'Estações terão mais serviços', diz presidente do metrô, eleito o melhor transporte


Rafael Balago - Folha.com


Clodoaldo Pelissioni, presidente do Metrô e secretário de Transportes Metropolitanos de São PauloClodoaldo Pelissioni, 47, assumiu a presidência do metrô de São Paulo em maio. Desde o começo do ano, ele também é secretário estadual de Transportes Metropolitanos.

Em sua gestão, ele conduzirá a maior expansão já feita pela empresa: são sete linhas sendo preparadas ao mesmo tempo. O metrô foi escolhido por 64% dos entrevistados como o melhor serviço de transporte de São Paulo na pesquisa Datafolha. Confira a entrevista abaixo.

sãopaulo - Quais as prioridades para este mandato?
Clodoaldo Pelissioni - Atrair mais usuários e expandir a rede. Temos sete linhas contratadas, cinco delas em obras. Pretendemos começar ano que vem a extensão da linha 2 até Guarulhos. Contratamos toda a obra e estamos equacionando o financiamento. Primeira fase até Penha e a segunda até Dutra. É uma obra avaliada em 11 bilhões de reais. Neste ano, daremos início ao processo da linha 18, que vai até o ABC. As obras devem começar no ano que vem.

Há planos para melhorar as linhas já existentes?
Queremos tornar a estação mais agradável, com mais serviços. Imagina se tivesse um mercado, lojas para comprar um presente. Isso vai melhorar o serviço pro usuário e nos trazer novas receitas, o que tira peso da tarifa. E também reduzir o intervalo entre os trens, hoje em torno de dois minutos.

Como lidar com a superlotação?
A inauguração da linha 15-prata deve ajudar a desafogar a 3-vermelha e a extensão da linha 5-lilás terá efeitos na linha 4-amarela, pois é um novo caminho para quem vem da zona sul. O problema é que a cidade não foi estruturada. A zona leste tem muita residência e pouco trabalho. A gente brinca que é um Uruguai indo e voltando todo dia. São 3 milhões de pessoas se deslocando no mesmo sentido.

Como evitar atrasos nas obras?
Temos dificuldade por ter muitos contratos para gerenciar. E a Lei de Licitações gera demora para contratar. Estamos fazendo parcerias público-privadas (PPPs). O governo só paga a desapropriação e o privado faz tudo e depois opera a linha. Acreditamos que isso possa reduzir os prazos.

Qual o cuidado feito para que o metrô esteja sempre em boas condições?
Temos uma boa norma para as empresas de limpeza e um controle muito rígido sobre isso. Como temos esse padrão, a população ajuda. O usuário passa a respeitar e não joga lixo no chão. De madrugada, é feito um trabalho intenso de manutenção, que inclui desratificação, desinsetização e varrição dos trilhos.

Há outros planos para o futuro?
Investimos em novos quadros e planos de carreira, para que os bons possam ascender. Criamos um plano estratégico junto com a Fundação Getúlio Vargas e estamos implantando um sistema integrado de informações SAP, usado por grandes empresas, para ter processos mais rápidos. Cuidamos bem da administração para atender melhor o usuário.

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