Alckmin volta a defender prévias e critica candidatura 'inviável' de Lula para 2018


Governador de São Paulo afirma que PSDB tem opções de escolher um nome entre cinco outros para eleição presidencial ou abrir decisão para militância

Daniel Weterman - O Estado de S.Paulo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender nesta terça-feira, 14, a realização de prévias no partido para escolher o candidato a presidente nas eleições de 2018. Um dos tucanos que disputam dentro do partido a indicação ao Palácio do Planalto, Alckmin afirmou que fazer prévias remonta ao que o PSDB fez desde o início. Depois de admitir que tem interesse em ser candidato a presidente, o governador ainda não confirmou que vai disputar as prévias no partido para concretizar o desejo.

Durante a visita a uma escola no bairro Jardim das Esmeraldas, na zona oeste da capital paulista, Alckmin disse que o PSDB tem duas opções: escolher o candidato entre quatro ou cinco pessoas ou abrir para a militância a eleição do presidenciável. "A democracia começa dentro de casa. A prévia não divide, a prévia escolhe. Você pode escolher na mesa, com quatro ou cinco pessoas, ou pode escolher ouvindo os que participam da vida partidária, 20, 30 mil pessoas", disse. "Quanto mais você ouve, menos você erra." Ele lembrou que o partido adotou o sistema de prévias na primeira eleição presidencial que disputou. "Quando o PSDB nasceu já era assim, o primeiro candidato a presidente do PSDB foi Mário Covas, em 1989, ele era candidato único e o partido fez prévia", citou.

Para Alckmin, o maior exemplo de democracia dentro dos partidos está no modelo norte-americano, pois tem apenas duas legendas e realiza primárias para escolher os candidatos. "Não existiria um Obama sem primária. Ele não era do establishment, só chegou lá porque os Estados Unidos têm um modelo democrático, que é o das primárias. Então eu defendo prévia para tudo, prefeito, governador e presidente", afirmou.

Lula. Nesta terça, Alckmin afirmou que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2018 é inviável. Após saber de parte do conteúdo do depoimento do petista à Justiça Federal em Brasília, Alckmin disse que o nível de rejeição de Lula faz com que o petista não se eleja em um eventual segundo turno.

Durante o interrogatório feito pela Justiça Federal na manhã desta terça-feira, 14, na ação em que é réu, o ex-presidente disse que, apesar do volume de notícias de cunho negativo a seu respeito, seu desempenho em sondagens eleitorais continuará incomodando opositores. "Vou matar eles de raiva, porque em todas as pesquisas vou aparecer na frente", declarou.

O tucano, que já enfrentou Lula em uma eleição presidencial, perdendo para o petista no segundo turno, em 2006, disse que a provocação de Lula e o desempenho do petista nas pesquisas não trazem nenhuma preocupação. "Com o nível de rejeição que ele tem, num segundo turno não tem possibilidade. Então não tenho menor preocupação em relação a isso", afirmou o governador. Em 2006, Lula foi reeleito presidente com 60,83% dos votos válidos no segundo turno, contra 39,17% de Alckmin.


"2018 começa agora para o PSDB", artigo de Silvio Torres


Folha de S.Paulo

Resultado de imagem para silvio torresEm 1988, no Manifesto ao Povo Brasileiro que anunciava a fundação do PSDB, Franco Montoro resumiu assim o desejo e o entusiasmo daquele momento: "Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas, nasce o novo partido".

Desde então, foram muitas as contribuições fundamentais do PSDB para o país: a estabilidade da moeda, a construção de uma rede de proteção social, a consolidação dos direitos individuais e coletivos, o lançamento das bases da responsabilidade fiscal e do crescimento sustentável do Brasil.

Hoje, após eleições municipais que mostraram por todo o país a aceitação dos ideais do partido, o PSDB se depara com um próximo desafio: a escolha de seu candidato para a eleição presidencial de 2018.
Diante da complexidade do processo eleitoral que se avizinha, o desafio é urgente: a sigla precisa tomar sua decisão até dezembro deste ano.

Não se deve descartar, por óbvio, que essa escolha se dê por consenso. Todavia, mesmo para essa concordância é preciso estabelecer um horizonte de tempo. As lideranças irão se aglutinar em torno de um nome até agosto de 2017. Se isso não acontecer, o partido deve embarcar com determinação no caminho das prévias.

O sucesso desse método requer que se cumpra uma série de passos. É preciso escolher o modelo, regulamentar o processo, organizar as votações nacionalmente e dar tempo aos pré-candidatos para que se preparem e possam apresentar suas ideias aos filiados. Esse movimento deve ter início, no mais tardar, em setembro de 2017, para que a escolha aconteça antes do final do ano.

As prévias terão o mérito de fortalecer a democracia interna do PSDB. Um exemplo nesse sentido ocorreu no ano passado, com a candidatura de João Doria à Prefeitura de São Paulo. O processo, com o apoio do governador Geraldo Alckmin, mobilizou a militância local e deu corpo a uma campanha histórica e exitosa, com vitória no primeiro turno.

As prévias em São Paulo cumpriram ideia disposta no estatuto do PSDB, que afirma, logo em seu segundo artigo, que o partido tem como base a democracia interna. As diretrizes fundamentais previstas garantem "a efetiva participação dos filiados na vida partidária" e "no processo decisório interno".

Iniciar 2018 com um candidato escolhido permitirá ao PSDB, neste tempo de desafio à política, realizar as tarefas necessárias para uma campanha exitosa.

Será possível articular as alianças nacionais e regionais, tão necessárias não apenas para a disputa das eleições mas principalmente para implementar um programa de governo transformador. Também será possível estruturar a arrecadação e distribuição de recursos, além de organizar as candidaturas às casas legislativas.

Durante o tempo de pré-campanha, o candidato do PSDB poderá percorrer o Brasil e se aproximar das pessoas de todos os Estados. Poderá conhecer em profundidade os anseios e as demandas dos brasileiros, em cada uma das unidades da Federação. Disso emergirá um programa de governo afinado com as exigências do tempo presente e capaz de gerar empregos, renda, oportunidades para as pessoas e serviços públicos de qualidade.

A urgência na definição da candidatura é necessária para que o PSDB possa sair na frente nas próximas eleições, com união de valores e propósitos, de forma a servir da melhor maneira possível ao cidadão brasileiro.
Nosso partido certamente estará preparado para cumprir, mais uma vez, sua responsabilidade com o Brasil e com a democracia.


*SILVIO TORRES é deputado federal (PSDB-SP) e secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB

Agenda do governador Geraldo Alckmin 14/03 - São Paulo/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin anuncia nesta terça-feira, 14, a extensão das aulas de reforço nas escolas estaduais. As aulas serão para alunos com dificuldades dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental (1º ao 9º ano), que tiveram baixo desempenho no Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. O projeto acontecerá em parceria com o Governo Federal, por meio do programa Novo Mais Educação.


Evento: Anúncio da extensão do reforço escolar para o ano todo
Data: Terça-feira, 14 de março de 2017
Horário: 10h
Local: E.E. Luiz Cintra do Prado - Rua Artur Ferreira de Abreu, 321 - Jardim das Esmeraldas - São Paulo/SP