Agenda do governador Geraldo Alckmin 23/08 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin anuncia nesta quarta-feira, 23, a publicação de edital para contratação de serviços da estruturação do Fundo Imobiliário do Estado de São Paulo. O objetivo é vender parte de um estoque de mais de 5 mil imóveis pertencentes à administração estadual, um importante passo no sentido de otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis.

Além do detalhamento do edital, será realizada apresentação das características dos imóveis, o prazo de operação do vencedor e o perfil do administrador que o governo espera.


Evento: Apresentação do edital de convocação para pregão presencial do Fundo Imobiliário
Data: Quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Horário: 15h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Av. Morumbi, 4.500 - São Paulo/SP

Collor vira réu na Lava Jato


A maioria da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira, 22, aceitar parcialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o senador

Rafael Moraes Moura e Breno Pires - Estadão

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Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aceitar parcialmente a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Fernando Collor (PTC-AL) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Lava Jato. Com o recebimento parcial da denúncia, será aberta no STF uma ação penal contra Collor e dois auxiliares, que irão para o banco de réus da Lava Jato.

Os ministros ainda decidiram rejeitar a denúncia contra o ex-presidente pelos crimes de peculato e obstrução de justiça. Collor se tornou o terceiro senador no exercício do mandato que se tornou réu na Lava Jato – Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Valdir Raupp (PMDB-RO) já respondem a ações penais no STF.

Segundo as investigações, pelo menos entre os anos de 2010 e 2014, mais de R$ 29 milhões em propina foram pagos ao senador em razão de um contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado entre a BR Distribuidora e a empresa Derivados do Brasil (DVBR), bem como em função de quatro contratos de construção de bases de distribuição de combustíveis firmados entre a BR Distribuidora e a UTC Engenharia.

A denúncia da PGR também foi parcialmente aceita contra Pedro Paulo Bergamaschi, apontado como operador particular e amigo de Collor, e Luis Eduardo Amorim, considerado administrador de empresas do senador, pelos mesmos crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

“Ao contrário do que sustentam os acusados, a denúncia não está amparada apenas em depoimentos prestados em colaboração premiada. Como já consignado, há inúmeros outros indícios que reforçam as declarações prestadas pelos colaboradores, tais como dados bancários, depoimentos, informações policiais e documentos, o que basta neste momento, em que não se exige juízo de certeza acerca de culpa”, disse o relator do inquérito, ministro Edson Fachin.

“Em suma, ao longo dessa longa narrativa, quer do meu voto quer da longa peça acusatória, entendo que há justa causa para a instauração da ação penal em relação aos imputados delitos. O recebimento da denúncia é mero juízo de delibação, jamais de cognição. Nada mais cabe ao julgador nessa linha e nessa etapa além de verificar o lastro probatório a embasar a peça acusatória”, concluiu Fachin.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em agosto de 2015, aditada em março do ano passado e levada a julgamento agora. A PGR imputa ao ex-presidente 30 vezes o crime de corrupção passiva e 376 vezes o de lavagem de dinheiro.

“Nesse ponto, a denúncia fugiu da jurisprudência desta Corte e da lógica. A acusação envolve quatro contratos”, ponderou o ministro Gilmar Mendes, que acompanhou Fachin, mas ressaltou que divergia pontualmente no que dizia respeito ao exame da continuidade delitiva.

O ministro Ricardo Lewandowski concordou. “A denúncia é torrencial, ultrapassou os lindes daquilo que, a meu ver, é razoável numa peça. Houve claramente um excesso de acusação”, observou Lewandowski. Os ministros Dias Toffoli e Celso de Mello também seguiram o voto de Fachin.

A denúncia apresentada pela PGR foi rejeitada em relação a outros cinco acusados, entre eles a mulher do senador, Caroline Serejo. O advogado Rogério Marcolini, defensor de Caroline, disse que o “julgamento lhe fez justiça” e que os próprios ministros “reconheceram excessos na acusação do MPF”.

Alckmin diz estar animado para ser candidato à Presidência, mas é contra antecipar campanha


THAIS BILENKY - FOLHA.COM
 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que articula candidatura a presidente

Em entrevista a rádios no Nordeste, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que está "animado" para ser candidato à Presidência, mas que não quer "antecipar" a campanha.

Questionado pelo âncora da CBN de Pernambuco se não deveria ir mais ao Nordeste como tem feito o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Alckmin negou.

