Agenda do governador Geraldo Alckmin 15/08 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta terça-feira, 15, da cerimônia de abertura da 13ª ExpoPostos & Conveniência - Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service, que acontece no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. O setor representa mais de 40 mil postos de serviços e 7 mil lojas de conveniência no país.

À tarde, no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin autoriza assinatura de convênios entre Governo e Prefeituras Municipais envolvendo as áreas de cultura, direitos da pessoa com deficiência, justiça, segurança no trânsito, esportes e turismo.


Evento: Cerimônia de abertura da 13ª ExpoPostos & Conveniência
Data: Terça-feira, 15 de agosto de 2017
Horário: 9h45
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center - Pavilhão 2 - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Água Funda - São Paulo/SP

Evento: Autorização para assinatura de convênios entre Governo e Prefeituras Municipais
Data: Terça-feira, 15 de agosto de 2017
Horário: 14h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Av. Morumbi, 4.500 - São Paulo/SP

São Paulo enterrará 52 km de fios em 117 ruas; 2 mil postes desaparecerão


Acordo fechado pela Prefeitura com a Eletropaulo e empresas de telecomunicação beneficiará inicialmente vias em sete distritos: Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás. Município não arcará com custos

Fabio Leite e Felipe Resk, Impresso - Estadão

Foto: Gabriela Bilo | ESTADAO CONTEUDO

Após anos de impasse entre a Prefeitura de São Paulo e a Eletropaulo, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) fechou um acordo no qual a concessionária de energia elétrica e as empresas de telecomunicação ficarão encarregadas de enterrar 52 quilômetros de fios de transmissão que cruzam o céu da cidade e remover 2.019 postes das calçadas da capital paulista.

Em sua primeira fase, o novo plano de enterramento de fios de São Paulo, batizado por Doria de Cidade Linda Redes Aéreas, vai limpar 117 ruas de sete distritos paulistanos da região central: Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás. Na maioria das vias, a Eletropaulo já enterrou sua fiação, mas restaram os cabos de telefonia, TV e internet e os postes. A previsão é concluir esse trecho até julho do ano que vem.

O cronograma de execução da rede subterrânea envolve 12 conjuntos de ruas, começando pela Rua José Paulino, no Bom Retiro, e terminando na Alameda Santos, no Jardim Paulista. Os dutos com os cabos de telecomunicações e de empresas municipais, como da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ficarão na mesma galeria já usada pela rede elétrica.

As empresas de telefonia e internet, que hoje pagam aluguel para usar os postes da Eletropaulo, vão bancar as obras de enterramento. O custo total ainda está sendo calculado. Já a concessionária de energia deve gastar R$ 6 milhões para retirar os postes e reparar as calçadas. Segundo a gestão Doria, não haverá custos para a Prefeitura.

“Esse é o primeiro passo de uma maratona. Conseguimos superar os problemas que haviam e, por meio do diálogo, conseguimos encontrar viabilidade técnica e econômica para esse projeto, que vai mudar a cara da região e auxiliar na requalificação do centro”, disse Marcos Penido, secretário municipal de Serviços e Obras.

A meta estipulada pela gestão Doria é enterrar 100 km de fios por ano na cidade. A medida, uma das promessas de campanha do tucano, envolve uma longa batalha administrativa e jurídica entre a Prefeitura e a Eletropaulo. A concessionária de energia é responsável por 44 mil km de fios em sua área de concessão na Grande São Paulo, dos quais só 3 mil km são subterrâneos, e 1,2 milhão de postes.

Em Florianópolis, Alckmin diz querer ‘tira-teima’ com Lula em 2018


No sábado, governador mandou ‘recados’ a Doria; neste domingo, prefeito divulgou vídeo para ‘reafirmar amizade’

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

Geraldo Alckmin durante evento suprapartidário em Florianópolis 
Foto: ANTÔNIO CARLOS MAFALDA/MAFALDA PRESS

Em uma clara reação à movimentação do prefeito João Doria para se cacifar como candidato a presidente da República em 2018, o governador Geraldo Alckmin disse no sábado, 12, durante evento em Florianópolis, que “não seria ruim fazer um tira-teima contra Lula em 2018”.

Em 2006, Alckmin enfrentou Lula na disputa presidencial, mas foi derrotado. A declaração do governador foi feita em entrevista coletiva após encontro suprapartidário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. No evento, conforme tucanos, o governador aproveitou para mandar “recados” ao prefeito.

