Agenda do governador Geraldo Alckmin 20/07 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin acompanha nesta quinta-feira, 20/7, o serviço de pintura da Escola Estadual Carlos Escobar, na zona da leste da capital, executado por reeducandos do regime semiaberto. A ação faz parte do programa Via Rápida Expresso, que promove a qualificação profissional de diversos públicos, dentre eles do reeducandos do sistema penitenciário.


Evento: Pintura da E.E. Carlos Escobar – Programa Via Rápido Expresso
Data: 20 de julho de 2017
Horário: 10h
Local: E.E. Carlos Escobar - Rua Adelino de Almeida Castilho, nº 178, Tatuapé – São Paulo/SP.







Juiz Sérgio Moro determina que BC bloqueie R$ 606 mil de Lula


Congelamento de ativos do ex-presidente, requerido pela Procuradoria da República, foi decretado pelo juiz da Lava Jato até o limite de R$ 10 milhões

Julia Affonso, Fausto Macedo e Luiz Vassallo - ESTADÃO


O ex-presidente Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco Central nesta terça-feira, 18, por ordem do juiz federal Sérgio Moro na Operação Lava Jato. O confisco dos ativos do petista foi decretado a pedido do Ministério Público Federal. O dinheiro foi encontrado em quatro contas de Lula: R$ 397.636,09 (Banco do Brasil), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal), R$ 63.702,54 (Bradesco) e R$ 21.557,44 (Itaú).

Além do dinheiro, Moro confiscou de Lula três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e também dois veículos.


O bloqueio dos imóveis do petista atinge ‘a parte ideal de 50% correspondente à meação’ – em fevereiro, a mulher do ex-presidente, Maria Letícia, morreu vítima de um AVC.

O pedido de bloqueio do dinheiro de Lula foi realizado em 4 de outubro de 2016 em medida assecuratória de arresto e sequestro.

No pedido, a Procuradoria da República afirma que após assumir a Presidência da República, ‘Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais’.

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato queriam o bloqueio de uma fortuna de R$ 195,2 milhões, incluindo multas e acréscimos a título de reparação de danos. A força-tarefa não atribui este patrimônio a Lula. O montante faz parte de um cálculo efetuado por procuradores com base em danos à Petrobrás.

Além do ex-presidente, o pedido incluiu como alvo do confisco dona Marisa Letícia, que morreu e teve extinta sua punibilidade.

No último dia 14, apenas dois dias depois de condenar Lula a 9 anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex, o juiz Moro acolheu parte do requerimento da Procuradoria.

Na sentença, o juiz da Lava Jato decretou o confisco do imóvel do Guarujá e impôs multa de R$ 16 milhões ao petista e a outros dois réus, o empreiteiro Léo Pinheiro e o executivo Agenor Franklin Medeiros, da OAS.

“Neste processo, pleiteia (Ministério Público Federal) o sequestro de bens do ex-presidente para recuperação do produto do crime e o arresto dos mesmos bens para garantir a reparação do dano”, anotou o juiz.

O magistrado se refere à Petrobrás, vítima do esquema de cartel e propinas instalado em suas principais diretorias entre 2004 e 

Moro detalhou os valores que deveriam ser bloqueados de Lula. “Como já decretado o sequestro e o confisco do apartamento, o valor correspondente deve ser descontado dos dezesseis milhões, restando R$ 13.747.528,00. Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 13.747.528,00.”

O juiz da Lava Jato mandou oficiar o Banco Central, responsável pela execução de medidas dessa natureza.

“Quanto aos bloqueio dos demais ativos, oficie-se ao Banco Central do Brasil para que tome as providências necessárias para a indisponibilidade de quaisquer bens ou valores titularizados por Luiz Inácio Lula da Silva, até o limite de R$ 10 milhões”, ordenou.

A ordem do juiz recai inclusive sobre ‘ações, participações em fundos de ações, letras hipotecárias ou quaisquer outros fundos de investimento, assim como PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre, VGBL – Vida Gerados de Benefício Livre e Fundos de Previdência Fechado’.

