Senador Tasso Jereissati assumirá presidência do PSDB


Resultado de imagem para tasso jereissati psdb

Fortemente atingido pelas delações de Joesley Batista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai indicar Tasso Jereissati para assumir o comando do partido. na carta que apresentará nesta tarde, o mineiro pedirá uma licença por prazo indeterminado da presidência do PSDB. A bancada da Câmara tentou, sem sucesso fazer colocar Carlos Sampaio como presidente interino da legenda, mas acabou vencida. A decisão se deu mais cedo em reunião na casa de Jereissati, com a presença de senadores e dos governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO) por vídeo-conferência.

Dilma pediu R$ 30 mi à campanha de Pimentel em MG, diz delator da JBS


RAQUEL LANDIM - FOLHA.COM

Resultado de imagem para DILMA PIMENTEL

A ex-presidente Dilma Rousseff teria pedido ao empresário Joesley Batista, do grupo JBS, para doar R$ 30 milhões para a campanha de Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais.

A informação consta de um dos anexos da delação premiada negociada entre os donos da companhia, maior produtora de proteína animal do mundo, com a Procuradoria Geral da República.

O encontro teria ocorrido no Palácio do Planalto no final de 2014. Segundo apurou a reportagem, a doação foi feita via caixa 2. Na prestação de contas de Pimentel à Justiça Eleitoral, constam várias doações da JBS, mas em valores mais baixos.

As assessorias de imprensa de Dilma e Pimentel já foram procuradas, mas ainda não se posicionaram. A JBS também não comentou o assunto.

PSDB decide destituir Aécio e discute entrega de cargos


O PSDB tem quatro ministérios na atual gestão; bancada do partido no Senado decidiu destituir o senador afastado Aécio Neves da presidência da legenda


Resultado de imagem para aécioO PSDB decidiu destituir o senador afastado Aécio Neves da presidência da legenda. O posto será ocupado interinamente pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Senadores do PSDB estão reunidos desde o início da manhã para discutir o desembarque do partido do governo Temer, com a entrega imediata dos cargos. O PSDB tem quatro ministérios na atual gestão: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades, Direitos Humanos.

No início do governo Temer, o partido controlava cinco pastas. Mas com a ida de Alexandre de Moraes para o STF (Supremo Tribunal Federal), o partido ficou com quatro ministérios. A pasta foi ocupada por Osmar Serraglio, do PMDB.

A reunião entre os senadores tucanos acontece no gabinete do senador Tasso Jereissati e conta com a presença de toda a bancada e quatro governadores, por meio de conferência telefônica.

O secretário de governo de Michel Temer, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) deve se reunir com os senadores ainda esta manhã para definir o futuro do partido no governo. Uma reunião da bancada do PSDB também acontece na Câmara dos Deputados neste momento.

PSDB já discute nome de sucessor de Temer


Estadão

Resultado de imagem para fhc carmen lucia

Após o conteúdo da delação do empresário Joesley Batista vir à tona, o PSDB se reuniu no gabinete do senador Tasso Jereissati para discutir a crise e nomes que possam suceder ao presidente Michel Temer, fortemente atingido pelo delator. A conclusão dos tucanos é de que o melhor nome seria o da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A preferência dos tucanos seria o ex-presidente FHC, mas concluiu-se que ela reuniria mais apoio entre os demais partidos. A OAB estuda pedir o impeachment de Temer, mas há quem aposte em renúncia.

‘Pra cima de mim?’, editorial do Estadão


Os petistas, há muito tempo, especializaram-se em insultar a inteligência alheia, enquanto seus dirigentes tramavam o assalto ao Erário assim que chegassem ao poder

O Estado de S.Paulo

Resultado de imagem para cardozo, dilma e lula

Os petistas, há muito tempo, especializaram-se em insultar a inteligência alheia, seja quando garantiam ser o baluarte da ética na política, enquanto seus dirigentes já tramavam o assalto ao erário assim que chegassem ao poder, seja ao louvar as “conquistas” dos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, no momento em que o País tenta a duras penas recolher o que restou da economia depois de estraçalhada pela dupla. Nos últimos tempos, os petistas levaram essa expertise a níveis inéditos para defender, contra carradas de evidências, a inocência de Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

O último a fazê-lo foi o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que, em entrevista ao jornal O Globo, tentou desmentir a delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsável pelas campanhas eleitorais de Lula em 2006 e de Dilma em 2010 e 2014. Como se sabe, Santana e Mônica disseram à Justiça que Dilma não apenas sabia do uso de dinheiro proveniente de caixa 2 em sua campanha, como tratou pessoalmente do assunto com eles. Na versão de Cardozo, essa informação é “totalmente inverossímil”, porque “a orientação da Dilma era muito clara” para que se recusasse dinheiro de caixa 2. Ao que João Santana, em nota, respondeu: “Pra cima de mim, José Eduardo?”.

