Agenda do governador Geraldo Alckmin 07/03 - Brasília/DF

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin participa nesta terça-feira, 7, em Brasília, da cerimônia de posse do ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Osmar José Serraglio, e do ministro de Estado das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.


Evento: Cerimônia de posse do ministro da Justiça e Segurança Pública e do ministro das Relações Exteriores
Data: Terça-feira, 7 de março de 2017
Horário: 15h30
Local: Palácio do Planalto - Brasília/DF

Para Alckmin: em 10 ou 15 anos, São Paulo será um dos grandes produtores de petróleo do mundo


"Quem for governador de São Paulo daqui dez ou quinze anos vai governar Abu Dhabi. Vamos ser um grande produtor de óleo e gás", disse o governador

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 6, que São Paulo será um dos grandes produtores de petróleo do mundo.

"Quem for governador de São Paulo daqui dez ou quinze anos vai governar Abu Dhabi. Vamos ser um grande produtor de óleo e gás", disse o governador.

Ele sustentou a previsão com base na tendência de crescimento da produção de petróleo na região do pré-sal da Bacia de Santos, cujos campos pertencem, em boa parte, ao Estado de São Paulo.

Em discurso proferido no almoço do Lide, Alckmin destacou que, à medida que o petróleo do pós-sal for perdendo competitividade, a curva de produção no pré-sal será crescente.

Governador Alckmin prega controle da "ansiedade", mas assume vontade de ser candidato em 2018


"Se eu disser que não quero, não é verdadeiro", diz Alckmin sobre disputar Presidência em 2018

Raphael Hakime - R7

Alckmin participou de almoço-debate com empresários em SPMarivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi cauteloso e pregou o controle da "ansiedade" nesta segunda-feira (6) ao discursar sobre a possibilidade de disputar as eleições 2018 para a Presidência da República.

Mesmo assim, afirmou que considera, sim, a chance de ser escolhido pelo partido para tentar o Planalto no ano que vem — os outros nomes no páreo são o do ex-ministro e senador José Serra (SP) e do senador Aécio Neves (MG).

— Se disser que não quero, não é verdade. Candidatura a cargo majoritário, porém, não é vontade pessoal, é vontade coletiva. Há dois ansiosos: o jornalista e o político. Mas vamos ter que esperar 2018.

Alckmin participou nesta segunda-feira de almoço-debate com empresários em São Paulo. Antes de o governador falar, o prefeito de Sao Paulo, João Doria (PSDB), discursou e garantiu que seu candidato para 2018 será o governador Geraldo Alckmin.

Doria diz que vai "prefeitar" e que Alckmin é seu candidato ao Planalto


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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na manhã desta segunda-feira (6) que pretende se dedicar ao mandato e que não pretende disputar o cargo presidencial nas eleições de 2018. 

"Sou prefeito, fui eleito para ser prefeito e vou prefeitar. Tenho ouvido muito essas perguntas, mas fui eleito para ser prefeito de São Paulo e tenho que ser aquilo pelo qual fui designado. Essa é minha responsabilidade", declarou durante entrevista à rádio Jovem Pan.

"Meu candidato à presidência da república é Geraldo Alckmin [governador de São Paulo pelo PSDB]", acrescentou.

Pichador terá prazo de 72 horas para restaurar fachada danificada


O prazo começa a valer a partir do momento que o infrator firmar o Termo de Compromisso

Renata Okumura - O Estado de S.Paulo

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A Prefeitura de São Paulo informou neste domingo, 5, que o pichador que assinar o Termo de Compromisso de Reparação de Paisagem Urbana, terá prazo de 72 horas para restaurar a fachada danificada e não pagar multa que pode chegar a R$10 mil reais, dependendo da infração cometida. O prazo é menor do que o previsto no decreto municipal, regulamentado no sábado, 4. Segundo o texto, o pichador teria um prazo variável de até seis meses para reparar o dano, mas a Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais poderia expedir normas complementares.

