Agenda do governador Geraldo Alckmin 11/07 - Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição e São Sebastião da Grama/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin estará nesta terça-feira, 11, em Ribeirão Bonito, para acompanhar a chegada da Carreta Mulheres de Peito à cidade. O veículo oferece mamografias grátis, sem necessidade de pedido médico, para mulheres entre 50 e 69 anos de idade. Na cidade, Alckmin assina convênio com a prefeitura para aquisição de ambulância e para obras de infraestrutura urbana na cidade. Além disso, autoriza o processo de regularização fundiária do programa Cidade Legal para 400 famílias do distrito de Guarapiranga.

Em seguida, o governador vai para Santa Cruz da Conceição, onde assina convênios com a prefeitura ampliação do prédio do Centro da Terceira Idade e para instalação de academia ao ar livre. Ele também entrega certificados de regularização fundiária e autoriza início do processo para famílias no bairro de Paraíso.

Na última agenda no interior, Alckmin estará em São Sebastião da Grama. No local, o governador também acompanhará a chegada da Carreta Mulheres de Peito. Alckmin assina convênio para repasse de recursos à Prefeitura para reforma da Praça São Sebastião. Alckmin vai, ainda, renovar o convênio do programa Cidade Legal com a prefeitura e autoriza processos de regularização fundiária.


Evento: Chegada da carreta Mulheres de Peito + assinatura de convênio para obras de infraestrutura urbana + renovação do convênio Cidade Legal.
Data: 11 de julho de 2017
Horário: 9h
Local: Praça da Matriz- ao lado da Rua Jornalista Sebastião Macedo, altura do número 390 - Ribeirão Bonito/SP

Evento: Assinatura de Convênio para ampliação do prédio do Centro da Terceira Idade + assinatura de convênio para instalação de academia ao ar livre + renovação do convênio Cidade Legal
Data: 11 de julho de 2017
Horário: 12h
Local: Centro de Convivência do Idoso Erundina Gomes de Lira - Rua Albertino Marchiori, nº 268 - Santa Cruz da Conceição/SP

Evento: Chegada da carreta Mulheres de Peito + assinatura de convênio destinado à reforma de praça + renovação do convênio Cidade Legal.
Data: 11 de julho de 2017
Horário: 15h
Local: São Rua Major Pacheco, nº 310 – Centro - Clube Literário e Recreativo Gramense – São Sebastião da Grama/SP

Tucanos se reúnem hoje em SP para discutir posicionamento do PSDB sobre governo Temer


Encontro deve reunir FHC, Gerado Alckmin, Marconi Perillo e João Doria, além de outras autoridades da sigla e parlamentares

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

Reunião da Executiva nacional do PSDB na sede do partido em Brasilia 
Foto: ANDRE DUSEK / ESTADAO

A cúpula do PSDB vai se reunir nesta segunda-feira, 10, a partir das 19h30, no Palácio dos Bandeirantes, sede do executivo paulista, para definir se desembarca do governo do presidente Michel Temer (PMDB). O encontro, classificado como reunião de emergência e previsto para começar horas depois da leitura do parecer de Sérgio Zveiter, relator da denúncia contra o presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deverá reunir o presidente de honra da sigla, Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Gerado Alckmin, o governador de Goiás, Marconi Perillo, o prefeito da Capital, João Doria, além de outras autoridades da sigla e parlamentares.

Neste domingo, chamou atenção a declaração de Alckmin, anfitrião da reunião desta segunda. O governador adiantou não ver motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para esta terça-feira, no Senado.

A iniciativa de convocar o encontro foi tomada em um momento de acirramento do racha entre os tucanos. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse na semana passada que o País “beira a ingovernabilidade” e o senador Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que a gestão Temer "pode estar diante do início do fim". Além disso, existe o temor que a impopularidade de Temer possa contaminar o PSDB nas eleições de 2018.

Na avaliação de Alckmin, os tucanos devem ajudar o Brasil, “mas sem precisar participar do governo”. Questionado sobre se este é o momento certo para o PSDB sair da base aliada que dá sustentação ao governo Temer, Alckmin respondeu que por ele encerraria a aliança, mas ponderou que o partido tem responsabilidade com o País, ajudando na aprovação das reformas.

