Agenda do governador Geraldo Alckmin 27/06 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin anuncia nesta terça-feira, 27, o programa de retomada de investimentos nas obras do DER - Departamento de Estradas de Rodagem, que envolve 23 rodovias nas regiões de Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba e Marília.


Evento: Anúncio de novos investimentos em rodovias do DER
Data: Terça-feira, 27 de junho de 2017
Horário: 10h
Local: Palácio dos Bandeirantes - Avenida Morumbi, 4.500 - São Paulo/SP

Doria defende saída de Aécio Neves do comando do PSDB e Geraldo Alckmin à Presidência



Folha.com
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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu nesta segunda-feira (26) a saída definitiva do senador afastado Aécio Neves (MG) do comando do partido e a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República.

"Eu tenho respeito pelo senador Aécio Neves, mas entendo que hoje ele vive uma situação onde ele deve concentrar o seu tempo na sua defesa, para promover a sua ampla e irrestrita defesa, e deixar que o partido possa ser conduzido por outro nome eleito para ser o coordenador, o presidente do partido, e coordenador das ações do PSDB, ainda mais num período que se aproxima das eleições, e levando em conta também a instabilidade política do país", disse Doria.

Aécio é investigado atualmente em nove inquéritos decorrentes da Lava Jato. O último deles foi autorizado na semana passada pelo ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai investigar se o tucano tentou ocultar a origem de R$ 2 milhões que teria recebido de Joesley Batista, um dos donos da JBS. O senador já foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Em entrevista por telefone à "Rádio Jornal", de Pernambuco, o prefeito paulista foi perguntado sobre qual poderá ser a situação de Alckmin sem Aécio no cenário presidencial de 2018. Alckmin foi citado nas delações da Odebrecht, suspeito de ter recebido R$ 10,3 milhões não declarados em suas campanhas ao governo estadual em 2010 e 2014. Ele nega as irregularidades.

"Tenho muito respeito e profunda admiração pelo governador Geraldo Alckmin, e lealdade, que é um sentimento que preservo em toda a minha vida, na atividade empresarial e agora também não haveria razão, atuando como prefeito de SP. O governador tem toda a preferência, tem toda a deferência e tem o meu apoio. Se ele mantiver a sua decisão de disputar a Presidência da República, e se as condições forem favoráveis, o governador é um homem de bom senso, ele será o candidato", disse.

O tucano comentou a pesquisa Datafolha, que apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como líder nas pesquisas para as eleições de 2018. Ele disse que os levantamentos retratam o momento e que tudo pode acontecer. "O PSDB pode trazer algo novo para 2018. Eu mesmo comecei a campanha em São Paulo com 2% e ganhamos em primeiro turno", disse o prefeito, reconhecendo a vantagem de Lula, mas apontando rejeição nas regiões Sul e Sudeste.

Janot denuncia Temer ao Supremo sob acusação de corrupção passiva


LETÍCIA CASADO E CAMILA MATTOSO - FOLHA.COM

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente Michel Temer e seu ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta segunda-feira (26), sob acusação de corrupção passiva.

Segundo Janot, o peemedebista foi o destinatário final de uma mala contendo propina de R$ 500 mil e de uma promessa de outros R$ 38 milhões em vantagem indevida, ambas da empresa JBS.

O intermediário das operações foi, segundo Janot, Rocha Loures, preso desde o dia 18 de maio e filmado pela polícia correndo com a mala contendo os R$ 500 mil. A informação de que a denúncia ligaria Temer à mala com propina foi antecipada pela Folha no último dia 11.

Janot pede que o presidente seja condenado a pagar R$ 10 milhões por danos morais à coletividade. Já o ex-assessor de Temer, R$ 2 milhões.

É a primeira vez que um presidente da República é acusado formalmente de crime desde Fernando Collor, denunciado pela PGR sob acusação de corrupção quando estava afastado da Presidência e aguardava julgamento final de seu processo de impeachment no Senado. Collor acabou absolvido.

O procurador afirma que Temer "recebeu para si", por meio de Loures, a "vantagem indevida de R$ 500 mil ofertada" por Joesley Batista, sócio da JBS, e entregue na mala.

De acordo o procurador, o presidente recebeu os recursos "entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente" e "valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional".

A PGR diz ainda que, "além do efetivo recebimento do montante espúrio mencionado", Temer e Loures "em comunhão de esforços e unidade de desígnios, com vontade livre e consciente, ainda aceitaram a promessa de vantagem indevida no montante de R$38 milhões".

A partir de agora, o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, deve decidir quando enviará a denúncia à Câmara dos Deputados, que precisa dar o aval para o Supremo decidir se abre ou não um processo contra o presidente. Para a autorização ser aprovada, são necessários os votos de pelo menos 342 deputados.

Se a ação penal for aberta, Temer se transforma em réu no Supremo, podendo então ser condenado ou absolvido ao seu final. A pena por corrupção passiva vai de 2 a 12 anos de prisão. O presidente tem negado as acusações.

