PSDB isola MDB e prioriza outros aliados nos estados


DEM, PSD e PP são tratados como parceiros prioritários por Alckmin

João Pedro Pitombo - Folha.com

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No momento em que potenciais aliados como DEM e PP flertam com a candidatura de Ciro Gomes (PDT), o PSDB faz uma contraofensiva em prol do presidenciável Geraldo Alckmin por meio da costura de palaques nos estados.

Diferentemente de 2014, quando teve o MDB como seu principal aliado nas eleições estaduais, os tucanos neste ano terão DEM, PSD e PP como parceiros prioritários.

Faltando cerca de um mês para as convenções partidárias, o PSDB caminha para apoiar candidatos desses três partidos em sete estados.

Os tucanos fecharam apoio ao DEM na Bahia, Pará e Amapá, ao PP no Paraná e no Acre e ao PSD no Amazonas e no Rio Grande do Norte.

Para consolidar essas alianças, o PSDB abriu mão de candidaturas próprias em estados que eram governados pelo partido, como no Pará e no Paraná, e retirou pré-candidaturas, caso da Bahia.

“É um movimento natural. Os diretórios locais têm relativa autonomia para definir suas alianças. Não há nenhuma camisa de força ou diretriz única”, afirma o secretário-geral do PSDB, deputado Marcus Pestana (MG).

Mesmo dando liberdade aos estados, Alckmin e o coordenador político da campanha, Marconi Perillo, atuam diretamente nas negociações. 

No cenário atual, o DEM já o campeão em parcerias com o PSDB: os dois partidos estarão no mesmo palanque em pelo menos dez estados.

Além da Bahia, Pará e Amapá, o DEM já definiu apoio ao PSDB em São Paulo, Piauí e está próximo de uma composição em Mato Grosso do Sul.

Em outros quatro estados, os dois estarão no mesmo palanque em torno de chapas lideradas por outros partidos. Os tucanos trabalham por uma aproximação em estados como Minas Gerais, onde ambos têm pré-candidatos.

Enquanto as alianças avançam nos estados, o DEM mantém a pré-candidatura de Rodrigo Maia à Presidência e flerta com outros candidatos. 

Os tucanos levam vantagem nas negociações nos estados: o PDT deve apoiar o DEM no Pará e em Mato Grosso e será apoiados no Rio Grande do Norte. Mas, segundo o presidente nacional do DEM, ACM Neto, o peso dos apoios regionalmente será relativo. 

“Vamos buscar sinergias nos palanques estaduais só depois que nos definirmos nacionalmente”, disse à Folha o prefeito de Salvador.

Ao mesmo tempo em que firma alianças com DEM, PP e PSD, os tucanos buscam estreitar laços com o MDB. A retomada da parceria, contudo, tem enfrentado entraves nos palanques estaduais.

O cenário é quase oposto ao de 2014, quando os tucanos apoiaram candidatos emedebistas em cinco estados e obtiveram o apoio da “ala rebelde” do partido ao então presidenciável Aécio Neves.

As alianças no Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí foram desfeitas. Nos dois últimos, o MDB migrou para as bases dos governadores petistas.

Por outro lado, na Bahia, a prisão do emedebista Geddel Vieira Lima fez com que o PSDB se afastasse do MDB.

Hoje, os tucanos caminham para apoiar o MDB somente no Espírito Santo, onde o governador Paulo Hartung disputa a reeleição. Já os emedebistas definiram apoio ao PSDB apenas em Roraima, com Anchieta Júnior.

Há possibilidade de enfrentamento em oito estados, incluindo São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul. A tendência é que os dois fiquem em lados opostos em 20 estados.

“Não há nada deliberado [em relação ao MDB]. Estamos buscando aproximação em alguns estados”, afirma Pestana, citando São Paulo e Minas. A chance de aliança entre tucanos e emedebistas nesses dois casos, contudo, é considerada remota.

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