Agenda do governador Geraldo Alckmin 18/07 - Jundiaí/SP.

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa, nesta terça-feira, 18, da cerimônia para assinatura de contrato com a concessionária Voa São Paulo, que passa a administrar cinco aeroportos estaduais: Campinas (Campo dos Amarais), Jundiaí, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba. Com a concessão, a empresa deve investir cerca de R$ 93,6 milhões em melhorias nos aeroportos. O evento acontece no Aeroporto Estadual de Jundiaí.


Evento: Assinatura de Contrato de Concessões de 5 Aeroportos Regionais do Estado e início da operação assistida pelo Voa São Paulo
Data: 18 de julho de 2017
Horário: 10h00
Local: Aeroporto Estadual de Jundiaí Comandante Rolim Adolfo Amaro - Av. Emílio Antonio Antonon, 777 - Chácara Aeroporto - Jundiaí/SP.

Eleições 2018: PSDB quer ter um vice do Nordeste


Coluna do Estadão

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Independentemente do ex-presidente Lula ter condições jurídicas de disputar as eleições de 2018, o PSDB já se prepara para tentar reduzir a influência do petista na próxima campanha presidencial de 2018. A primeira ideia é minar a força que Lula tem entre os eleitores do Nordeste. Assim, cresce a convicção entre os líderes do PSDB de que a chapa deverá priorizar a escolha de um político do Nordeste para ocupar a vaga de vice. Especialmente se o candidato tucano for um paulista, como o governador Geraldo Alckmin ou o prefeito João Doria.

Entre as opções dos tucanos, o nome preferido é o de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) também é lembrado.

No caso de Renata, o acordo ainda facilitaria uma aliança nacional com o PSB, sonho antigo de Alckmin e que também interessa a Doria.

"Mais uma conta amarga do PT", editorial do Estadão


O Estado de S.Paulo

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A passagem do Partido dos Trabalhadores (PT) pelo governo federal continua provocando efeitos nefastos para o País. O mais conhecido é a crise econômica, com suas consequências sobre o emprego, o consumo, o crédito, a atividade industrial, etc. A herança maldita petista continua afetando, de variadas formas, a vida de todos os brasileiros. 

Além dessas consequências gerais dos anos do PT no Palácio do Planalto, há outras que atingem especialmente algumas pessoas, como é o caso dos déficits dos fundos de pensão de estatais e empresas de economia mista. Os frutos da má gestão dos petistas fazem com que trabalhadores e aposentados dessas empresas tenham seus vencimentos descontados mensalmente como forma de diminuir o rombo dessas entidades de previdência complementar.

Conforme informa o Estado, cerca de 142 mil funcionários e aposentados da Caixa Econômica Federal (CEF) e dos Correios são descontados mensalmente para cobrir os déficits dos fundos Funcef e Postalis, respectivamente. Além deles, até o fim do ano, 77 mil funcionários da Petrobrás também deverão arcar com parte do salário para cobrir os erros da gestão petista no fundo de pensão. O porcentual a ser descontado ainda não foi definido. Um dos planos da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros) tem déficit de R$ 26,8 bilhões.

A conta paga pelo trabalhador pelos rombos dos fundos de pensão vem crescendo. Até junho, o Funcef descontava 2,78% dos vencimentos de seus participantes para cobrir o prejuízo de 2014. Agora, por conta do déficit ocorrido em 2015, o desconto deve subir para 10,64%. E já está em estudo como será coberto o prejuízo de 2016, no valor de R$ 6 bilhões. No momento, a situação mais dramática é a do fundo Postalis, que tem 84,2 mil participantes. O corte nas aposentadorias aproxima-se dos 18% e, até o fim do ano, deve chegar a 20%.

Os rombos desses fundos de pensão não são eventos circunstanciais. Eles estão diretamente relacionados com o aparelhamento promovido pelo PT. Ao longo de toda a gestão petista, os planos de previdência complementar de estatais e empresas de economia mista foram utilizados para acomodar aliados políticos e, sobretudo, para financiar projetos de interesse do PT.

Em vez de seguir os critérios de prudência e rigor técnico, necessários para a condução de qualquer investimento destinado a assegurar o rendimento futuro dos participantes, os gestores desses fundos fizeram aplicações temerárias e duvidosas, que atendiam a interesses partidários, no Brasil e no exterior, como os investimentos em títulos públicos da Argentina e da Venezuela.