"Não sou favorável a antecipar muito a questão sucessória, porque encurta o governo e hoje a situação é muito grave. Precisamos é ajudar o Brasil a recuperar emprego e renda", disse.

Dando o tom que uma eventual campanha sua deverá ter, o governador paulista afirmou que "o Brasil precisa realmente parar com essa divisão de eles contra nós, ou nós contra eles, e procurar um mínimo de união nacional".

Indagado sobre Doria diversas vezes, Alckmin não citou o nome do prefeito, cuja entrada na política ele apadrinhou. Doria tem viajado o país. Suas movimentações de visibilidade nacional incomodam aliados de Alckmin.

O governador defendeu o "polêmico" programa de TV do PSDB, em que o partido chamou o sistema político brasileiro de "presidencialismo de cooptação".

"A autocrítica que foi feita é um ato de humildade. Quem está hoje satisfeito com a política brasileira? Ninguém. Agora, a primeira coisa para você corrigir, melhorar, reformar é reconhecer que as coisas não estão bem. Se achar que está tudo bem, não vai trabalhar para mudar", afirmou.

À rádio Arapuan, de João Pessoa (PB), Alckmin se disse totalmente favorável à transposição do rio São Francisco, por onde o ex-presidente Lula passa. E tratou das bombas de água cuja cessão a Estados do Nordeste o governo paulista renovou.

Voltou a criticar a polarização no país e disse que está "animado" em disputar a Presidência. Comparou a campanha de 2018 à de 2006, quando perdeu para Lula.

"Era reeleição, era muito favorável a quem ocupa o cargo e naquele tempo o PT, o próprio Lula eram muito mais fortes. Estou muito mais preparado", afirmou.

Governador Geraldo Alckmin defende que Tasso permaneça no comando do PSDB


MARCELO TOLEDO - FOLHA.COM

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu que o presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE), permaneça no comando do partido até o final do ano.

A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira (22) em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo), após sua participação na Fenasucro (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética).

"O Tasso já assumiu a presidência do partido e vai até dezembro cumprir um papel importantíssimo nesse trabalho", disse o tucano.

Alckmin disse ainda que já há um cronograma definido no partido e que, com o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) da direção do partido, Tasso, como vice, assumiu.

"Outubro [temos] as convenções municipais, novembro as convenções estaduais e dezembro, a convenção nacional e o grande congresso do PSDB. Temos de estar todos unidos primeiro para ajudar nas reformas, para o Brasil poder recuperar o emprego, e prepararmos um grande projeto de desenvolvimento com visão de futuro, procurando unir o Brasil para 2018", afirmou Alckmin.

Alckmin disse ainda acreditar que a escolha de candidato "não precisa ser agora e não deve ser de última hora". "Tudo que é improvisado é mal feito. Então acho que devemos iniciar o ano que vem com candidatura definida. E tenho defendido que, se tiver mais de um candidato, se faça primária. Quanto mais você ampliar a consulta, mais legitimidade terá o candidato e mais unido estará o partido."

Questionado sobre ser pré-candidato à Presidência, o tucano disse apenas que eleição "é ano que vem" e que "é [hora de] suar a camisa".

Nesta quarta, Tasso mandou um recado à ala do partido que defende sua saída do cargo. "Eles que vão ao Aécio e digam: Aécio, tira o homem que ele não nos representa. E provem que são majoritários", disse.

‘Citei e intimei o senhor Lula’


Oficiala de Justiça comunica ao juiz Sérgio Moro que entregou ao ex-presidente intimação da abertura da ação penal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas obras de reforma e melhorias do sítio de Atibaia

Julia Affonso e Ricardo Brandt - Estadão

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A oficiala avaliadora Edilamar Dornas informou à Justiça que citou e intimou o ex-presidente Lula sobre a denúncia envolvendo o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, e também sobre a decisão do juiz federal Sérgio Moro de receber a acusação. Em 1.º de agosto, o magistrado colocou o petista mais uma vez no banco dos réus da Operação Lava Jato por suposta corrupção e lavagem de dinheiro em obras de reforma e melhorias da propriedade rural no interior de São Paulo.


Documento


Esta é a terceira denúncia contra Lula que Moro recebe e transforma em ação penal. Ao todo, na Lava Jato e também nas Operações Zelotes e Janus, o ex-presidente Lula é réu em seis ações penais. Em uma ação, referente ao apartamento triplex, no Guarujá, o petista foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9 anos e 6 meses de prisão.

Na quinta-feira, a oficiala se manifestou à 14.ª Subseção Judiciária de SP, de São Bernardo do Campo, cidade do ABC paulista onde mora Lula.