O magistrado mandou o Banco Central do Brasil ‘comunicar à totalidade das instituições a ele submetidas, não se limitando àquelas albergadas no sistema Bacenjud, tais como as instituições financeiras que administrem fundos de investimento, inclusive das que detenha a administração, participação ou controle, às cooperativas de crédito, corretoras de câmbio, as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários’.a

Prefeito Doria diz que painéis de vidro na raia da USP ficarão prontos em janeiro


GUILHERME SETO - FOLHA.COM

Reprodução/Prefeitura 
Projeto dos painéis de vidro na raia olímpica apresentado por João Doria (PSDB)


O prefeito João Doria (PSDB) anunciou nesta quarta-feira (19) que o projeto de substituir o muro de concreto que separa a raia olímpica da USP da Marginal Pinheiros por painéis de vidro deve ser concluído em 20 de janeiro de 2018. De acordo com o prefeito, a ideia é integrar mais a Cidade Universitária à vida da capital.

"A marginal Pinheiros é a via de maior fluxo da América Latina. Cerca de 3 milhões de pessoas passam por ali diariamente. A existência do muro era um confinamento em relação à cidade e seus frequentadores", disse Doria em coletiva de imprensa.

Inicialmente, o projeto da prefeitura era o de substituir o muro de concreto por gradis. No entanto, após queixas de frequentadores de que a mudança geraria aumento de ruído e de poluição atmosférica na raia olímpica, surgiu a ideia da instalação dos painéis de vidro. Segundo Doria, o projeto de R$ 15 milhões será custeado por empresas parceiras e não envolve despesas por parte da prefeitura ou da USP.

Os painéis serão feitos de vidro temperado com espessura de 10 mm, com película de proteção, cerca de cinco vezes mais resistente do que um vidro comum. Junto aos 2,2 km de extensão do muro serão instaladas câmeras do projeto "City Câmeras" para vigilância da área.

"O muro reflete o que muitos pensavam sobre a universidade: separada do resto da cidade. Essa vida segregada levou às dificuldades financeiras que vivemos hoje. Temos a política inversa de que a universidade tem que se integrar o máximo possível. Ela tem que conversar com todos os setores senão perde sua função. Temos um lema: derrubar os muros da USP. Queremos deixar quem passa ver o que tem lá dentro. Vai ficar mais bonito e os paulistanos vão saber que aquilo ali é deles", disse o reitor da USP Marco Antonio Zago.

As obras no local começarão em setembro e deverão ser tocadas no período noturno para não interromper o fluxo de carros na região.

Questionado sobre reclamações do Ministério Público de que não estaria sendo informado do projeto, Doria deu resposta dura.

"Com todo o respeito ao promotor, eu não fui eleito por promotor, eu fui eleito pelo povo e eu tenho que prestar contas ao povo de São Paulo".

Zago adotou tom mais brando e disse que as informações serão repassadas ao Ministério Público.

Governador Geraldo Alckmin defende reforma política e critica 'distritão'


Governador de São Paulo critica sistema eleitoral em discussão entre parlamentares de ao menos dez partido

Marcelo Osakabe - O Estado de S.Paulo


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender nesta quarta-feira, 19, a implantação da reforma política no País, mas criticou a proposta para a adoção do chamado distritão como sistema eleitoral. "O distritão é um absurdo. O nome está errado, não é distritão, é estadão, é o Estado inteiro, a campanha fica muito mais cara", disse Alckmin, argumentando que o sistema estimula o lançamento de poucos candidatos, o que prejudica a renovação da classe política. Pelo sistema são eleitos para o Legislativo apenas os mais bem votados em cada Estado.

"Se você só elege os 70 primeiros, que adianta lançar o candidato que tem 30 mil votos? Acho que o chamado distritão é pior que o modelo atual. É preciso tornar a campanha mais barata", defendeu.

