Petrolão: Tesoureiro do PT e Duque viram réus por corrupção e lavagem de dinheiro


Felipe Bachtold - Folha.com


A Justiça Federal acatou a denúncia do Ministério Público Federal contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e mais 25 pessoas por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Também estão nessa denúncia da Operação Lava Jato o empresário Adir Assad –investigado sob suspeita de manter empresas laranjas e usá-las para lavar dinheiro– e Lucélio Roberto von Lehsten Góes, filho de Mario Góes, que já está preso em Curitiba e é apontado como operador do esquema de corrupção na Petrobras.

A denúncia, segundo os promotores, envolve desvios em quatro obras da Petrobras: os gasodutos Urucu-Coari e Pilar/Ipojuca e as refinarias Araucária e Paulínia.

A Procuradoria da República afirma que Vaccari ajudou a intermediar o pagamento de propinas ao PT que foram consumadas por meio de doações oficiais para o partido entre os anos de 2008 e 2010. Essas doações somam mais de R$ 4 milhões e foram feitas a entidades como o diretório nacional e o diretório da Bahia. Não foram feitas doações específicas para candidaturas nesse caso.

O procurador Deltan Dallagnol apresentou como prova o fato de os repasses legalizados ao PT terem ocorrido logo depois de a Petrobras pagar as empresas que fizeram essas doações. "Eram pagamentos com aparência lícita", disse.

Ele afirmou ainda que as quantias mandadas ao partido dessa forma eram "descontadas" do total de propina devido na Diretoria de Serviços da Petrobras. Segundo o procurador, há provas de que Vaccari participou de reuniões com empresários e operadores para discutir esses pagamentos.

Segundo Dallagnol, contribuíram para os investigadores chegarem a essas conclusões delações premiadas de envolvidos como Augusto Mendonça, da empresa Toyo Setal, e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco.

De acordo como o Ministério Público Federal, a lavagem de dinheiro envolvendo apenas os fatos citados nessa soma R$ 292 milhões.

O suposto esquema envolvia também contratos que previam pagamentos por serviços que nunca eram prestados.

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