Os brasileiros honestos, que lutam para pagar suas contas em dia, certamente farão suas as palavras do marqueteiro. A frase acima, trocando-se apenas o nome do personagem, aplica-se a qualquer um dos sabujos e rábulas dedicados a convencer os incautos de que Lula e Dilma não passam de virginais servidores do povo, pobres vítimas das tramoias das “elites” interessadas especialmente em impedir que o chefão petista seja candidato à Presidência em 2018.

A realidade, porém, insiste em desmentir a obscena versão dos petistas. Depois que Lula garantiu ao juiz federal Sérgio Moro que se encontrou apenas duas vezes com diretores da Petrobrás posteriormente implicados na Lava Jato, o Ministério Público Federal apresentou documentos que indicam que, quando ainda era presidente, ele se reuniu nada menos que 23 vezes com esses executivos. Diante dessas evidências, os advogados do petista limitaram-se a se queixar de que o Ministério Público, “ao contrário da defesa do ex-presidente Lula”, tem acesso irrestrito a documentos da Petrobrás.

Ao mesmo tempo, enquanto Lula e sua trupe vão até a ONU para denunciar a “perseguição política” de que o ex-presidente se diz vítima, aparecem fotografias do petista em animado encontro, no tal sítio de Atibaia do qual ele jura não ser dono, com o empreiteiro Léo Pinheiro. Em delação, Pinheiro informou à Justiça que bancou a reforma não apenas daquele sítio, mas de um triplex no Guarujá que Lula também garante não lhe pertencer, como forma de pagar propina em troca de contratos da Petrobrás.

A defesa de Lula afirma que os documentos trazidos por Léo Pinheiro são mais uma tentativa de “agradar os procuradores” em troca de “benefícios”. Dilma foi na mesma linha ao questionar o depoimento de João Santana e Mônica Moura, que a implicaram também em obstrução de Justiça. A ex-presidente disse que o casal recorreu a “versões falsas e fantasiosas” para obter liberdade e redução de pena. Mais uma vez, João Santana – o mago do marketing que conseguiu a façanha de eleger duas vezes como presidente uma completa incompetente, na base de mentiras deslavadas – não deixou barato: “Afirmo que as únicas vezes que menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – foi para defendê-la”.

Seria ingenuidade esperar que Lula e Dilma simplesmente admitissem os crimes que lhes são atribuídos. Ao negar tudo, ambos apenas exercem seu direito de defesa, e qualquer julgamento deve respeitar, obviamente, a letra da lei. Mas os ex-presidentes petistas não se limitam a negar as acusações. Eles querem fazer acreditar que os processos em que estão envolvidos são parte de uma conspiração política contra o povo, porque ambos se consideram encarnações da própria democracia. A cada nova evidência de que Lula e Dilma não são o que dizem ser, no entanto, esse esforço se torna apenas, e cada vez mais, patético.

Prefeito Doria anuncia financiamento para concluir obras de hospitais em SP


ISABEL FLECK - FOLHA.COM
 
Doria espera que financiamento para conclusão da obra do Hospital Brasil seja aprovado até agosto
Foto: Giba Bergamim Jr/Folhapress 

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (17), em Washington, que espera ter até agosto aprovado um financiamento de US$ 100 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) destinado à conclusão de dois hospitais na periferia de São Paulo.

O valor será usado para terminar os hospitais públicos em Parelheiros (zona sul) e Vila Brasilândia (zona norte) e para concluir algumas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da prefeitura, segundo Doria.

Os hospitais começaram a ser construídos na gestão de Fernando Haddad (PT), e as obras foram paralisadas no fim do ano passado. A previsão inicial é que o hospital de Vila Brasilândia fosse entregue no início de fevereiro.

Segundo a gestão Doria, restrições orçamentárias obrigaram a prefeitura a rever pagamentos para honrar despesas herdadas da administração passada. Juntos, os dois hospitais deveriam beneficiar em torno de 2,2 milhões de moradores dessas áreas, ao custo de R$ 354 milhões.

"Demos continuidade ao que já discutimos há menos de um mês em São Paulo e vai muito bem. Espero que até o mês de agosto nós tenhamos a disponibilidade desses recursos", disse o prefeito, após encontro com o presidente do BID, o colombiano Luis Alberto Moreno, na sede do organismo em Washington.

Moreno afirmou que o Estado de São Paulo é o maior parceiro do BID na região hoje. "Agora estamos abrindo um novo trabalho com a prefeitura de São Paulo, a primeira vez nos últimos 15 anos", disse.

O governador Geraldo Alckmin também participou da reunião com o BID, mas, no caso do Estado, não foi tratada nenhuma nova parceria.

Nesta quarta (17), a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), que é parte da estrutura do Ministério do Planejamento, aprovou a transferência de US$ 223 milhões de um financiamento do BID para o Rodoanel, segundo o governador.

