Agenda do governador Geraldo Alckmin 16/05 - Nova York - EUA

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta terça-feira, 16, de encontro com investidores oferecido pelo Bank of America Merrill Lynch para a América Latina. Alckmin será recebido pelo presidente para a América Latina, Alexandre Bettamio, em uma reunião com aproximadamente 40 convidados.

À noite, Alckmin participa do 47° Jantar de entrega do prêmio “Homem do Ano”, em homenagem ao prefeito João Doria.


Evento: Café da manhã com investidores oferecido pelo Bank of America Merrill Lynch
Data: Terça-feira, 16 de maio de 2017
Horário: 7h40 (horário local)
Local: Bank of America Tower - One Bryant Park, 51° - NY Room - New York, NY

Evento: 47° Jantar de entrega do prêmio “Homem do Ano”, em homenagem ao prefeito João Doria
Data: Terça-feira, 16 de maio de 2017
Horário: 19h (horário local)
Local: Museu de História Natural de Nova York - Central Park West - 79th Street - New York, NY

Governador Geraldo Alckmin diz ter conhecimento e vontade para ser presidenciável


MARCOS AUGUSTO GONÇALVES - FOLHA.COM

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, carro e atividades ao ar livre

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda (15) em Nova York que tem "vontade, agenda, programa, aliança e conhecimento" para ser candidato à Presidência em 2018.

O governador, juntamente com o prefeito de São Paulo, João Doria, seu correligionário, está na cidade norte-americana para apresentar a investidores um programa de privatizações, concessões e parcerias no Estado.

Alckmin participou de um almoço em Wall Street para comemorar os 15 anos de presença da Sabesp na Bolsa de Valores norte-americana.

Ele disse que preferia não desenvolver o tema da candidatura por considerar que ainda não é o momento adequado.

"Esse assunto encurta o governo atual", declarou. Mas disse estar "preparado".

Alckmin afirmou que a economia brasileira já superou a crise e que o governo Temer precisará ainda aprovar as reformas para que a disputa de 2018 se dê em bases melhores que as atuais.

O governador anunciou a criação de uma "holding", ainda em fase de estudos, que incluiria a Sabesp e eventualmente outras estatais com vistas a privatizar subsidiárias voltadas para atividades específicas.

Ele também defendeu a realização de prévias no partido –além dele, são cotados como pré-candidatos do PSDB à Presidência o senador Aécio Neves (MG) e o próprio Doria.

Governador Geraldo Alckmin anuncia capitalização da Sabesp em apresentação na Bolsa de Nova York


Encontro com investidores aconteceu em celebração aos 15 anos de entrada da Sabesp na NYSE



O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta segunda-feira, 15, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), que serão feitos estudos para criação de uma holding de saneamento básico que reunirá a Sabesp e outras possíveis empresas subsidiárias. O evento foi a primeira agenda oficial do governador nos Estados Unidos, numa viagem para apresentação de projetos a investidores, que acontecerá até quarta-feira, 17.

O Programa Estadual de Desestatização - PED aprovou na última sexta-feira, 12, a realização de estudos para capitalização da Sabesp. A proposta prevê a criação de uma sociedade anônima para exercer o controle acionário direto sobre a Sabesp. O Estado de São Paulo continuará, em qualquer hipótese, detendo participação acionária suficiente para garantir o exercício do controle acionário da empresa.

“Com a criação da holding, onde ficará a Sabesp e outras possíveis empresas do Estado, nós conseguiremos trazer mais capital privado, mais investimentos para ampliar o trabalho e contar com a expertise da iniciativa privada”, explicou Alckmin. O governador destacou que “poderão ser criadas subsidiárias relacionadas ao saneamento básico, como por exemplo, resíduos sólidos.” O anúncio aconteceu durante a comemoração dos 15 anos da entrada da Sabesp na Bolsa nova-iorquina.


A Sabesp

Fundada em 1973, é a maior empresa de saneamento das Américas e a quarta maior do mundo em população atendida. Possui 27,7 milhões de clientes e opera como concessionária em 367 dos 645 municípios do Estado. Atende a 13% da população brasileira e responde por cerca de 25% de tudo que é investido em saneamento no país.

Nos últimos anos, a empresa superou a pior seca da história da Região Metropolitana de São Paulo, onde vivem mais da metade de seus clientes, em meio a uma crise econômica no Brasil, que também afetou a situação da companhia. O sucesso foi resultado de grandes investimentos, de obras inovadoras e gestão eficiente, que levaram à recuperação do nível das represas que abastecem a população e de boas condições econômico-financeiras.