“Certifico e dou fé, eu, Oficial de Justiça Avaliadora que, tendo recebido o Mandado em 9 de agosto e, como de costume, pois sem contato prévio é impossível o cumprimento das diligências, entrei em contato telefônico com o senhor Moraes, segurança do citando e agendamos para o dia 14 de agosto o cumprimento do mandado”, relatou.

“Certifico que no dia 14 de agosto às 9h dirigi-me à Avenida Francisco Prestes Maia, n.º 1501, Bloco 01, apartamento 122 e ali citei e intimei o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, lendo-lhe os termos do mando, colhendo sua assinatura, entregando-lhe a contrafé, que aceitou.”

Edilamar Dornas devolveu o mandado que foi, posteriormente, enviado à 13.ª Vara Federal, de Curitiba.

Segundo essa acusação contra Lula no caso do sírio de Atibaia, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobrás.

A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.


QUEM É QUEM NO SÍTIO DE ATIBAIA

1) Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, seria o beneficiário das reformas havidas no Sítio de Atibaia e o responsável pelo esquema de corrupção instaurado na Petrobrás.

2) Marcelo Bahia Odebrecht, presidente do Grupo Odebrecht, seria o responsável pela decisão de pagamento de vantagem indevida na forma de uma conta geral de propinas a agentes do Partido dos Trabalhadores, inclusive ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

3) Emílio Alves Odebrecht, presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht, manteria relacionamento pessoal com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e teria participado diretamente da decisão dos pagamentos das
reformas do Sítio de Atibaia, com ocultação de que o custeio seria da Odebrecht.

4) Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, executivo do Grupo Odebrecht, seria o o principal interlocutor do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Grupo Odebrecht e teria participado diretamente da decisão dos pagamento das reformas do Sítio de Atibaia, com ocultação de que o custeio seria da Odebrecht.

5) Carlos Armando Guedes Paschoal, Diretor da Construtora Norberto Odebrecht em São Paulos, estaria envolvido na reforma do Sítio de Atibaia com mecanismos de ocultação de que o beneficiário seria o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de que o custeio era da Odebrecht.

6) Emyr Diniz Costa Júnior, Diretor de contratos da Construtora Norberto Odebrecht, supervisionou a obra de reforma do Sítio de Atibaia com ocultação do real beneficiário e de que o custeio seria proveniente da Odebrecht.

7) José Adelmário Pinheiro Filho, vulgo Léo Pinheiro, presidente do Grupo OAS, foi o responsável pela decisão de pagamento de vantagem indevida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na forma de custeio de reformas no
Sítio de Atibaia.

8) Agenor Franklin Magalhães Medeiros, executivo do Grupo OAS, participou dos acertos de corrupção nos contratos da Petrobrás, tendo ciência de que parte da propina era direcionada a agentes políticos do Partido dos Trabalhadores.

9) Paulo Roberto Valente Gordilho, Diretor Técnico da OAS,
encarregou-se da reforma do Sítio em Atibaia, com ocultação do real beneficiário e da origem do custeio.

10) José Carlos Costa Marques Bumlai teria participado de crime de corrupção no âmbito da Petrobrás, pelo qual já foi condenado na ação penal 5061578-51.2015.4.04.7000, e seria amigo próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Teria sido o responsável pela realização de reformas no Sítio de Atibaia de cerca de R$ 150 mil, ciente de que o ex-presidente seria o real beneficiário. Para ocultar a sua participação e o benefício ao então presidente os fornecedores contratados foram pagos por terceiros e foram utilizados terceiros para para figurar nas notas fiscais.

11) Fernando Bittar, um dos formais proprietários do Sítio de Atibaia, participou das reformas, ocultando que o real beneficiário seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o custeio provinha de José Carlos Costa Marques
Bumlai, do Grupo Odebrecht e do Grupo OAS.

12) Roberto Teixeira, advogado e amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria participado da reforma do sítio, ocultado documentos que demonstravam a ligação da Odebrecht com a reforma e orientado engenheiro da
Odebrecht a celebrar contrato fraudulento com Fernando Bittar para ocultar o envolvimento da Odebrecht no custeio e que o ex-presidente era o beneficiário.

13) Rogério Aurélio Pimentel, auxiliar de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou das reformas do Sítio em Atibaia e teria participado da ocultação da custeio por José Carlos Costa Marques Bumlai e pelo Grupo Odebrecht das reformas, assim como do real beneficiário.