A respeito da regulamentação da Lei Cidade Linda, a Prefeitura de São Paulo esclarece que "o Secretário de Prefeituras Regionais, Bruno Covas, determinou que, se em lugar de pagar multa, o pichador assinar o termo de compromisso para recuperar a paisagem urbana, o prazo para o cumprimento será de 72 horas. Esse prazo não guarda relação com o do vencimento da multa”. 

O pichador poderá assinar o termo de compromisso na delegacia mas, caso não queira assinar na hora, receberá a multa em casa. Mesmo assim, até o dia do vencimento da multa o infrator ainda poderá assinar o termo e ter o prazo de 72 horas para corrigir a fachada pichada.

Foto: Rafael Arbex / ESTADAO
Muro pichado pela suplente de vereador e estudante de direito Maira Machado Frota Pinheiro (PT), no centro da cidade 


Punição. No sábado, a suplente de vereador e estudante de Direito Maira Machado Frota Pinheiro (PT), de 26 anos, foi a primeira pessoa penalizada após a regulamentação da lei antipichação. Ela foi detida pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) enquanto pichava um muro na região central de São Paulo. A jovem deixou o 8º Distrito Policial (Brás) após assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência. Ela irá responder à Justiça sobre a infração cometida.

"Tempos de mudança", artigo de Roberto Feire


Folha de S.Paulo

Resultado de imagem para roberto freire culturaEm qualquer setor de atividade, um processo de mudança pode gerar reações da velha ordem estabelecida. O desconforto em relação ao novo é próprio do ser humano e, em certos momentos, expressa-se de forma virulenta.

Aqueles que, como eu, estão há muito tempo na vida pública têm de lidar frequentemente com o comportamento agressivo e exacerbado de alguns. De todo modo, é mais saudável e democrático preservar um diálogo civilizado, respeitoso e intelectualmente honesto com o interlocutor -especialmente quando dele se diverge no campo político.

Há mais de 40 anos participando da vida política brasileira, sempre me mantive na trincheira democrática. Lutei contra a ditadura militar, em defesa da liberdade de expressão, de organização e dos direitos civis e políticos.

Em uma época em que vivíamos tempos verdadeiramente sombrios, defender a democracia significava colocar a liberdade e a própria vida em risco. Todos aqueles que resistiram ao regime autoritário sabem perfeitamente a diferença entre um golpe, como o de 1964, e a narrativa falaciosa que qualifica como "golpista" um governo constitucional e democrático fruto de um processo de impeachment.

Temos acompanhado protestos esporádicos de setores ligados ao meio cultural denunciando um suposto "golpe" parlamentar, midiático e jurídico, entre outros devaneios. É evidente que, por mais descabido que seja tal posicionamento, ele demonstra o pleno direito à livre manifestação que deve ser respeitado por todos nós.

No bojo dessas críticas, está evidenciada uma posição refratária à mudança política no país. Em geral, são ataques desprovidos de qualquer sentido, como acusações de que o atual governo pretende retirar direitos ou anular algumas das importantes conquistas da sociedade brasileira das últimas décadas.

Nada disso ocorrerá. Na realidade, o que não haverá é um recuo nas mudanças levadas a cabo pelo Ministério da Cultura e pela administração federal. Ao contrário: continuaremos avançando em políticas que buscam recolocar o Brasil nos trilhos após os desmandos praticados pela gestão anterior.

Reiteramos a importância da Lei Rouanet, alvo de desconfiança de grande parte dos brasileiros em decorrência do desmantelo moral e das ilegalidades dos últimos 13 anos.

Faremos as modificações necessárias por meio de uma instrução normativa, ampliando os mecanismos de controle e fiscalização, fixando tetos para os projetos culturais e definindo critérios para a tramitação e análise do incentivo fiscal, o que proporcionará maior transparência.