O resultado financeiro do ano passado mostra isso. A Sabesp obteve lucro de R$ 2,9 bilhões em 2016, período no qual investiu R$ 3,9 bilhões. A receita líquida passou de R$ 14 bilhões e o Ebitda ajustado atingiu R$ 4,6 bilhões, com margem Ebitda ajustada de 32,4%.


Perfil da empresa

Sociedade anônima de capital aberto e economia mista, passou a ter suas ações negociadas no segmento do Novo Mercado da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) e na Bolsa de Nova York (NYSE), na forma de ADR nível III. Ambos são os mais altos níveis de governança corporativa nas respectivas bolsas. Atualmente, seu capital está assim dividido: 50,3% nas mãos do Governo do Estado, 30,3% com acionistas na BM&FBovespa e 19,4% na NYSE.

A inserção ampla no mercado de capitais permitiu à Sabesp acessar fontes mais baratas de financiamento e, com isso, ampliar seus investimentos na expansão e na melhoria continuada dos serviços de saneamento no Estado de São Paulo. A gestão da empresa aperfeiçoou-se e atingiu elevados padrões de transparência e eficiência.

Nestes 15 anos, as ADRs da Sabesp valorizaram-se 896% na NYSE, superando muito a performance do índice Dow Jones, que subiu 110% no período. Já o valor de mercado da Sabesp aumentou em mais de seis vezes: passou de R$ 3,275 bilhões para R$ 21,175 bilhões. No mesmo período, na BM&FBovespa as ações da Sabesp subiram 807%, ante 462,4% do Ibovespa.

O ingresso no mercado de capitais, associado a uma gestão eficiente e transparente e a projetos e obras de grande porte, possibilitou à Sabesp expandir substancialmente os serviços de saneamento. Os investimentos saíram de um patamar de R$ 1 bilhão ao ano para quase R$ 4 bilhões. Entre 2017 e 2021, a companhia planeja investir R$ 13,9 bilhões em obras de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

"As patranhas de Lula", editorial do Estadão


Para Lula, o PT e a esquerda sem votos, só importa que a crise política, econômica, social e moral se agrave porque, para eles, quanto pior, melhor

O Estado de S. Paulo

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A reforma da Previdência, sozinha, não resolve o problema do grave desequilíbrio fiscal que compromete a retomada do desenvolvimento, mas será responsável por parte substancial da solução, razão pela qual tem grande importância prática e simbólica. É por essa razão que a reforma é considerada prioritária pelo governo e, por outro lado, se tornou alvo preferencial das mentiras da oposição. Para o lulopetismo e aliados, mais do que “impedir que um governo ilegítimo acabe com a aposentadoria dos trabalhadores”, é importante impor-lhe, a qualquer custo, uma derrota política, com o duplo objetivo de se vingar do impeachment de Dilma Rousseff e abrir espaço para o discurso “progressista” voltar ao poder. Em outras palavras, para Lula, o PT e a esquerda sem votos, só importa que a crise política, econômica, social e moral se agrave porque, para eles, quanto pior, melhor.

Bom era nos tempos de Lula. É a ideia que pretende vender a propaganda do PT veiculada há dias na TV. A peça conta mentiras como a de que no governo Lula “sobrava dinheiro na Previdência” e que agora “o trabalhador terá que contribuir 49 anos para receber 100% da aposentadoria”, escamoteando o fato de que o governo já concordou em baixar o tempo de contribuição para 40 anos. Em seguida, o réu em cinco processos da Lava Jato dá uma lição de populismo: “Nós fizemos um país em que cabia todo mundo. Eles deram um golpe para fazer um país em que só eles cabem. Nesse governo ilegítimo, o estudante não cabe na faculdade. O trabalhador não cabe na folha de pagamento. E o aposentado não cabe nas contas da Previdência”.

Não é verdade que no governo do PT “cabia todo mundo”. Lula dividiu o País entre “nós” e “eles”. Entre estes últimos estavam “as elites”, com a óbvia exceção dos grandes empresários-amigos, principalmente empreiteiros e donos de grandes conglomerados industriais e financeiros. Nunca certos negócios faturaram tanto no Brasil como nos governos do PT. “Eles”, portanto, são só os que não apoiaram ou fizeram negócios com Lula e a tigrada.

