Agenda do governador Geraldo Alckmin 12/07 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta quarta-feira, 12, da comemoração dos 20 anos da Central de Transplantes do Estado de São Paulo.


Evento: Comemoração dos 20 anos da Central de Transplantes do Estado de São Paulo
Data: 12 de julho de 2017
Horário: 10h
Local: Anfiteatro “Prof. Dr. Fúlvio Pileggi” do Instituto do Coração (Incor), 2º andar do bloco 1 do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, av. Doutor Eneas de Carvalho Aguiar, 44, Cerqueira Cesar - São Paulo/SP

Enquanto tucanos faziam terapia, Geraldo Alckmin deu passo rumo a 2018


IGOR GIELOW - FOLHA.COM

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Enquanto o PSDB fazia mais uma sessão de terapia de grupo, Geraldo Alckmin deu mais um passo na construção da candidatura de seu grupo político em 2018 —seja ele ou o prefeito João Doria o postulante tucano à Presidência da República.

Em meio à bruma inócua do vai-não-vai do PSDB em relação ao governo Temer, coube ao presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), dar a notícia: em agosto o partido elege nova Executiva. Isso na casa de Alckmin, em uma reunião convocada por ele. Simbolismo conta.

O governador paulista já vinha ocupando o vácuo deixado pela implosão do senador Aécio Neves (MG) pela Operação Lava Jato. Presidente do PSDB, ele teve de licenciar do cargo quando teve o mandato suspenso pelo Supremo, o que acabou revertido na própria corte. O senador tornou-se um ativo tóxico na visão de boa parte do partido porque suas agruras judiciais tendem a continuar.

Na reunião em que a Executiva tucana decidiu permanecer no barco de Temer, Alckmin já havia conduzido boa parte dos trabalhos.

Mas ele não está sozinho na busca pelos espólios de Aécio, para quem o partido estuda um descolamento digno do protagonismo tucano. O senador José Serra (SP), antigo desafeto do mineiro e do governador, está se movimentando nos bastidores, confiante de que a acusação que o atingiu na Lava Jato é menor e que ele poderá postular mais espaço decisório —se uma candidatura nacional é descartada por aliados, o Palácio dos Bandeirantes não é tão distante. Se o senador está sendo otimista demais, essa é outra questão.

Por ora, contudo, é Alckmin quem dá as cartas. A própria reunião da segunda (10) teoricamente era para ser reservada, mas aliados seus emergiram com convites ao longo do fim de semana, ampliando o fórum. O tucano busca consolidar sua base de apoio, acenando com responsabilidade fiscal e compromisso com reformas aos governadores apavorados com perda de recursos federais em caso de desembarque e com um discurso ambíguo de não compromisso com Temer para agradar a ala jovem e rebelde do partido na Câmara.

Se tudo isso dará certo, é incerto. Aécio ainda tem munição interna para atrapalhar Alckmin, embora o cenário seja favorável ao paulista. Além disso, o paulista terá de compor com Tasso, com quem se dá bem. O cearense poderá continuar à frente do partido, uma solução de consenso para evitar uma humilhação pública muito grande do mineiro.

E, uma vez dominada a máquina interna, o governador ainda terá de se mostrar mais viável do que o pupilo Doria em pesquisas —até aqui, o prefeito tem uma vantagem de saída e tem fixado muito mais a imagem de anti-PT necessária para enfrentar Lula ou algum preposto do ex-presidente no ano que vem.

Contra Doria, há a desconfiança generalizada dos caciques da base aliada, que veem Alckmin como uma opção mais sólida —exceto talvez entre a nata paulistana do tucanato, que nutre um preconceito disfarçado contra o suposto provincianismo do governador.

O governador gostaria de ver Temer na cadeira até o fim, mas a realidade vem se colocando de outra forma, e já estuda como compor com um eventual governo de Rodrigo Maia (DEM). Não que os tucanos realmente considerem que Maia possa se fortalecer a ponto de ser presidenciável numa eleição direta, até porque se assumir o Planalto será alvo imediato da Lava Jato que já o fisgou.

O DEM quer crescer, fazer bancada federal e voltar a ser um parceiro preferencial do campo conservador, embora obviamente a "mosca azul" presidencial tenha poderes inauditos e a tinta da caneta. Alckmin gostaria de replicar sua aliança local com o PSB numa chapa nacional, mas talvez tenha de ceder espaço e ver os pessebistas caírem de volta no colo do PT.

Para tanto, contudo, é preciso saber o que de fato ocorrerá com Temer e, principalmente, se o peemedebista renunciaria em caso de afastamento —levando a um pleito indireto no Congresso no qual Maia pode ter força, mas os atores em cena são muito maiores do que ele.

Alckmin diz que lealdade do partido 'é para com o Brasil'


Tucano gravou vídeo logo após reunião do PSDB e, sem falar em desembarque, disse que os líderes partidários conversaram sobre revisitar o programa da sigla

Elisa Clavery - O Estado de S.Paulo


Tasso Jereissati, presidente do PSDB, e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin 
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Sem citar o presidente Michel Temer (PSDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), gravou um vídeo após a reunião do partido nesta segunda-feira, 11. Na gravação, o tucano diz que a "lealdade (do PSDB) é para com o Brasil e os seus valores e os seus princípios", mas não falou em desembarque da sigla do governo. 

"O nosso compromisso é com o povo brasileiro. A nossa lealdade é para com o Brasil e os seus valores e os seus princípios", disse o governador.

O jantar com os líderes tucanos foi realizado Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, a convite de Alckmim. O governador destacou a presença do presidente interino do partido, Tasso Jereissati, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este último viajou nesta terça-feira para a Europa.

Segundo Alckmin, no encontro do partido, os tucanos falaram sobre a nova convenção do PSDB, que deve ocorrer em agosto. 

"(Falamos sobre) revisitar o nosso programa, discutindo macroeconomia, microeconomia, políticas sociais, desenvolvimento. A necessidade da retomada do emprego no nosso País", disse o governador. 

No domingo, Alckmin afirmou que o PSDB deve apoiar o governo somente até a aprovação das reformas. Nesta segunda-feira, porém, ele disse que "vai ficando claro na consciência dos líderes qual é o melhor caminho para o futuro". O governador propôs a reunião para firmar um pacto de não agressão entre a ala que quer o desembarque imediato da base e o grupo que trabalha pela permanência. 

Segundo relatos dos participantes, Alckmin concordou que está chegando a hora de os quatro ministros tucanos saírem.