Agenda do governador Geraldo Alckmin 03/03 - Guarulhos/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin entrega nesta sexta-feira, 3, as obras de ampliação do pronto-socorro do Complexo Hospitalar Padre Bento, unidade da Secretaria de Estado da Saúde.

A área do setor, que era de 250 m², passou a ter 2.300 m². Com isso, o número de leitos mais que triplicou, saltando de 8 para 27 vagas destinadas ao atendimento de média e alta complexidade.


Evento: Entrega das obras de reforma e modernização do pronto-socorro do Hospital Padre Bento
Data: Sexta-feira, 3 de março de 2017
Horário: 10h
Local: Avenida Emilio Ribas, 1.819 - Jardim Tranquilidade - Guarulhos/SP

Delúbio e Ronan Maria Pinto são condenados a 5 anos de prisão na Lava Jato


Juiz federal impôs cinco anos de prisão ao ex-tesoureiro do PT, condenado no Mensalão, e ao empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André (SP)

Mateus Coutinho, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo - Estadão

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Delúbio Soares 

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André (SP), e o empresário Enivaldo Quadrado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. Os três são acusados de lavagem de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento feito junto ao Banco Schahin em favor do PT.

Delúbio Soares foi um dos condenados no caso do Mensalão – 6 anos e oito meses de prisão por corrupção ativa.

O magistrado fixou em R$ 61.846.440,07 ‘o valor mínimo para a reparação de danos, a ser corrigido monetariamente e acrescido de juros até o pagamento’. O valor deverá ser revertido à Petrobrás.


Documento


Foi condenado ainda o economista Luiz Carlos Casante a quatro anos e seis meses de reclusão também por lavagem.

“Em decorrência da condenação pelo crime de lavagem, decreto, com base no art. 7º, II, da Lei nº 9.613/1998, a interdição de Delúbio Soares de Castro, Enivaldo Quadrado, Luiz Carlos Casante e Ronan Maria Pinto, para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade”, determinou o magistrado.
Ronan Maria Pinto durante depoimento na Justiça Federal em Curitiba. Foto: Reprodução

Sérgio Moro impôs quatro anos a empresário Natalino Bertin, mas declarou ‘prescrita a pretensão punitiva’.

“Entretanto, em vista da pena em concreto fixada, de quatro anos de reclusão, e do tempo transcorrido entre o último fato delitivo (11/2014) e a data de recebimento da denúncia, 12/05/2016, declaro prescrita a pretensão punitiva em relação a Natalino Bertin, ficando prejudicada a condenação criminal. Esta declaração fica sujeita ao trânsito em julgado da pena fixada”, afirmou Moro.

Foram absolvidos o empresário Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do Mensalão, o executivo Sandro Tordin e o jornalista Breno Altman ‘da imputação de crime de lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente para a condenação’.

Ronan é dono do jornal Diário do Grande ABC. A Lava Jato suspeita que ele comprou o Diário com R$ 6 milhões que teria recebido via José Carlos Bumlai, pecuarista amigo do ex-presidente Lula que foi preso na Lava Jato, em 24 de novembro de 2015.

Bumlai tomou empréstimo supostamente fraudulento de R$ 12 milhões, do Banco Schahin, em outubro de 2004. Ele afirmou ao juiz Moro que o dinheiro foi destinado ao PT.

Ronan foi preso na Operação Carbono 14, desdobramento 27 da Lava Jato, em 1.º de abril do ano passado. Em setembro, o empresário deixou a prisão da Lava Jato. Ele foi solto com tornozeleira eletrônica por determinação do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que reformou ordem de prisão preventiva do juiz Sérgio Moro. Além da tornozeleira, o Tribunal impôs a Ronan o pagamento de fiança de R$ 1 milhão.

Temer deve anunciar hoje Aloysio Nunes no Ministério das Relações Exteriores


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O senador Aloysio Nunes Ferreira

O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi escolhido pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério das Relações Exteriores.

Na tarde desta quinta-feira (2), Aloysio se reuniu com Temer no Palácio do Planalto para fechar a indicação. A nomeação deve ser oficializada ainda nesta quinta, por meio do porta-voz da Presidência.

