Para Doria, Geraldo Alckmin vai disputar o segundo turno e será eleito


Folha.com

Doria e Alckmin

Doria voltou a afirmar que não pretende assumir o lugar de Alckmin na disputa à Presidência. “O meu candidato à Presidência se chama Geraldo Alckmin. Ele vai disputar o segundo turno e será eleito”, afirmou. 

De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (15), o ex-governador alcança 8% das intenções de voto e fica empatado com Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL) no estado de São Paulo, seu reduto eleitoral. 

O ex-prefeito disse que trabalhará pelo crescimento de Alckmin no estado, uma vez que as eleições serão definidas pelo maior colégio eleitoral do país. Doria também afirma que a adoção de um discurso mais incisivo pelo governador é positivo tanto para agregar mais partidos em torno da sua candidatura e formar uma coalizão, quanto para conquistar votos.

Doria se comprometeu a mudar o tom da disputa pelo governo ao ser questionado se o ataque ao governador Márcio França, a quem chamou de “Márcio Cuba”, dizendo que o rival carregava uma bandeira vermelha e que a dele era verde-amarela, não seria ruim para um líder, aprofundando a divisão no país. 

“Você tem razão, respondeu. “Acho que temos que fazer uma campanha mais propositiva. Às vezes você tem algum arranca-rabo, faz parte do jogo democrático da disputa eleitoral, e é até bom porque campanhas muito insossas são campanhas chatas”, completou.

Diferentemente do que foi o discurso eleitoral para a prefeitura de São Paulo, no qual o tucano rivalizava com o petista Fernando Haddad, Doria disse que agora trabalhará em torno de propostas, pela defesa do legado de Alckmin e em como evoluir a partir do que foi feito pelo tucano. Avançar em privatizações e investir em tecnologia e inovação foram pontos defendidos por ele para diferentes áreas da administração pública.

O ex-prefeito também comentou os dados da pesquisa Datafolha, que mostram que 66% dos eleitores consideram que ele agiu mal ao renunciar ao mandato no início do mês e que sua reprovação atingiu 47% ao deixar o cargo.

Doria disse ter visto os números com tranquilidade e como sinal de que os paulistanos queriam que ele continuasse na prefeitura, pois gostaram do trabalho desenvolvido por ele. “Quem é bom, você quer ao seu lado. Quem você não gosta, você comemora quando vai embora”, afirmou.

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