Petrolão: Editora investigada na Lava Jato fez campanha ilegal para Dilma


Empresa teria recebido R$ 1,5 milhão do esquema da Petrobrás a pedido do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso nesta quarta-feira como operador de propina

Andreza Matais, Fausto Macedo e Ricardo Brandt - Estadão


A Editora Gráfica Atitude Ltda. investigada pela Operação Lava Jato foi punida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda ilegal da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. A empresa teria recebido R$ 1,5 milhão do esquema da Petrobrás a pedido do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apontado como operador do PT no esquema de corrupção da Petrobrás. O petista foi preso nesta quarta-feira na 12a fase da Operação Lava Jato.

O pagamento à gráfica teria sido feita pela empresa de Augusto Mendonça, um dos delatores do esquema, que tinha contratos com a petroleira a pedido de Vaccari. Os investigadores buscam a quebra dos sigilos bancários e fiscal da gráfica para avaliar se outras empresas do esquema da Lava Jato também fizeram pagamentos.

A gráfica foi punida juntamente com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) por fazerem propaganda eleitoral ilícita em favor da então candidata Dilma Rousseff, e contrária a José Serra, candidato do PSDB em 2010.

Os ministros do Tribunal entenderam que tanto a CUT como a gráfica desrespeitaram a legislação eleitoral ao promoverem a candidatura de Dilma em jornal bancado pela central e em revista produzida pela editora, respectivamente em setembro e outubro de 2010.


Trecho da petição do MPF sobre pagamentos a gráfica






Trecho de notícia do TSE sobre gráfica ligada ao PT anexada em prisão de Vaccari


No pedido de prisão, a força-tarefa destaca a relação de Vaccari com a gráfica e a campanha de 2010.




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