Governador Geraldo Alckmin atuou para manter Tasso na presidência do PSDB


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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou à distância da conversa em que o senador Aécio Neves (MG) acertou a permanência do senador Tasso Jereissati (CE) na presidência interina do PSDB.

Tasso e Aécio se reuniram na manhã desta quinta-feira (3) em Brasília e Alckmin conversou por telefone de São Paulo com os dois durante o encontro. Ao final, eles anunciaram que Aécio permanece licenciado.

O governador paulista procurou acalmar os ânimos de Tasso, irritado com as articulações de Aécio.

A análise do grupo foi de que o clima de forte divisão do partido e o impasse sobre a manutenção do apoio ao presidente Michel Temer prejudicam a imagem da sigla, especialmente diante da proximidade das eleições de 2018.

A solução beneficiou Tasso, que saiu fragilizado da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, na quarta-feira (2), em que 22 deputados votaram pelo arquivamento. Ele e o líder da bancada, Ricardo Tripoli (SP), são críticos à permanência do PSDB no governo.

Fonte: Folha.com

Agenda do governador Geraldo Alckmin 4/08 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin inaugura nesta sexta-feira, 4/8, a Estação Engenheiro Goulart na Linha 12-Safira da CPTM. A estação foi ampliada de 500 m² para mais de 15 mil m². A partir do ano que vem, vai receber a operação da Linha 13-Jade, que vai levar o serviço de transporte por trilhos até o Aeroporto de Guarulhos. Na ocasião, o governador também anuncia a operação de mais dois novos trens na CPTM.


Evento: Inauguração da Estação Engenheiro Goulart da CPTM
Data: Sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Horário: 10h
Local: Estação Engenheiro Goulart – Avenida Dr. Assis Ribeiro, altura do nº 3470, Cangaíba - São Paulo/SP.

'Não merece resposta' acusação de que PSDB traiu Temer, diz Alckmin


THAIS BILENKY - FOLHA.COM


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (3) que "não merece nem resposta" a avaliação de que o PSDB traiu o presidente Michel Temer na votação de denúncia na véspera.

Segundo maior partido da base do governo, o PSDB foi a legenda aliada que deu, proporcionalmente, mais votos contrários ao presidente na quarta-feira (2). Dos 47 deputados tucanos, 21 votaram pelo prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra Temer.

"Não merece nem resposta isso, o PSDB tem compromisso com o Brasil, com o povo brasileiro. Aliás, se dependesse de mim, lá no início, não teria nem participado do governo, embora deva ajudar", disse Alckmin a jornalistas em agenda na zona leste da capital.

Ele defende que a "grande capacidade de mobilização" demonstrada na véspera pelo governo "ocorra para aprovar as reformas".

Sobre a reforma política, Alckmin disse que o distritão é a "sepultura completa dos partidos".

"Vai tornar a campanha mais cara, uma corrida pelo Estado inteiro para ver quem são os 70 mais votados, não terá renovação", disse. "O que o Brasil precisa é o inverso: menos partidos, partidos programáticos e com disciplina. Se não tiver isso, vai ter crise política permanente, para isso precisa fazer a reforma."

PSDB decide manter Tasso na presidência do partido


PSDB decide manter Tasso na presidência do partido
Pedro França/Agência Senado 

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), em Brasília

TALITA FERNANDES E ANGELA BOLDRINI - FOLHA.COM

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O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE)

Depois de mais de um mês de indefinições, o PSDB decidiu manter o senador Tasso Jereissati (CE) como presidente interino do partido.

Irritado com as articulações de Aécio Neves (MG), presidente licenciado da legenda, Tasso chegou a fazer uma carta de demissão no início da semana, mas concordou em aguardar a votação na Câmara sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer para tomar uma decisão.

Aécio e Tasso se reuniram na manhã desta quinta-feira (3) para discutir o comando do partido até a convocação de uma convenção nacional, o que deve ocorrer até o fim do ano. Na prática, deixam tudo como está: oficialmente o mineiro segue licenciado do cargo, mas não deixa o papel de líder do partido.

"É [Tasso] quem hoje tem as melhores condições para conduzir a renovação do PSDB e sua reinserção em setores da sociedade", disse Aécio sobre o presidente interino.

Tasso, por sua vez, disse que Aécio segue como "presidente licenciado".

Os senadores chegaram a conversar na noite de terça-feira (1) sobre o tema, mas decidiram aguardar a definição da Câmara. Os deputados decidiram na noite de quarta (2), com 263 votos, barrar a acusação contra o peemedebista.

Os tucanos se mostraram divididos sobre a situação de Temer: 22 votaram contra a continuidade das investigações e 21 pelo avanço da denúncia. Outros quatro, na maioria pró-denúncia, se ausentaram da sessão.

Para o senador mineiro, o racha interno não é um problema. "Aquilo que alguns veem como algo negativo eu vejo como uma grande virtude do PSDB. Não houve nenhuma pressão, nenhuma decisão partidária superior", disse o mineiro.

Desde que Aécio voltou às atividades parlamentares, no fim de junho, após passar mais de 40 dias afastado por decisão judicial, o PSDB vivia uma situação de duplo comando.

Por um lado, Tasso, que assumiu interinamente a presidência da legenda, defendia o desembarque do governo, já Aécio manteve articulações de apoio em relação ao Palácio do Planalto.

Os dois minimizaram o racha do partido em relação ao apoio ao governo. Aécio disse que se trata de uma questão "secundária". "Isso é uma questão secundária para nós, os cargos são do presidente e ele faz o que quiser com os cargos do PSDB", disse.

Durante a entrevista, Tasso se mostrou crítico em relação ao apoio a Temer, mas evitou ser enfático sobre o desembarque. "O que nós não precisamos é de cargos e o presidente da República é livre e deve escolher o que acha que é melhor para seu governo", disse. "Se ele quiser tirar todos os nossos ministérios é problema dele, o partido não faz questão desses ministérios."


CONVENÇÕES

Os senadores disseram que o partido deve redefinir como seu comando até o fim do ano.

Pelo calendário apresentado, a legenda começará com as convenções municipais e estaduais e, até dezembro, vai eleger uma nova estrutura do comando nacional do partido.

Eles preveem ainda, para esse prazo, o anúncio do pré-candidato às eleições presidenciais de 2018.