Neste domingo, porém, Doria foi ao Palácio dos Bandeirantes e gravou vídeo ao lado de Alckmin no qual reafirma sua “lealdade” e “amizade” ao padrinho político. Segundo o prefeito, estão sendo divulgadas informações “infundadas” sobre a relação dos dois. “João é um amigo querido desde os tempos do Mário Covas”, diz Alckmin no vídeo.

A estratégia tenta minimizar a crise aberta com o governador após Doria intensificar a agenda de viagens pelo País. Hoje, o prefeito vai ao Tocantins.

‘Contraponto’. No evento no fim de semana, no Sul, o governador fez um discurso que, em alguns momentos, pareceu endereçado ao prefeito. Além de citar o desejo de um “tira-teima de 2006”, Alckmin fez questão de se posicionar de forma conciliadora: “Vejo aqui a civilidade que a política deve ter. Política não é campo de boxe”.

A fala foi interpretada por tucanos como um contraponto aos ataques que Doria tem feito a adversários políticos. No mês passado, em evento em São Bernardo, o prefeito se referiu a Lula como “mentiroso” e chamou a presidente cassada Dilma Rousseff de “anta”.

O anfitrião do encontro em Florianópolis foi o líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer, que não poupou elogios e menções a uma possível candidatura de Alckmin à Presidência. “Torcer pelo Brasil hoje é torcer por Alckmin.” O vice-governador de Santa Catariana, Eduardo Pinho Moreira (PMDB-SC), seguiu o tom de pré-campanha. “Qualquer situação política que aconteça em 2018, eu estarei com o senhor, na sua campanha à Presidência da República”, disse.

‘Novo?’ Na sexta-feira passada, Alckmin esteve em Porto Alegre e, na ocasião, foi ainda mais direto em suas alfinetadas a Doria, conforme tucanos.

O governador afirmou que a disputa de 2018 “será a eleição da experiência”. Em uma indireta ao afilhado político, que disputou sua primeira campanha em 2016 e se apresenta como “renovação”, Alckmin declarou que “o novo é defender o interesse do Brasil”.

"A quem cabe governar a cidade", editorial do Estadão


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a decisão que liberou o aumento dos limites de velocidade nas marginais, reconhecendo que se trata de matéria da competência da Prefeitura

O Estado de S.Paulo

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), por sua 13.ª Câmara de Direito Público, manteve a decisão que liberou o aumento dos limites de velocidade nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, reconhecendo que se trata de matéria da competência da Prefeitura. Mais do que simples questão formal, a decisão do TJSP é um significativo respeito às esferas institucionais e, em última análise, ao resultado das eleições municipais. É o voto dos paulistanos que deve decidir quem governa a cidade.

O caso remete à decisão liminar, obtida em janeiro pela Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), de impedir o aumento das velocidades nas marginais. Tratava-se de uma indevida intromissão de uma agremiação em assunto que não lhe dizia respeito, mas que encontrou guarida em juízo. O juiz da 4.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo entendeu que a ampliação dos limites de velocidade nas marginais ocasionaria suposto retrocesso social e, portanto, a gestão do prefeito João Doria não poderia implantar o tal aumento, que era uma promessa de campanha.

No recurso contra a decisão do juiz de primeira instância, o Município de São Paulo e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) conseguiram uma liminar da desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, liberando o aumento dos limites de velocidade nas duas vias marginais. A mudança ocorreu no dia 25 de janeiro. Na quarta-feira passada, a 13.ª Câmara de Direito Público confirmou a decisão da desembargadora.

Ao explicar a decisão, a relatora do recurso transcreveu trecho de sua liminar, proferida no início do ano. “O art. 30, I, da Constituição Federal de 1988 confere ao Município a competência sobre assuntos de interesse local, dentre eles, legislar sobre a ordenação no trânsito urbano. Por sua vez, o art. 182 também da Constituição prevê que compete ao Município estabelecer a política de desenvolvimento urbano com o objetivo de ordenar o pleno objetivo das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.”

A referência ao fundamento constitucional da competência do Município para legislar sobre o trânsito urbano é de extrema importância, pois evidencia que esse tipo de ação judicial, que tenta transferir ao Judiciário decisões que competem ao Executivo, fere a Constituição. É um contrassenso postular que supostos princípios constitucionais – como o da vedação do retrocesso social, que, sem constar do texto da Constituição, é criação interpretativa questionável, tratando o progresso social como um inexorável processo linear e contínuo – devam prevalecer sobre norma explícita aprovada pela Assembleia Constituinte, como é a competência do ente municipal.

