Governador Geraldo Alckmin diz que é possível PSDB apoiar o que for de interesse do País 'sem participar de governo'


Governador respondeu a uma declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), que disse ser 'perfeitamente possível' governar sem tucanos

Valmar Hupsel Filho - O Estado de S.Paulo


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nessa segunda-feira, 31, que é possível o PSDB apoiar o que for de interesse do Brasil sem participar do governo do presidente Michel Temer. "É possível governar sem o PSDB e é possível também o PSDB apoiar tudo que for de interesse do Brasil sem participar de governo", afirmou o tucano, após participar de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A declaração foi uma resposta ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), que em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo disse ser "perfeitamente possível" governar sem o PSDB.

O partido, que tem três ministro no governo Temer, vive uma divisão interna entre filiados que, de um lado, defendem o desembarque e, de outro, a permanência. Alckmin é um dos caciques tucanos que têm se posicionado no primeiro grupo. Em entrevistas recentes, o governador de São Paulo - que trabalha para ser o candidato da legenda na disputa presidencial do ano que vem - defendeu que o PSDB deixe o governo Temer logo após a aprovação das reformas.

Governador Geraldo Alckmin libera investimento para construção de moradias na Capital


Anúncio foi realizado após reunião com o Prefeito João Dória, secretários estaduais e municipais, no Palácio dos Bandeirantes


O governador Geraldo Alckmin anunciou investimento estadual de R$ 42,5 milhões para a construção de seis conjuntos habitacionais na capital paulista, totalizando 1.951 novas moradias, por meio dos programas Casa Paulista e Minha Casa Minha Vida. Os empreendimentos serão construídos em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que cedeu os terrenos e fará aporte de R$ 19,5 milhões. O anúncio foi feito após a reunião do governador e do prefeito João Dória no Palácio dos Bandeirantes, com os secretários estaduais e municipais. 

“Nós tivemos uma reunião de trabalho muito proveitosa. Assinamos a liberação dos R$ 42,5 milhões para o Casa Paulista, e o município entra com os terrenos e mais R$ 19,5 milhões dos elevadores”, informou o governador.

Os novos conjuntos habitacionais estão localizados nas zonas norte e leste da capital: o Residencial Cícero Canuto, em Aricanduva, terá 300 unidades; o Araçarana, no Itaim Paulista, 468 moradias; ainda no Itaim Paulista, será construído o Academia – Terreno A, com mais 194 unidades. O Residencial Campo das Pitangueiras, na Ponte Rasa, terá 89 moradias; o Residencial Augusto Amaral, na Brasilândia, 300 unidades; e em Lajeado, serão construídos os conjuntos São Carlos A e B, com total de 600 novas moradias. 

O investimento do Governo do Estado é a fundo perdido – ou seja, os futuros proprietários terão parte do valor de suas novas moradias paga pelo Estado. No total, os empreendimentos terão investimento de R$ 257 milhões. Dentro de 60 dias, a Caixa Econômica Federal deverá fazer as contratações necessárias para o início das obras.


Outros projetos – Durante a reunião, governador, prefeito e secretários trataram também de outras parcerias que estão em andamento entre as gestões. Na área de Educação, o Estado está investindo R$ 45 milhões na construção de novas creches na Capital. As creches serão instaladas conforme a demanda por matrículas em diferentes regiões da cidade.

No ensino superior, a parceria permite que alunos dos cursos superiores à distância oferecidos pela Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) ofereça assistência presencial de tutores nas unidades dos CEUs da Capital. No semestre passado, eram 19 CEUs envolvidos na parceria. Para o próximo semestre, o número será ampliado para 33. Realizado no dia 23 de julho, o vestibular da Univesp teve 80 mil inscritos – os resultados serão divulgados no dia 8 de agosto.

Na área do meio ambiente, o Estado incluiu cinco Unidades de Conservação Municipais no Programa Nascentes, que promove restauração ecológica em áreas degradadas. O Estado vai produzir mais de 100 mil mudas de árvores que serão plantadas nos parques Jaceguava, Itaim, Varginha, Bororé e Fazenda do Carmo.

"O trabalho dos políticos", editorial do Estadão


Intensa agenda de João Doria, desde que assumiu a Prefeitura de São Paulo, revela que também os políticos, quando querem, exercem intensamente suas atividades

O Estado de S. Paulo

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A intensa agenda de João Doria (PSDB-SP) desde que assumiu a Prefeitura de São Paulo – além de seis viagens internacionais, o prefeito teve mais de 280 reuniões com empresários, informa o jornal Valor – revela que também os políticos, quando querem, exercem intensamente suas atividades. Não há perdas de tempo nem expediente restrito a terça, quarta e quinta. Quando se quer, muito se faz, todos os dias. Esse aspecto merece ser lembrado especialmente depois da gestão de Fernando Haddad, cuja paralisia foi de tal ordem que até o seu criador, Lula da Silva, reclamou publicamente da preguiça do ex-prefeito petista.

