Agenda do prefeito em exercício Bruno Covas 17/06 - São Paulo/SP

AGENDA DO PREFEITO EM EXERCÍCIO BRUNO COVAS


Evento: Operação CIDADE LINDA - Centro
Data: Sábado 17 de junho de 2017
Horário: 09h
Local: Praça do Parque Dom Pedro II, altura do nº 1.000 (Ref.: ao lado do Viaduto Antônio Nakashima, em frente ao Posto de Apoio ao Transito da CET) - Centro

'Cautela é conveniente, covardia, não', afirma FHC


Ex-presidente justifica ‘porta aberta’ para saída do governo em razão da sucessão de denúncias contra presidente Temer

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso 
Foto: JF DIORIO/ESTADÃO

ENTREVISTA: Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-presidente da República

A decisão do TSE sobre a chapa Dilma-Temer foi correta?
Não. Se eu concordasse, deveria ter-me oposto à causa proposta pelo PSDB. Entendo os argumentos que basearam a negação de procedência da causa por temor de suas consequências – três votos do tribunal anulando uma decisão soberana do eleitorado. Mas neste caso seria melhor nem abrir a possibilidade de haver o recurso.

O que achou da decisão do PSDB de manter apoio ao governo, mas deixar uma porta aberta para a saída? 
Na atual conjuntura, era o que, no mínimo, teria de ser feito diante da sucessão de denúncias (contra o governo).

O senador Tasso Jereissati é o melhor nome para presidir o partido? 
O Tasso é, sem dúvida, plenamente capacitado para dirigir o partido, mas há uma preliminar: o titular (Aécio Neves) está afastado, não renunciou.

Os interesses políticos de Aécio Neves e Geraldo Alckmin pesaram na decisão do PSDB de ficar no governo?
Não creio. A situação do País é demasiado crítica para que eventuais interesses pessoais tivessem prevalecido.

As implicações da Lava Jato devem nortear agora a posição do partido? 
Elas tiveram e terão impacto.

Como avalia a proposta de antecipar a escolha da nova Executiva tucana para agosto ou setembro?
Não estou no Congresso nem na direção do PSDB para avaliar corretamente.

O governo Temer tem legitimidade para fazer as reformas que o PSDB se diz fiador?
Até agora o governo tem sido capaz de obter apoios no Congresso. Independentemente disso, o País precisa das reformas e o PSDB deve lutar para que nelas os desiguais não sejam tratados do mesmo jeito que os privilegiados. Pelo que vi no Senado, o PSDB assegurou mais a reforma trabalhista do que o PMDB que é quem afinal governa.

Um grupo de 17 deputados do PSDB do bloco autodenominado “cabeças pretas” abriu uma dissidência na bancada, liderada pelo deputado Daniel Coelho (PE). Militantes do partido, alguns históricos como Miguel Reale Júnior, estão deixando a legenda. O PSDB está passando por seu pior momento? 
O Brasil, melhor, os brasileiros estão divididos, não só o PSDB. Mas a imensa maioria está unida contra a corrupção e a favor de passar a limpo as instituições. Os “cabeças pretas” temem que os “cabeças brancas”, e olha que meus cabelos são mais do que brancos, se acomodem ao poder. Não creio: cautela é conveniente, covardia, não. Haverá o toque de reunir.

Palocci joga culpa em Mantega por pagamentos ilegais a marqueteiros do PT


WÁLTER NUNES - FOLHA.COM

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Guido Mantega, Lula e Palocci

A defesa de Antonio Palocci, ex-ministro nos governos Lula e Dilma, disse que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi o responsável pelos pagamentos ilegais feitos pela Odebrecht em contas dos marqueteiros petistas João Santana e Monica Moura, na Suíça.

Palocci está preso em Curitiba por decisão do juiz Sergio Moro.

Os advogados de Palocci não citaram nominalmente Mantega, mas fizeram uma indicação indireta a ele.

A defesa destacou trechos do depoimento de Marcelo Odebrecht, herdeiro da empreiteira baiana, para apontar a responsabilidade de Mantega quando dos pagamentos ao marqueteiro após 2011.

"Importante ressaltar que os valores constantes da planilha "Italiano" não eram destinados ao acusado, mas sim ao Partido, de forma que, após Antônio Palocci deixar o governo, o montante passou a ser gerido por terceira pessoa, como resta claro do interrogatório de Marcelo Odebrecht"

Apontaram trecho do depoimento de Marcelo Odebrecht em que o empresário diz que os valores não eram para Palocci ou Mantega, mas sim para Partido dos Trabalhadores. Em seguida, apontam a data das transferências para indicar a responsabilidade para Mantega.

"Não por acaso, todos os pagamentos realizados em favor dos corréus Mônica Moura e João Santana no exterior foram realizados a partir de 19.07.2011, período em que o acusado já não mais exercia cargo público algum, e durante o qual o crédito existente a favor do Partido dos Trabalhadores por ele já não era mais gerido, segundo o próprio corréu Marcelo Odebrecht", diz o documento da defesa.

A defesa de Palocci também contestou a delação do executivo Fernando Migliaccio, um dos responsáveis pelo setor de propinas da Odebrecht, que disse que Branislav Kontic, assessor de Palocci, ia até a empresa pegar dinheiro.

"Em primeiro lugar, deve-se atentar que não há prova nos autos, fora a palavra de réus colaboradores, de que o corréu Branislav Kontic ia à empresa Odebrecht buscar dinheiro em espécie", diz o documento. "Afora os interrogatórios dos colaboradores nenhuma outra prova alicerça seus depoimentos."

E usa o caso do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado levando R$ 500 mil de propina da JBS numa mala, para apontar uma incongruência do depoimento do delator da Odebrecht.

"Ocorre que o colaborador foi desmascarado pelos recentes fatos envolvendo um ex-deputado federal do Paraná, que teria sido flagrado portando uma mala com R$ 500 mil, como é fato público, notório e amplamente divulgado na mídia", diz.

"No caso dos autos, afirma-se que Branislav Kontic, em uma simples mochila, acondicionava nunca menos do que um milhão de reais. Ora, como se sabe agora, R$ 500 mil ocupam o volume de uma mala média." A defesa então conclui que "a falácia contada pelo réu colaborador salta aos olhos".

O Ministério Público Federal denunciou Palocci pela prática, em tese, dos delitos de corrupção passiva por uma vez, e lavagem de ativos por dezenove vezes. Os advogados pedem a absolvição de Palocci.

Os defensores também alegam que o processo contra o ex-ministro não deve ser conduzido na Justiça Federal de Curitiba. O argumento é de que a Petrobras não é estatal, mas sim empresa de economia mista, portanto não deveria ser julgada na esfera federal.

Os advogados também apontam para o fato de que a sede da empresa fica no Rio de Janeiro, não em Curitiba. "Importante frisar, para logo, que o fato de a vestibular fazer menção à administração da Petrobras não se convola em motivação jurídica idônea apta a atrair a competência da jurisdição federal, quanto mais a do Estado do Paraná", diz o documento.

As alegações finais são a última manifestação da defesa antes da sentença do juiz Sergio Moro. A peça foi protocolada pelos advogados Alessandro Silverio, Bruno Vianna e Sylvio Silveira Filho. Palocci contratou recentemente os advogados Adriano Bretas e Tracy Reinaldet, especialistas em acordos de delação premiada.