"O compromisso do PSDB não é com Temer. É com o Brasil", artigo de Welbi Maia



O compromisso do PSDB é com o Brasil

Resultado de imagem para psdb a favor do brasilNos últimos 29 anos, desde a fundação do PSDB, o partido é cobrado pela imprensa a apresentar soluções imediatas para as crises que o país enfrenta. E os tucanos nunca se negaram a fazê-lo. Mas para isso, sempre discutiu profundamente. 

Por ter nascido com um grande número de lideranças nacionais, é natural que haja no PSDB uma diversidade, muito salutar, de opiniões e soluções. Muito diferente da maioria dos partidos que tem um ou dois caciques que decidem tudo pela legenda. E essa pluralidade de ideias sempre foi mal compreendida pela imprensa. Por essa falta de compreensão, alguns costumam dizer que os tucanos “estão em cima do muro”, ou que o partido está “rachado”. Foi assim na discussão da participação ou não no governo Collor e na votação da emenda pela reeleição. Havia pessoas a favor e contra. Mas discutiram e saíram sempre unidos com uma só posição.

Se não é perfeito, o processo de democracia interna dentro do PSDB existe. Muito diferente da maioria dos partidos em que tudo é decidido por uma pessoa ou por um pequeno grupo de dirigentes.

Divergir do rumo a tomar não é racha. É parte do processo democrático de decisão. Como também não é ficar “em cima do muro” aguardar o momento adequado para definir uma posição. Isso mostra maturidade e responsabilidade de seus dirigentes. 


Apoio às reformas

Ao rejeitar afastamento imediato do governo Temer, o PSDB mostra-se responsável e comprometido com o país. Sair neste momento mostraria oportunismo. Como o governador Geraldo Alckmin sempre deixou bem claro que a participação do PSDB no atual governo só deveria se dar caso fosse embasado em propostas que viessem a ajudar a tirar o país da crise que o PT e Dilma deixaram. A discussão nunca foi balizada em cargos.

O partido aceitou participar do governo Temer que propunha fazer as importantes reformas que o Brasil precisa e a transição entre o desastre deixado pelos governos lulopetistas e as eleições de 2018. 

Vários tucanos colaboram com o atual governo nos mais diversos escalões. E realizam um trabalho de reconstrução do país. E os resultados já aparecem. Está sendo assim no Ministério das Cidades, com as mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida, no Ministério da Educação, com a nova base curricular do Ensino Médio e o realinhamento da política externa feito no Ministério de Relações Exteriores.

Portanto, sair neste momento seria, além de irresponsável, pois pode paralisar as reformas e todas estas mudanças. Jogaria o PSDB na “vala comum” daqueles políticos e partidos que agem conforme a situação lhe convém, visando as próximas eleições. Apenas para ficar de bem com a imprensa e parte da opinião pública para obter dividendos eleitorais em curto prazo. Assim como faz Marina Silva, que só se posiciona quando lhe convém e nunca participa de nada para não se comprometer e poder em campanha criticar.

O PSDB tem compromisso com o Brasil, não com o presidente Michel Temer. Sua saída deve se dar somente se o presidente perder a governabilidade ou se não for mais possível dar continuidade às mudanças que estão sendo implementadas.



*WELBI MAIA é publicitário e editor do Blog do Welbi

Em reunião dos tucanos, João Doria declara “gratidão e lealdade” a Geraldo Alckmin


Marcelo de Moraes - Estadão

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O prefeito de São Paulo, João Doria, aproveitou a reunião nacional do partido para declarar sua “lealdade” ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O governador também é considerado como uma forte aposta tucana na corrida presidencial.

Padrinho político da candidatura de Doria, Alckmin acabou vendo o prefeito ganhar muito apoio como possível candidato. Doria ontem quis aproveitar a importância do encontro para demonstrar “gratidão” ao governador.

“Quero registrar aqui com muita clareza o meu sentimento. Eu que sou filiado ao PSDB desde 2001, mas enfrentei a minha primeira campanha agora para Prefeito da cidade de São Paulo. O primeiro registro é um comportamento indivisível entre o governador de São Paulo e o prefeito de São Paulo. Aqui, nós compomos um único pensamento, um único sentimento, uma única atitude. Atitude que tenho em relação ao governador Alckmin de gratidão e de lealdade. Porque ele foi o garantidor das prévias em São Paulo e com as prévias fui eleito. E das prévias fomos à campanha aquecidos pelo posicionamento democrático do PSDB dentro da capital de São Paulo”, afirmou Doria, em discurso feito na reunião reservada do PSDB.

PSDB vai recorrer de decisão do TSE de não cassar chapa, diz líder na Câmara


Ação foi protocolada pela sigla em 2014, após o resultado das eleições; Ricardo Tripoli (PSDB-SP) disse ainda que orientará bancada a votar pela aceitação de uma eventual denúncia contra Temer na Casa

Igor Gadelha e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

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O líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), anunciou na noite desta segunda-feira, 12, que o partido vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não cassar a chapa Dilma-Temer durante o julgamento concluído na semana passada. Segundo ele, a decisão foi tomada durante reunião ampliada da executiva nacional e de outras lideranças tucanas, quando o partido decidiu permanecer na base aliada de Temer.

