Agenda do prefeito João Doria 11/06 - São Paulo/SP

AGENDA DO PREFEITO JOÃO DORIA


Evento: Programa CALÇADA NOVA - Mutirão Mário Covas, Penha - ZL
Data: Domingo, 11 de junho de 2017
Horário: 10h
Local: CDC Recreativo Vida Viva (Rua Max Planck, 100 – Jardim Coimbra / Zona Leste)

Evento: NOITE DE INSPIRAÇÃO
Data: Domingo, 11 de junho de 2017
Horário: 20h
Local: Sinagoga do Morumbi (Rua Votuverava, 174) – Zona Sul

Agenda do governador Geraldo Alckmin 11/06 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin assina neste domingo, 11 de junho, decreto cedendo imóvel para a implantação da primeira escola internacional portuguesa no Brasil. Na mesma ocasião, o secretário da Educação do Estado de São Paulo José Renato Nalini e o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa assinam o protocolo de intenções que estabelece contrapartidas para beneficiar estudantes e professores da rede pública com a iniciativa.


Evento: Assinatura de decreto de cessão de imóvel para Escola de Portugal
Data: Domingo, 11 de junho de 2017
Horário: 10h20
Local: Rua Dr. Paulo Vieira, 257 – Sumaré - São Paulo/SP

'Se o PSDB vai ter ministro ou não, é secundário', diz Alckmin


Segundo o governador, o mais importante é o PSDB apoiar as reformas que estão no Congresso

Gustavo Porto - O Estado de S.Paulo

Revide, Ribeirão Preto recebe escritura de doação do Theatro Pedro II, Theatro Pedro II, entrega, escritura, doação, Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, Geraldo Alckimin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou neste sábado, 10, que é "secundário" para o partido ter ou não ter ministro no governo do presidente Michel Temer (PMDB). Segundo o governador, o mais importante é o PSDB apoiar as reformas que estão no Congresso, e que tratarão, na opinião dele, da retomada do crescimento econômico e empregos.
"O importante é a decisão do PSDB de apoiar todas as medidas e as reformas. Se vai ter ministro, se não vai ter ministro, é secundário. O importante é o compromisso do PSDB com o Brasil e nós não precisamos ter ministro ou não ter ministro para isso", disse. "Decisão mais relevante é que o partido apoiará as reformas e ajudar o Brasil a retomar o emprego", afirmou Alckmin que participou de evento em Ribeirão Preto (SP) no começo da tarde de hoje.

O PSDB tem quatro ministros no governo Temer - Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos) - e se reunirá na segunda-feira (12) para decidir se manterá o apoio ao presidente. "Vamos esperar segunda-feira", afirmou Alckmin sem dar opinião pessoal sobre o assunto. O encontro dos tucanos seria anteontem (8), mas foi adiado por conta do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma-Temer, encerrado ontem (9) com a vitória do presidente, mantido no cargo por 4 votos a 3.

Alckmin considerou o julgamento "complexo", por ser a primeira vez na história do País que a Suprema Corte eleitoral, o TSE, julga uma chapa presidencial eleita e que "superada essa fase, é trabalhar". O governo disse não ter conversado com Temer após a votação de ontem, mas admitiu que a decisão do TSE facilita a governabilidade de Temer. "Espero que (decisão do TSE) facilite o governo e o importante é que possam avançar as reformas e que o Brasil pise no caminho da retomada do crescimento".

No interior paulista, Alckmin anunciou obras de duplicação de uma rodovia em Jardinópolis (SP) e, em Ribeirão Preto, participou de cerimônia de doação do Theatro Pedro II, um dos maiores do País, ao município. Fundado em 1930, o imóvel pertencia à antiga Cervejaria Paulista, que se tornou parte da Ambev, foi abandonado e, depois, desapropriado pelo governo do Estado de São Paulo. Após o fim dos pagamentos dos precatórios, em 2015, iniciou-se um processo de doação do imóvel ao município, que já o mantinha, encerrado hoje com a doação final.