Como informou o Estado/Broadcast esta semana, deputados de ao menos dez partidos, entre eles o PMDB e o PSDB, já entraram em acordo para incluir a proposta do "distritão" no projeto de reforma política a ser discutido em agosto. Pelo sistema, são eleitos apenas os parlamentares mais votados em cada Estado, sem considerar quociente eleitoral ou voto em legenda. Para esse grupo, a proposta é uma alternativa para garantir a própria reeleição em meio ao descrédito cada vez maior da classe política nos últimos anos.

O tucano também se mostrou contrário à "emenda Lula", como ficou conhecida a proposta para impedir a prisão de candidatos até oito meses antes das eleições. "Nós somos uma República, todos são iguais perante a lei. Não tem sentido estabelecer lei que distingue quem pode ser preso quem não pode ser preso, não deve haver distinção", comentou.

O governador, que participou nesta manhã, no Palácio dos Bandeirantes, da assinatura de decretos abrindo dois programas de parcelamento de impostos para contribuintes inadimplentes no Estado, defendeu também a aceleração do ritmo das reformas no Congresso Nacional.

"Quero deixar claro que nós precisamos acelerar as reformas. Já temos uma importante que é a trabalhista (...) e (agora tem) a da Previdência, que é mais difícil, porque é PEC (proposta de emenda constitucional)", afirmou o tucano.

Alckmin reiterou ainda sua posição de que o partido não precisa estar no governo do presidente Michel Temer para apoiar as reformas e medidas de interesse do povo brasileiro.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 19/07 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin anuncia na manhã desta quarta-feira, 19/7, os critérios de adesão e de inscrição nos programas especiais de quitação de IPVA, ICMS e outras taxas pelos cidadãos paulistas. O programa prevê redução de multas e juros. No ato, serão assinados os decretos com todos os detalhes que permitirão tanto pessoas físicas como empresas a quitarem suas dívidas com o fisco paulista.


Evento: Assinatura de decretos que regulamentam a abrem período de adesão ao PEP do ICMS e PPD
Data: 19 de julho de 2017
Horário: 10h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Av. Morumbi, 4.500 - São Paulo/SP

Evento: Entrega de 76 viaturas para a Polícia Científica do Ministério da Justiça - Secretaria Nacional de Segurança Pública
Data: 19 de julho de 2017
Horário: 14h
Local: Sede da Polícia Técnico-Científica - Rua Moncorvo Filho, 410 – Butantã - São Paulo/SP

"O roteiro de Alckmin para 2018", artigo de Vera Magalhães


Governador de São Paulo se preocupa mais com a convenção que definirá o novo comando do PSDB do que com o dilema hamletiano de ser ou não ser aliado ao governo Michel Temer

O Estado de S.Paulo


Principal beneficiado, no PSDB, da queda em desgraça de Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se preocupa mais com a convenção que definirá o novo comando da sigla do que com o dilema hamletiano de ser ou não ser aliado ao governo Michel Temer.

Alckmin usa como trunfo o fato de ter sido o único grão-tucano a defender, desde a queda de Dilma Rousseff, que o partido apoiasse as reformas sem ocupar cargos na Esplanada. Portanto, não poderá ser cobrado por incoerência, tem dito a quem lhe pergunta.

Em recente encontro em São Paulo com representantes do empresariado e economistas, Alckmin se apresentou com a desenvoltura de quem acredita que voltou ao início da fila dos presidenciáveis tucanos. E fez a defesa da aprovação das reformas mesmo em caso de desembarque. 

Os presentes ao encontro, na sua maioria entusiasta de uma candidatura de João Doria Jr., saíram de lá com a impressão de que o criador enredou politicamente a criatura.

Isso porque, depois de influir na escolha do novo comando do PSDB, Alckmin se lançará na defesa incondicional das prévias. Com isso acha que liquida qualquer pretensão secreta que Aécio ainda possa alimentar de ser candidato.

E, de quebra, intimida Doria, que não poderá nem ser contra as prévias – afinal, foi por meio delas que se sagrou candidato a prefeito – nem disputar com seu padrinho.

Já o prefeito tem dois trunfos a seu favor: a expectativa de se tornar um fato consumado por meio da liderança nas pesquisas e o perfil que o eleitor demonstra querer para os candidatos em 2018, distante da política tradicional.