no dia anterior ao marcado para iniciar uma greve.

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