Janot diz que Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, não são alvos da denúncia em razão do acordo de delação premiada homologado pelo STF.

A denúncia por corrupção é baseada nas tratativas de Loures para receber os recursos da JBS e favorecer a empresa no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Segundo a PGR, houve "intervenção ilícita" dos denunciados para ajudar o frigorífico no órgão do governo. O procurador-geral afirma que "não há dúvida, portanto, de que o delito perpetrado pelos imputados Michel Temer e Rodrigo Loures, em comunhão de ação e unidade de desígnios, causou abalo moral à coletividade".

"Os crimes praticados à sorrelfa, valendo-se de seus mandatos eletivos, possuem alto grau de reprovabilidade", diz Janot.

Temer e Loures, ressalta o procurador, "desvirtuaram as importantes funções públicas que exercem, visando, apenas, ao atendimento de seus interesses escusos".

Petista Palocci é condenado por Moro a 12 anos de prisão



GABRIELA SÁ PESSOA E ESTELITA HASS CARAZZAI - FOLHA.COM

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O juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em Curitiba, condenou na manhã desta segunda (26) o ex-ministro Antonio Palocci (PT) a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas da Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu.

Palocci foi ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil, de Dilma Rousseff. Nessa ação, ele foi investigado por ter interferido para favorecer a Odebrecht em uma licitação de 21 sondas da Petrobras.

Segundo a condenação, ele movimentou e ocultou US$ 10,2 milhões, por meio de "offshores" no exterior, de uma conta corrente que chegou a movimentar até R$ 100 milhões em propinas para cobrir custos de campanhas do PT.

Palocci é descrito como "principal administrador da conta-corrente geral de propinas" entre a Odebrecht e o PT. Segundo delatores da empreiteira, ele era identificado pelo apelido de "Italiano" e tinha uma planilha de propinas solicitadas a seu pedido. Segundo o processo, foram acertados, no total, cerca de R$ 200 milhões em subornos com um "saldo" de R$ 130 milhões ainda a serem pagos.

"O condenado agiu enquanto ministro-chefe da Casa Civil, um dos cargos mais importantes e elevados na administração pública federal. A responsabilidade de um ministro de Estado é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes", afirma Moro no despacho.

Esse dinheiro, diz a sentença, foi usado para "remunerar, sem registro, serviços prestados em campanhas" e "fraudar sucessivas eleições no Brasil, contaminando-as com recursos provenientes de corrupção".

Especificamente, as provas tratam dos pleitos municipal de 2008 e presidencial de 2010. A decisão também cita subornos nas eleições em El Salvador (2008) e no Peru (2011).

Agenda do governador Geraldo Alckmin 26/06 - Osasco/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O Governador Geraldo Alckmin entrega, nesta segunda-feira (26/06), as obras de modernização da Estação Quitaúna, em Osasco, na Linha 8-Diamante da CPTM. A Estação passou por ampla reforma, com ampliação da estrutura existente, implantação de itens de acessibilidade, entre outras melhorias.

Em seguida, também em Osasco, o governador inaugura as obras de canalização do Ribeirão Vermelho, com 1,2 mil metros de extensão, e autoriza o início da segunda etapa dos serviços, com mais 2,6 mil metros. 


Evento: Entrega de obras de melhoria da Estação Quitaúna da CPTM
Data: Segunda-feira, 26 de junho de 2017
Horário: 9h00
Local:Estação Quitaúna - Avenida dos Autonomistas, altura do número 6252 -  Osasco-SP

Evento: Entrega da 1ª etapa da canalização do Ribeirão Vermelho e assinatura de autorização para início da 2ª etapa
Data: Segunda-feira, 26 de junho de 2017
Local:Avenida Ônix, esquina com rua Ciriema s/n. (Referência: ponte que passa sobre o Córrego Ribeirão Vermelho)

"Apelo ao bom senso". artigo de Fernando Henrique Cardoso


Resultado de imagem para fhc welbiAs dificuldades políticas pelas quais passamos têm claros efeitos sobre a conjuntura econômica e vêm se agravando a cada dia. Precisamos resolvê-las respeitando dois pontos fundamentais: a Constituição e o bem-estar do povo.

Mormente agora, com 14 milhões de desempregados no país, urge restabelecer a confiança entre os brasileiros para que o crescimento econômico seja retomado.

A confiança e a legalidade devem ser nossos marcos. A sociedade desconfia do Estado, e o povo descrê do poder e dos poderosos. Estes tiveram a confiabilidade destruída porque a Operação Lava Jato e outros processos desnudaram os laços entre corrupção e vitórias eleitorais, bem como mostraram o enriquecimento pessoal de políticos.

Não se deve nem se pode passar uma borracha nos fatos para apagá-los da memória das pessoas e livrar os responsáveis por eles da devida penalização.

A Justiça ganha preeminência: há de ser feita sem vinganças, mas também sem leniência com os interesses políticos. Que se coíbam os excessos quando os houver, vindos de quem venham –de funcionários, de políticos, de promotores ou de juízes. Mas não se tolha a Justiça.