A decisão da 13.ª Câmara de Direito Público enfrenta ainda outra questão frequentemente esquecida em decisões judiciais: a complexidade das políticas públicas. Ao proibir liminarmente o aumento dos limites de velocidade das marginais, o juiz da 4.ª Vara da Fazenda Pública citou a Lei 12.587/2012 (Lei de Mobilidade Urbana), que lista, entre os deveres do poder público, a segurança nos deslocamentos das pessoas. Em seu raciocínio, se a prefeitura deve zelar pela segurança dos cidadãos, ela não pode aumentar a velocidade no trânsito.

O TJSP lembra que a segurança nos deslocamentos envolve outros aspectos além dos limites de velocidade. Não se pode aferir – lê-se na decisão – “a pertinência ou não de implantação de programa de governo referente à segurança e fluidez de trânsito, apenas com base no elemento denominado redução das velocidades nas marginais”.

O Poder Judiciário deve se ater à análise da legalidade do ato administrativo. “Não é admissível que o controle jurisdicional (...) passe a se prestar a analisar eventual eficácia da política pública em questão, antes mesmo de implantada.” Justamente pela complexidade das políticas públicas, o cidadão é chamado a escolher, de quatro em quatro anos, quem governará a cidade. É indispensável preservar esse direito de escolha.

Doria grava vídeo para 'reafirmar sua lealdade' a Alckmin


WÁLTER NUNES - FOLHA.COM


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), publicou neste domingo (13) nas redes sociais um vídeo em que ele diz reafirmar sua lealdade ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seu correligionário. O depoimento, que fez ao lado do governador, teve o objetivo, segundo Doria, de rebater reportagens sobre uma suposta disputa entre os dois pela vaga de presidenciável tucano em 2018.

O vídeo veio acompanhado de um texto de apresentação. "Reafirmo minha lealdade ao governador Geraldo Alckmin, com quem tenho uma estreita amizade há 37 anos. Especulações e notícias fantasiosas que vem sendo divulgadas por alguns órgãos da imprensa não vão abalar nossa amizade e o respeito que temos um pelo outro", disse o prefeito.

Neste domingo (13) reportagem da Folha mostrou que Doria e Alckmin estão intensificando a agenda de viagens pelo país visando pavimentar uma candidatura à eleição presidencial de 2018. Alckmin é padrinho político de Doria no PSDB e dado como candidato natural dos tucanos ao Palácio do Planalto. O prefeito, porém, tem investido no marketing para tornar-se conhecido nacionalmente como um alternativa aos políticos tradicionais e seu nome começa a subir nas pesquisas de intenção de votos para a disputa do ano que vem.

Na sexta-feira (11), numa palestra em Porto Alegre, o governador Geraldo Alckmin disse que "2018 será a eleição da experiência". A declaração foi vista como uma indireta a Doria, que se apresenta como o novo na política. Doria também fez viagens para outros estados. Em Curitiba, ouviu do governador tucano Beto Richa que "espera que, em breve, ele coloque o estilo empresarial de governar em todo país".

No vídeo, gravado às 21h30 deste domingo, Doria diz que Alckmin é seu amigo. "Para deixar muito clara a minha posição a vocês que nos acompanham da minha lealdade, da minha relação, da minha admiração, estima e amizade com o governador Geraldo Alckmin. Eu tenho falado isso sempre", disse Doria.

"Essa relação nasceu fora da política e não há nada que vá nos dividir, nada que vá nos afastar. Não há nada que vá nos colocar em campos distintos", disse Doria. "Portanto, notícias que são publicadas, colocações insidiosas e infundadas às vezes veiculadas em veículos de comunicação sem nenhum fundamento. Então eu aproveitei a oportunidade ao tomar esse cafezinho com o governador para reafirmar a ele este meu sentimento e a vocês também."

No final do vídeo, Doria pediu que Alckmin desse uma palavra. "Olha, uma grande alegria, tomamos um café aqui com o João, que é sempre um amigo muito querido. Que, aliás, desde a época do nosso querido Mario Covas (governador de São Paulo entre 1995-2001), nosso professor de ambos, e ainda feliz dia dos pais", disse o governador.

Doria terminou o vídeo com os dedos indicador e médio em formato de "V" inclinados, um símbolo de sua campanha. "A vocês muita felicidade, muita alegria, muita paz no coração e muita harmonia, como aqui. Acelera o seu coração", disse Doria. O vídeo foi encerrado com a imagem de Doria e Alckmin sorridentes fazendo uma selfie.