Exatamente porque não é de hoje que “o aposentado não cabe nas contas da Previdência” que Lula e Dilma tentaram promover reformas para corrigir essa anomalia. Na última tentativa frustrada para aprovar seu projeto de reforma, a então presidente Dilma declarou a jornalistas, em janeiro do ano passado: “Vamos ter que encarar a reforma da Previdência. Não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja 55 anos”. Por sua vez, Lula, que já conhecia a dificuldade de aprovar qualquer alteração no sistema previdenciário, declarou na mesma ocasião, em defesa de sua pupila: “A Previdência, de vez em quando, deve ser reformada. Quando a lei foi criada, se morria com 50 anos. Hoje, a expectativa de vida é de 75 anos”.

Em oito anos na Presidência, Fernando Henrique Cardoso só conseguiu aprovar parcialmente a reforma que propôs. O Congresso concordou apenas com pequenas alterações relativas ao sistema previdenciário privado, recusando em bloco a mexida no setor público. Esta última aconteceu, também apenas parcialmente, no início do governo Lula, em dezembro de 2003, e foi anunciada na ocasião como a “primeira grande vitória” do governo petista no Congresso. O monumental déficit que hoje condena a Previdência à insolvência iminente demonstra irrefutavelmente que desde a aprovação da Constituição, em 1988, nenhum governo conseguiu aprovar uma reforma digna do nome, capaz de garantir um sistema sólido de aposentadoria e pensões.

O tempo passa e a situação do sistema previdenciário se torna a cada dia mais precária. Essa reforma não pode, portanto, ser reduzida a uma questão político-partidária ou a interesses corporativos. É uma questão de Estado e por isso não se trata de apoiar ou não apoiar o governo, mas de garantir o interesse público.

Lula, porém, entende que o certo é sabotar a reforma agora, porque depois ele conserta tudo. Mas não foi por tudo saber e tudo poder que o demiurgo de Garanhuns deixou o País na triste situação em que se encontra?

"Reforma busca maior legitimidade na representação político-partidária", artigo de Aécio Neves


Folha de S.Paulo

A política nunca esteve tão dissociada da vida dos brasileiros. O país só vai mudar, avançar, superar suas dificuldades, quando a atividade política conquistar o reconhecimento da sua legitimidade. E, para isso, precisamos de mudanças concretas e rápidas.

Hoje as decisões tomadas pelos governantes estão distantes dos anseios dos governados. Os eleitores não se sentem representados nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, no Congresso, no Executivo. É assim no Brasil, tem sido assim também em muitos lugares do mundo.

Esse divórcio distorce o exercício de poder, alimenta a corrupção, contamina a construção de consensos, desestimula a participação da população e alimenta conflitos desnecessários. Sem maior interação entre governo, política e sociedade, a democracia fenece.

Acaba de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara uma Proposta de Emenda Constitucional de minha autoria e do senador Ricardo Ferraço que estabelece novas regras para funcionamento dos partidos políticos e veda a possibilidade de coligações partidárias nas eleições proporcionais.

A intenção é caminharmos para uma representação política mais próxima do que espera a sociedade e proporcionar melhores condições de governabilidade para o país. Tal como é hoje, não conseguimos nem uma coisa nem outra.

O Brasil tem atualmente 27 partidos representados no Congresso, 35 registrados na Justiça Eleitoral e mais 58 na fila aguardando pela regularização. O que explica isso? O simples fato de a proliferação de legendas ter se tornado em alguns casos um rentável negócio.

Siglas sem nenhuma representatividade, sem qualquer ideologia que as legitimem, são fundadas com propósito único de obter um naco das verbas públicas destinadas no Orçamento da União para custear o funcionamento dos partidos políticos.

Na última semana, em ampla reunião, avançamos na construção de consensos em torno dessa proposta. Aspectos originais foram flexibilizados para que pudéssemos dar os primeiros passos de mudança na realidade. Essa não é a melhor reforma, mas é a possível de ser implementada já. Outros aspectos, como a mudança no sistema eleitoral e o financiamento das campanhas, precisam ser debatidos. E rápido.

Buscar maior legitimidade da representação político-partidária é um dos passos fundamentais para resgatarmos, aos olhos de muitos brasileiros, a importância da atividade política como pilar de defesa da democracia.

O distanciamento entre a população e seus canais de representação política é terreno fértil para o crescimento da demagogia, da desinformação e do autoritarismo, os grandes adversários de uma sociedade democrática.


*Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi candidato à Presidência em 2014 e governador de Minas entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.