Incentivaremos a descentralização regional, democratizando o acesso da população de todos os rincões do Brasil aos bens culturais. Programas abandonados, como os projetos Mambembão e Pixinguinha, serão retomados.

Os Pontos de Cultura serão mantidos, mas apenas aqueles que estiverem devidamente regularizados e com as suas prestações de contas em dia, já que se trata de recurso público. Além disso, restabelecemos o contato com alguns setores que estavam relegados a segundo plano ou eram discriminados pelo governo anterior em função de posições político-partidárias.

O processo de correção de rumos por que passa o Brasil não se restringe à área cultural. A economia começa a dar sinais de recuperação, e o governo Temer já logrou êxito ao aprovar medidas legislativas fundamentais para o país, entre as quais se destacam a PEC do teto dos gastos públicos, a reforma do ensino médio e o projeto que desobriga a Petrobras de participar de todos os consórcios de exploração do pré-sal.

A cultura brasileira e o país continuarão avançando. Vivemos tempos de mudança.


*ROBERTO FREIRE é é ministro da Cultura. Foi deputado federal e senador pelo PPS

"Há um debate a ser enfrentado independentemente de preferências político-partidárias", artigo de Aécio Neves


Folha de S. Paulo

Há semanas, fiz um alerta para a atualidade de um antigo debate: o da verdade contra a mentira. Infelizmente, hoje, tudo se embaralha. E perde-se a noção de onde terminam os fatos e começam as versões que não guardam qualquer parentesco com a realidade.

Meu nome esteve em evidência nos últimos dias associado aos depoimentos de executivos da Odebrecht ao TSE.

As afirmações de Marcelo Odebrecht, de que as doações feitas à minha campanha em 2014 foram legais, foram ignoradas. Da declaração dele, de que eu teria solicitado apoio de R$ 15 milhões e que esse apoio não foi efetivado, foi divulgada apenas a primeira parte.

Em depoimento também ao TSE, o executivo Benedicto Júnior disse que eu teria solicitado apoio para candidatos de Minas. E que esse apoio teria sido feito via caixa dois. Ele não disse que eu teria feito pedido de caixa dois. Ainda assim, foi essa falsa versão que ganhou o noticiário.

Não se trata mais de vazamentos seletivos, mas de vazamentos fraudados.

Pelo sistema que vigorou até 2014, era responsabilidade dos partidos buscar recursos junto a empresas para financiar suas campanhas. Essa era a lei.

Qualquer solicitação de apoio que, como presidente do PSDB, eu possa eventualmente ter feito em favor de candidatos, terá sempre sido na forma legal. Não ofereci em troca benesses de um poder que eu nem sequer tinha.

Há meses, vazamentos condenáveis estão sendo usados para tentar igualar delações, muitas vezes apenas de ouvir falar, a comprovados esquemas bilionários de corrupção. Será justo que o "ouvi falar", a ausência de provas, justifiquem o mesmo tratamento de denúncias comprovadas? Será que ser equilibrado é tratar da mesma forma situações completamente diferentes?

Continuo defendendo firmemente o prosseguimento das investigações e reitero minha confiança de que as instituições irão apurar a verdade e separar joio de trigo.

O PSDB estará pronto para, sempre que necessário, responder às acusações de que é alvo, na certeza de que elas não irão prosperar após o severo exame da Justiça.

Mas cabe aqui a analogia do arqueiro: a flecha atirada não volta para o arco. No seu rastro, o que fica é a reputação comprometida e o questionamento da opinião pública.

Para todos que exercem a vida pública, dois juízos são igualmente importantes: o da Justiça e o da população. Ser absolvido no primeiro, após ter sido apressadamente condenado no segundo, não fará justiça. Esse é um debate que precisa ser enfrentado, independentemente de preferências político-partidárias ou mesmo pessoais.

O direito de defesa não pode ser reduzido à retórica inócua ou a um detalhe secundário em uma sociedade que se pretenda democrática.


*Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi candidato à Presidência em 2014 e governador de Minas entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.