"O financiamento é do BID. Em vez de começar uma obra nova, nós vamos terminar o Anel Metropolitano de São Paulo. Ano que vem termina", afirmou.

A capital americana foi a última escala da viagem dos dois tucanos aos Estados Unidos. Depois de passarem por Nova York, o prefeito e o governador passaram algumas horas em Washington antes de embarcar de volta para o Brasil.

Desde domingo (14), Doria estava no país em uma série de encontros para promover São Paulo e oferecer oportunidades de negócios para investidores.

"A reforma política possível", artigo de Ricardo Tripoli



Folha de S.Paulo

Resultado de imagem para ricardo tripoli

É consenso na sociedade e no meio político que o desgaste do sistema eleitoral atingiu um patamar incontornável. Mais que corrigir falhas e melhorar a qualidade da representação, aperfeiçoar o modelo é condição para recolocar o país num caminho mais promissor.

A boa notícia é que há convergências, ao menos na identificação dos males. A hiperfragmentação partidária, razão e origem das crises recentes, torna a governabilidade uma equação de difícil solução.

Outros pontos são as coligações nas eleições proporcionais, que distorcem a representação e incentivam as siglas de aluguel, e a questão, hoje insanável, do custo e do financiamento de campanhas.

Feito o diagnóstico, contudo, acaba a sintonia, e os partidos não se entendem mais. Ano após ano, o núcleo do sistema segue inalterado, gerando crises e minando a eficiência do modelo representativo.

Diante dessas dificuldades e do prazo apertado de implementação para 2018, mais produtivo seria se concentrar em alguns pontos essenciais.

O primeiro deles é adotar a cláusula de barreira. Basta dizer que há 35 partidos políticos no país, recebendo dotações públicas regulares, enquanto 56 novos aguardam registro no TSE. Já imaginou o custo de um fundo partidário para 91 legendas?

Para evitar o sufocamento das siglas menores, que nada têm a ver com agremiações de aluguel, prevê-se a criação de federações partidárias. Esses blocos, coligados desde a eleição até o final da legislatura, uniriam forças e votos para alcançar os limites da cláusula.

O segundo ponto é o fim das coligações proporcionais, forma de coibir distorções da vontade popular e o mercado de apoios. O terceiro e último quesito, o que trava toda a discussão, é o financiamento.

Melhor seria, é certo, reduzir gastos eleitorais de forma orgânica, isto é, com a adoção do voto distrital, de modo a restringir a área de abrangência das campanhas, tornando eleitor e representante mais próximos.

Todavia, não haverá tempo de implementá-lo para 2018. A alternativa, já se sabe, é pior que o soneto. Como confiar a escolha dos candidatos às direções partidárias, como prevê o sistema de lista fechada, com toda essa desconfiança? É uma insensatez.

Embutido na lista fechada vem ainda o financiamento público exclusivo, outra solução controversa. Afinal, como explicar à sociedade, em meio a um duro ajuste fiscal, que R$ 5 bilhões sairão do Orçamento para custear a propaganda eleitoral?

Mais uma vez, a classe política erra ao gestar regras eleitorais de dentro para fora, sem ouvir a população. Não vai funcionar. O eleitor é soberano nas escolhas que faz e quer ver os impostos empregados em prioridades.

O financiamento privado não pode virar tabu. Há mecanismos para evitar os abusos da influência nas eleições. Por exemplo, criando um teto para doações e uma regra prévia que impeça a empresa doadora de ter vínculos ou de firmar contratos com governos -e prestando conta de cada centavo.

Esse é o modelo que advogo, mas defendo sobretudo a abertura para um debate mais realista e célere, orientado para a possibilidade de consensos e menos dogmático.

A reforma política deve ter necessariamente esta dupla face: de um lado, o interesse público e o aperfeiçoamento institucional; de outro, resolução e objetividade. Antes a reforma possível do que um belo castelo nas nuvens.


*RICARDO TRIPOLI, deputado federal por São Paulo, é líder do PSDB na Câmara. Foi deputado estadual pelo mesmo partido e secretário estadual de Meio Ambiente (governo Mário Covas)

Agenda do governador Geraldo Alckmin 18/05 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin entrega nesta quinta-feira, 18 de maio, um novo equipamento que permite operar câncer de próstata em até meia hora. As cirurgias convencionais chegam a durar três horas e meia e podem gerar complicações como impotência, incontinência urinária ou infecções, que são evitadas com o novo método. O equipamento é o único no país que atenderá pelo SUS.


Evento: Entrega de novo equipamento para tratamento de câncer de próstata
Data: Quinta-feira, 18 de maio de 2017
Horário: 15h
Local: Centro de Referência em Saúde do Homem - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2.651- Bela Vista - São Paulo/SP