"A lógica torpe do petismo", editorial do Estadão


PT mostra que não aprendeu nada com os erros cometidos durante o período em que esteve no poder e faz questão de perder cada oportunidade que aparece para exercer uma saudável autocrítica

O Estado de S.Paulo

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A resolução aprovada no 6.º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) revela de modo incontestável a torpe lógica que move o partido. Se os discursos de Lula da Silva, o líder máximo da organização, e do restante da cúpula dirigente durante o evento já indicavam que o PT opera em uma realidade alternativa, como se fosse um mero observador da crise econômica, política e moral que legou ao País, e não seu responsável direto, agora, com a publicação do teor do documento, ao cinismo, à soberba e à desfaçatez daquelas falas se soma o atestado de que, realmente, os polos do partido são invertidos.

No texto, o PT ataca o que classificou - entre aspas, vale ressaltar - como “republicanismo” de Lula da Silva e Dilma Rousseff no processo de escolha dos nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR), para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Polícia Federal (PF) durante seus mandatos na Presidência. No caso da Procuradoria-Geral, os ex-presidentes escolheram os primeiros colocados na lista tríplice enviada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Já a indicação de ministros para o STF teria recaído sobre juristas que não estavam comprometidos, a priori, com a agenda do partido. E a não interferência dos chefes do Poder Executivo nas indicações para a diretoria da PF constituiu o tal “republicanismo”.

De acordo com o documento, a postura “republicana” de Lula e Dilma durante as referidas nomeações foi diretamente responsável pelas agruras vividas pelo partido a partir da eclosão do escândalo do mensalão, em 2005. “Sem aquele tipo de ‘republicanismo’, a Operação Lava Jato e antes dela a Ação Penal 470 (mensalão) não teriam conseguido instalar a ‘justiça de exceção’ organizada com o objetivo de destruir o PT e Lula”, diz o projeto de resolução aprovado pela direção petista. Tudo soa tão descabido e surreal que o texto está mais próximo de um roteiro de comédia pastelão do que de um documento oficial de um partido que governou o País por 13 anos.

O caso das indicações para a PGR é um dos mais nítidos exemplos da lógica torpe do PT. O partido, agora na oposição, é uma das entidades que acusavam o presidente Michel Temer de “ameaçar a Lava Jato” caso não indicasse o primeiro colocado na lista tríplice da ANPR como sucessor de Rodrigo Janot. Ora, nem Lula, nem Dilma, nem Temer ou qualquer presidente da República têm a obrigação legal de atender a esse critério.

Em que pesem as eventuais críticas que possam ser feitas aos membros da cúpula da PGR e da PF e aos ministros do STF, a ressalva que o PT faz é, na prática, um elogio à atuação daqueles que, aparentemente, critica. Para o partido, indicações corretas seriam aquelas em que os indicados estivessem comprometidos, acima de quaisquer outros desígnios, com os interesses da própria legenda. Aliás, não foi imbuído de outro espírito que, uma vez no poder, o PT aparelhou cada repartição pública que encontrou pela frente.

Seria absolutamente natural um partido que chegou ao poder indicar para cargos-chave da administração pública quadros identificados com seu projeto de governo. O que se viu, no entanto, foi a ocupação do Estado com o único objetivo de saquear os cofres públicos para viabilizar um projeto de poder, e não de país.

Diante dos maiores descalabros cometidos durante os mandatos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores foi condescendente, como também foi com os membros da cúpula petista enredados pelas teias da Justiça. Quando supostamente “acertaram” - segundo os critérios da lógica invertida do partido -, foram criticados.

Com uma resolução desse teor, o PT mostra que não aprendeu nada com os erros cometidos durante o período em que esteve no poder e faz questão de perder cada oportunidade que aparece para exercer uma saudável autocrítica, a tal “refundação” defendida por alguns de seus próceres. Mas é compreensível. Devem ser de difícil contrição erros que são vistos como virtudes.