Caso paradigmático dessa conduta danosa aos trabalhadores foi o investimento de R$ 1 bilhão feito pela Funcef na Sete Brasil, empresa criada pelo governo petista para fornecer equipamentos para a exploração do petróleo do pré-sal e que está atualmente em recuperação judicial. O ex-diretor da empresa Pedro Barusco foi recentemente condenado a devolver cerca de R$ 90 milhões, referentes a propinas de contratos com estaleiros e a outros valores ilegais que recebia em função do cargo.

Esse desrespeito com o dinheiro do trabalhador foi constatado por diversos órgãos e instâncias. Ao investigar os quatro maiores fundos de estatais e empresas de economia mista (Petros, Funcef, Postalis e Previ, do Banco do Brasil), a Operação Greenfield, da Polícia Federal, apontou evidências de “gestão temerária e fraudulenta”, além de desvios criminosos de R$ 8 bilhões na gestão desses fundos. Também o Tribunal de Contas da União e a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Fundos de Pensão, realizada em 2015, apontaram erros na condução desses fundos.

Na verdade, os descontos nos vencimentos dos trabalhadores e aposentados cobrem apenas metade do rombo. O restante é pago pelas empresas patrocinadoras dos fundos. Como elas são estatais ou de economia mista, tem-se mais uma vez toda a sociedade pagando pelos erros do PT. Que ninguém possa se iludir novamente com esse partido.

"Rumo a um mundo sem armas nucleares", artigo de Aloysio Nunes Ferreira


Folha de S.Paulo

Resultado de imagem para aloysio nunes welbiNo dia 7 de julho, a comunidade internacional deu um passo histórico com a adoção do texto do Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares, depois de um processo negociador cuja convocação não teria sido possível sem a liderança de um grupo formado por Brasil, África do Sul, Áustria, Irlanda, México e Nigéria.

A esses países, juntou-se a grande maioria dos Estados membros das Nações Unidas, que compreendeu o sentido humanitário da iniciativa e participou ativamente da conferência negociadora com ânimo construtivo e responsabilidade, de modo a preencher uma lacuna jurídica inaceitável na área do desarmamento.

As outras armas de destruição em massa já haviam sido proibidas por instrumentos jurídicos -as químicas e bacteriológicas-, mas faltava banir também as nucleares, únicas capazes de aniquilar a vida no planeta. Essa lacuna, que agora começa a ser superada, deixará finalmente de existir quando o novo instrumento chegar às 50 ratificações requeridas para sua entrada em vigor.

O acordo foi uma vitória das Nações Unidas e do multilateralismo, que consagram o entendimento entre os Estados como a via mais adequada e legítima para encontrar soluções para os problemas globais. O instrumento inspira-se em conferências anteriores que ajudaram a despertar a consciência de governos e sociedades para os impactos da detonação de um artefato nuclear, cuja destruição indiscriminada é incompatível com as regras do direito humanitário que regula a conduta em tempos de guerra e com a própria dignidade humana.

Apesar da resistência dos países nuclearmente armados, foi possível adotar um tratado que reflete a aspiração histórica e amplamente majoritária da comunidade internacional de banir a existência dessas armas. Além disso, o novo tratado constitui um complemento importante ao artigo 6º do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que estabeleceu a obrigação do desarmamento nuclear.

Esse passo inédito deve ser creditado à persistência dos que, nos últimos 70 anos, mantiveram acesa a esperança de um mundo sem armas nucleares. Uma coalizão diversa e plural de governos e atores da sociedade civil que não se resignaram com a existência de tais armas. O Brasil tem orgulho de integrar essa coalizão, inclusive por força do mandamento constitucional. Por isso, deu sua contribuição, ajudou a convocar a conferência negociadora e empreendeu esforços para superar entraves que poderiam colocar a perder a iniciativa.

Hoje podemos celebrar essa vitória da humanidade na busca de um mundo livre da insensatez representada pelas armas nucleares. O momento é de alegria, mas não de autocongratulações. Temos consciência de que há um longo caminho a percorrer para a universalização do tratado, o que demandará esforço continuado de convencimento.

A proibição de armas nucleares, ademais de dever ético e moral, ajudará a desfazer a justificativa da manutenção dos atuais arsenais. Tem, portanto, um significado político claro ao legitimar a luta pelo desarmamento, em particular nos países detentores desse tipo de armas.

Isso constitui um alento em um mundo tão conturbado e repleto de conflitos, demonstrando que, com coragem e boa vontade, é possível construir um mundo melhor, mais justo, racional e seguro para as atuais e as futuras gerações.


*ALOYSIO NUNES FERREIRA é ministro das Relações Exteriores.