Candidato. No evento, aliados trataram o governador como o candidato tucano à Presidência da República em 2018. O deputado estadual Welson Gasparini (PSDB), quatro vezes prefeito de Ribeirão Preto, fez vários elogios a Alckmin e encerrou o discurso com um "o Brasil precisa de lideranças como a sua". Já o atual prefeito e ex-secretário de Alckmin, Duarte Nogueira (PSDB), também enalteceu o governador. "Conte com Ribeirão para que possamos, a partir do ano que vem, com sua decência, mudar o País".

"Compaixão ou omissão", artigo de Ronaldo Laranjeira


Folha de S.Paulo

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Um dos princípios preconizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é que cada cidadão deve receber cuidados de acordo com a sua necessidade. Pense em um paciente com uma doença crônica, como diabetes. Essa pessoa precisa de uma série de cuidados para o gerenciamento de sua enfermidade, como a utilização de insulina em certos casos ou controle de alimentação.

E se sua saúde piorar? Pode ser que ela tenha que ser inserida em outro nível assistencial: um hospital ou até uma UTI.

Nessa lógica encontra-se a dependência química, outra doença crônica em que, em determinadas ocasiões, apenas o tratamento ambulatorial não é suficiente para a melhora do paciente, sendo necessária a internação em locais especializados de tratamento, visando ampliar o acesso a uma linha de cuidados mais abrangente.

No entanto, a dependência química é uma doença com diversas particularidades. Nos casos mais graves, geralmente o usuário de drogas encontra-se vulnerável socialmente e em más condições de saúde.

Além disso, a desorganização mental em dependentes químicos com altos índices de consumo de drogas é imensa, fazendo com que suas funções cognitivas não estejam íntegras. Isso impacta a memória, atenção, capacidade de pensar e executar tarefas normalmente. Seu julgamento e poder de decisão são fortemente comprometidos.

É dever do médico buscar o melhor para o paciente, provendo assistência em saúde de qualidade.

Não utilizar todos os recursos de que o usuário necessita em sua assistência é, literalmente, uma omissão de socorro.

Por isso, sou defensor do cumprimento da lei nº 10.216, de 2001, que prevê que o médico pode decidir pela internação involuntária ou o juiz pode determinar uma internação compulsória de pacientes -em todo caso, apenas em casos extremos.

Para tal medida ocorrer, o dependente químico deve ser avaliado por uma equipe médica, que definirá o tratamento adequado.

Caso ele não queira a internação, mas seja constatado que não possui domínio sobre sua condição psicológica e física no momento, inclusive com risco à própria vida, um juiz pode determinar a internação nessas condições.

A família também pode solicitar a internação involuntária do usuário ao sistema de saúde, mediante concordância médica, ou pedir a compulsória à Justiça.

É importante frisar que a internação compulsória de dependentes químicos deve ser considerada o último recurso de reabilitação, dentre tantos outros disponíveis no tratamento oferecido aos usuários de drogas, inclusive pelo SUS.

Em São Paulo, o programa Recomeço estruturou uma linha de cuidados que prevê o atendimento mais simples, como o ambulatorial, e até internações e procedimentos terapêuticos de alta complexidade.

O programa conta com mais de 3.000 leitos em clínicas e comunidades terapêuticas no Estado -uma rede destinada para tratamento, desintoxicação e apoio social a usuários de drogas.

De 2013 a 2016, o Recomeço já fez 53.214 triagens e acolhimentos e viabilizou a desintoxicação hospitalar de 11.507 pacientes -8.904 voluntários, 2.580 involuntários e 23 compulsórios.

Assim, quando o dependente químico tem acesso à assistência com começo, meio e fim, composta de uma linha de atendimento com recursos ambulatoriais, de internação e reinserção social, a chance de sucesso no tratamento é infinitamente maior, raramente necessitando de internações forçadas.

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*RONALDO LARANJEIRA, psiquiatra, é coordenador do Recomeço, programa do Estado de São Paulo de enfrentamento ao crack e outras drogas