Disse reiteradas vezes que o governo de Michel Temer (PMDB) atravessaria uma pinguela, como o de Itamar Franco (1992-1994).

Colaborei ativamente com o governo Itamar, apoiei o atual. Ambos com pouco tempo para resolver grandes questões pendentes de natureza diferente: num caso, o desafio central era a inflação; agora é a retomada do crescimento, que necessita das reformas congressuais.

Nunca neguei os avanços obtidos pela administração Temer no Congresso Nacional ao aprovar algumas delas, nem deixo de gabar seus méritos nos avanços em setores econômicos. Não me posiciono, portanto, ao lado dos que atacam o atual governo para desgastá-lo.

Não obstante, o apoio da sociedade e o consentimento popular ao governo se diluem em função das questões morais justa ou injustamente levantadas nas investigações e difundidas pela mídia convencional e social.

É certo que a crítica ao governo envolve todo tipo de interesse. Nela se juntam a propensão ao escândalo por parte da mídia, a pós-verdade das redes de internet, os interesses corporativos fortíssimos contra as reformas e a sanha purificadora de alguns setores do Ministério Público.

Com isso, o dia a dia do governo se tornou difícil. Os governantes dedicam um esforço enorme para apagar incêndios e ainda precisam assegurar a maioria congressual, nem sempre conseguida, para aprovar as medidas necessárias à retomada do crescimento.

Em síntese: o horizonte político está toldado, e o governo, ainda que se mantenha, terá enorme dificuldade para fazer o necessário em benefício do povo.

Coloca-se a questão agônica do que fazer.

Diferentemente de outras crises que vivemos, nesta não existe um "lado de lá" pronto para assumir o governo federal, com um programa apoiado por grupos de poder na sociedade.

Mais ainda, como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou que as eleições de 2014 não mostraram "abusos de poder econômico" (!) [em julgamento encerrado no dia 9 de junho, não há como questionar legalmente o mando presidencial e fazer a sucessão por eleições indiretas.

Ainda que a decisão tivesse sido a oposta, com que legitimidade alguém governaria tendo seu poder emanado de um Congresso que também está em causa?

É certo que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode decidir contra o acórdão do TSE, coisa pouco provável. Em qualquer caso, permaneceria a dúvida sobre a legitimidade, não a legalidade, do sucessor.

Resta no arsenal jurídico e constitucional a eventual demanda do procurador-geral da República pedindo a suspensão do mandato presidencial por até seis meses [a iniciativa precisa ser aprovada por dois terços dos deputados] para que se julgue se houve crime de improbidade ou de obstrução de Justiça.

Seriam meses caóticos até chegar-se à absolvição [pelos ministros do STF] –caso em que a volta de um presidente alquebrado pouco poderia fazer para dirigir o país- ou a novas eleições. Só que estas se dariam no quadro partidário atual, com muitas lideranças judicialmente questionadas.

Nem assim, portanto, as incertezas diminuiriam –nem tampouco a descrença popular.

O imbróglio é grande.

Neste quadro, o presidente Michel Temer tem a responsabilidade e talvez a possibilidade de oferecer ao país um caminho mais venturoso, antes que o atual centro político esteja exaurido, deixando as forças que apoiam as reformas esmagadas entre dois extremos, à esquerda e à direita.

Bloqueados os meios constitucionais para a mudança de governo e aumentando a descrença popular, só o presidente tem legitimidade para reduzir o próprio mandato, propondo, por si ou por seus líderes, uma proposta de emenda à Constituição que abra espaço para as modificações em causa.

Qualquer tentativa de emenda para interromper um mandato externa à decisão presidencial soará como um golpe.

Não há como fazer eleições diretas respeitando a Constituição Federal; forçá-las teria enorme custo para a democracia.

Por outro lado, as eleições "Diretas-Já" não resolvem as demais questões institucionais, tais como a necessária alteração dos prazos para desincompatibilização [de cargos públicos e eletivos por parte de possíveis postulantes], eventuais candidaturas avulsas, aprovar a cláusula de barreira e a proibição de alianças entre partidos nas eleições proporcionais. Sem falar no debate sobre quem paga os custos da democracia.

Se o ímpeto de reforma política for grande, por que não envolver nela uma alteração do mandato presidencial para cinco anos sem reeleição? E, talvez, discutir a oportunidade de antecipar também as eleições congressuais. Assim se poderia criar um novo clima político no país.

Apelo, portanto, ao presidente para que medite sobre a oportunidade de um gesto dessa grandeza, com o qual ganhará a anuência da sociedade para conduzir a reforma política e presidir as novas eleições.
Quanto tempo se requer para aprovar uma proposta de emenda à Constituição e redefinir as regras político-partidárias? De seis a nove meses, quem sabe?

Abrir-se-ia assim uma vereda de esperança e ainda seria possível que a história reconhecesse os méritos do autor de uma proposta política de trégua nacional, sem conchavos, e se evitasse uma derrocada imerecida.


*FERNANDO HENRIQUE CARDOSO foi presidente do Brasil (1995-2002) pelo PSDB.