"O partido vai recorrer, a forma como vai recorrer ainda não foi definida", disse Tripoli em entrevista coletiva. Para ele, o melhor caminho deve ser apresentar um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a decisão do TSE. "A ação é do PSDB. Se não entrar (com recurso), está prevaricando. A incoerência seria não ocorrer", acrescentou o líder tucano, ao ser questionado se o recurso contradiz a decisão da maioria do PSDB de não desembarcar do governo. 

Na entrevista, Tripoli afirmou ainda que houve "convergência" entre os presentes da reunião sobre antecipar as eleições para escolha de novos membros da executiva nacional do PSDB. A eleição, que escolherá o substituto definitivo do senador afastado Aécio Neves (MG) na presidência do partido, está prevista somente para maio de 2018. Como antecipou o Broadcast/Estadão no último dia 8 de junho, senadores e deputados querem antecipar o pleito para o segundo semestre deste ano. 

Denúncia. O líder do PSDB afirmou ainda que vai orientar a bancada do partido na Casa a votar pela aceitação de eventual denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

"Não terá liberação de bancada nesse aspecto. O posicionamento será pela investigação. Não estou levando aqui se ela será positiva ou não. Mas toda investigação tem sido defendida pelo PSDB sempre. Seja com pessoas ligadas ao nosso partido ou não", afirmou Tripoli ao deixar reunião em que o partido decidiu permanecer na base aliada de Temer.

De acordo com o líder tucano, o PSDB, terceiro maior sigla na Câmara, com 46 deputados, vai "colaborar para que o fatos sejam elucidados a comunidade, a toda a população brasileira". "Essa é uma obrigação nossa, como deputados eleitos pela própria comunidade", acrescentou o parlamentar paulista, que é ligado ao governador Geraldo Alckmin.

No Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, a expectativa é de que Janot envie a denúncia até o fim de junho. Para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa processar Temer, a imputação terá de ser aceita pela Câmara. Para que a denúncia seja aceita, são necessários votos favoráveis de 342 dos 513 deputados. 

Se for aceita, Temer terá se der afastado do cargo por 180 dias, para que o Supremo o julgue. Caso o julgamento não seja concluído ao fim desse prazo, Temer retorna ao caso, mas continua sendo processado pela Corte. 

'Não é o governo dos meus sonhos', diz Tasso sobre Temer


Presidente interino do partido disse ver incoerência no PSDB por decidir não desembarcar, mas recorrer da decisão do TSE

Igor Gadelha e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo


O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), reconheceu nesta segunda-feira, 12, que há uma incoerência no fato de o partido ter decidido, ao mesmo tempo, se manter na base aliada do governo Michel Temer e recorrer contra a absolvição do peemedebista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Com certeza existe uma incoerência nisso, mas é a incoerência que a história nos colocou", afirmou em entrevista coletiva após a reunião dos tucanos.

Jereissati afirmou que, como presidente interino do partido, não deixará de reconhecer que houve corrupção e uso de dinheiro público nas eleições de 2014 por parte da chapa Dilma-Temer. "Achamos que houve corrupção e uso do dinheiro público nas eleições de 2014. Não temos menor duvida sobre isso. Não temos porque ficar calados se temos ainda o recurso para provar nossa convicção", disse. Segundo ele, o tipo de recurso só será definido após o TSE publicar o acórdão do julgamento.

"Esse não é meu governo, não é o governo dos meus sonhos. Não votei nem nele (Temer) nem nela (Dilma). Estão aí por causa da circunstância do País nos levou a isso", afirmou, ressaltando que era a favor do desembarque, mas que foi voto vencido. "O PSDB esta dentro desse governo, com seus ministros, não em nome do governo, mas em nome da estabilidade e das reformas que são necessária Nossa maior preocupação são os desempregados que estão ai e não deixar que essa crise econômica venha a piorar", acrescentou.

Jereissati afirmou que o PSDB ainda não decidiu fechar questão a favor da aceitação de eventual denúncia contra Temer enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, por enquanto, a orientação é que cada deputado vote como quiser. "Vai ser uma decisão da Câmara, totalmente deles. E cada deputado vai votar da maneira como quiser, inclusive no plenário. Não existe nenhuma decisão de fechar questão em relação a isso", declarou o tucano na entrevista.

Mais cedo, o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), afirmou que pretende orientar a bancada do partido na Casa a votar pela aceitação de eventual denúncia da PGR contra Temer. "Não terá liberação de bancada nesse aspecto. O posicionamento será pela investigação. Não estou levando aqui se ela será positiva ou não. Mas toda investigação tem sido defendida pelo PSDB sempre. Seja com pessoas ligadas ao nosso partido ou não", afirmou Tripoli ao deixar reunião do PSDB. 

No Congresso e no Palácio do Planalto, a expectativa é de que Janot envie a denúncia até o fim de junho. Para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa processar Temer, a imputação terá de ser aceita pela Câmara. Para que a denúncia seja aceita, são necessários votos favoráveis de 342 dos 513 deputados. Se for aceita, Temer terá se der afastado do cargo por 180 dias, para que o Supremo o julgue. Caso o julgamento não seja concluído ao fim desse prazo, Temer retorna ao caso, mas continua sendo processado pela Corte.