É óbvio que não basta que a agenda dos políticos seja intensa. É um primeiro passo, mas está longe de ser suficiente. É preciso um diligente e constante trabalho, mas concentrado naquilo que corresponde a cada cargo público. Não há bom prefeito se o asfalto está ruim, se os semáforos não funcionam, se as árvores não estão podadas, se as ruas estão sujas, se o serviço de ônibus é precário, entre tantas outras tarefas da prefeitura. Muito especialmente, um prefeito deve ser avaliado pelo funcionamento adequado de escolas, hospitais e postos de saúde. Sem isso, não se pode dizer que há uma boa gestão da coisa pública.

A administração pública, seja em qual esfera for – municipal, estadual ou federal –, enfrenta grandes desafios, especialmente se a gestão anterior foi acintosamente deficiente, e seria irreal exigir que os serviços públicos alcançassem um nível de excelência pela simples chegada de um novo político ao cargo. A resolução dos problemas públicos demanda tempo. Isso não significa, no entanto, que a população tenha de se contentar com o mesmo sofrível atendimento público anterior. Uma coisa é exigir a imediata perfeição, outra coisa – que necessariamente deve estar presente em toda administração pública com pretensões de ser bem avaliada pela população – é a existência de uma perceptível e progressiva melhora dos serviços públicos.

Urge, portanto, uma nova mentalidade no exercício dos cargos públicos, com uma condução profissional a produzir resultados palpáveis para a população. Responsabilidade, compromisso e honestidade são pré-requisitos para o cargo. A isso se deve acrescentar uma gestão que alie competência técnica, criatividade na resolução dos problemas e exímio conhecimento das exatas responsabilidades do cargo que se ocupa. Depois de tantos anos de populismo e voluntarismo petistas, é preciso devolver os cargos públicos às suas funções institucionais.

As prefeituras e os governos estaduais são muito mais que palanques para novas eleições. Agir como se estivesse numa ininterrupta campanha política foi o que fez, com tanto prejuízo ao País, o sr. Lula da Silva. Os cargos públicos são ocasiões privilegiadas de servir ao público, segundo atribuições bem definidas. É certo que, em muitas áreas, há concorrência de competências entre União, Estado e município. Nesses casos, urge harmonizar a ação com os demais níveis de poder, para evitar ineficiências e custos desnecessários. No Rio de Janeiro, por exemplo, já é comum que se esqueça que a segurança pública é dever do governo estadual. Com frequência, dá-se a entender que a União é responsável pela imposição da lei e da ordem, em substituição ao caos lá instalado pela desídia de repetidas administrações estaduais.

O intenso trabalho que se exige dos ocupantes dos cargos públicos deve estar dirigido, portanto, às suas correspondentes atribuições institucionais. Além da imediata eficácia administrativa que se obtém com o respeito às esferas de atuação, é também uma clara demonstração de deferência à democracia. Cada chefe do Poder Executivo foi escolhido pelo povo para fazer uma determinada coisa – administrar a cidade, administrar o Estado ou administrar a União. Esse é o trabalho que lhes corresponde. O exemplar exercício do cargo é, portanto, a melhor contribuição que podem dar ao País. E é também a maneira mais adequada para postularem novas responsabilidades na máquina pública.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 31/07 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin reúne-se nesta sexta-feira, 28/7, em celebração ao Dia do Agricultor, com agricultores familiares de assentamentos da região do Pontal do Paranapanema. No encontro, entrega cem novos veículos para os trabalhos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) realizados pela Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) nos assentamentos estaduais e nas comunidades quilombolas. Ainda entrega dois tratores, um caminhão-baú e uma colhedora mecanizada de café.

Na cerimônia, o governador assina decreto que regulamenta a Lei nº 16115/16, conhecida como lei paulista de assentamentos rurais, que garante sucessão hereditária das terras. Também assina outro decreto que institui de teto de R$ 22 mil por beneficiário para o operacionalização do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social Leite.


Evento: Entrega dos prêmios da Nota Fiscal Paulista
+ Anúncio das melhorias para Entidades
+ Assinatura de Decreto que permite a apropriação integral ao crédito do ICMS relativo à aquisição do equipamento SAT - Sistema de Autenticação e Transmissão
Data: Segunda-feira, 31 de julho de 2017
Horário: 14h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Salão dos Despachos - São Paulo/SP

Evento: Anúncio da Publicação do Edital de Obras na SP-270 - Rodovia Raposo Tavares (com recursos do BIRD). Lote que contempla os trechos nos seguintes Municípios: Piraju, Bernardino de Campos , Ipaussu, Chavantes, Canitar e Ourinhos
Data: Segunda-feira, 31 de julho de 2017
Horário: 15h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Salão dos Pratos - São Paulo/SP