O tucano assume o cargo de José Serra, que deixou o governo na semana passada alegando problemas de saúde.

Aloysio foi mencionado pelo próprio Temer como sua principal opção ainda na noite que Serra pediu exoneração do cargo e despontou como favorito pelo cargo.

De início, o senador não rechaçou a possibilidade de aceitar o convite, mas disse que precisaria "ouvir a família" antes de dar qualquer sinalização ao próprio partido de que aceitaria deixar o mandato para comandar a chancelaria brasileira.

Fonte: Folha.com

Governador Geraldo Alckmin aponta saúde, educação, obras e segurança como prioridades em 2017


Jovem Pan

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Alckmin disse que o foco das ações está nas áreas de saúde, educação, segurança pública e obras de infraestrutura


Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (01), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, elencou quais as prioridades para sua gestão no primeiro semestre de 2017.

Alckmin disse que o foco das ações está nas áreas de saúde, educação, segurança pública e obras de infraestrutura.

O governador assegurou que novos hospitais serão inaugurados pelo Estado. “A saúde vai ser sempre uma prioridade crescente e a boa notícia é que estamos vivendo mais e vivendo melhor, mas isso tem custo e demanda uma infraestrutura para atender”, disse.

Para a infraestrutura, o governador elencou obras de transporte, como o Rodoanel e a rodovia Tamoios, sistemas hídricos preparados para as mudanças climáticas, além da conclusão de linhas do Metrô. “A Linha 4 vamos entregar Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire. Vamos entregar ano que vem a estação Morumbi”, confirmou.

Na área da Educação, o governador ainda anunciou a ampliação das ETECs e Fatecs, possibilidade da abertura do curso de Medicina em Bauru e, na educação básica, a ampliação de escolas e do ensino em tempo integral, além de um programa para reforço escolar.

*Informações do repórter Fernando Martins

Prefeito Doria quer levar banheiros móveis às feiras livres


Teste será iniciado pela Prefeitura nos próximos dias; custeados pela iniciativa privada, equipamentos deverão ter ar-condicionado

Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo

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A Prefeitura vai começar a testar nos próximos dias um protótipo de banheiro móvel para uso exclusivo em feiras livres. As unidades vão funcionar em carretas, que ficarão estacionadas no percurso das barracas para atender comerciantes e clientes. Todas deverão ter ar-condicionado, pia e acessos independentes para homens e mulheres. Os modelos serão custeados pela iniciativa privada. Após o período de experimentação, a gestão João Doria (PSDB) quer ampliar o serviço por meio de concessão pública.

Os banheiros móveis fazem parte da nova família de mobiliário urbano. Além deles, estão em testes dois protótipos de banheiros públicos fixos (no Largo do Arouche e na Praça Dom José Gaspar, no centro) e um quiosque de flores (na Praça Panamericana, na zona oeste).

O número total de novos equipamentos ainda não está definido, mas, segundo Doria, serão ao menos 800 banheiros fixos. Esses espaços deverão ter, obrigatoriamente, ar-condicionado, trocador de fraldas e espaço acessível a cadeirantes. No caso dos móveis, a quantidade vai depender do número de feiras por dia. A média hoje é de 145. As carretas também deverão oferecer itens de higiene, como sabonete e papel toalha. Demanda antiga de feirantes, os banheiros foram promessa de Doria na campanha eleitoral. 

Maria Yonaha, de 64 anos, duas vezes vencedora de concursos feitos pela Prefeitura de melhor pastel, elogia. “Isso é o que a gente mais quer: um banheiro por perto. De acordo com o local da feira, temos de andar mais de dez minutos para ir e voltar, ou então apelar para donos de botecos ou farmácias”, diz a pasteleira.

Os feirantes com barracas na frente do Estádio do Pacaembu, na zona oeste, terças, quintas, sextas e sábados estão ente os que mais sofrem. No entorno da Praça Charles Muller não há muitos comércios de porta aberta. “É um dos locais que temos de andar muito, o que atrapalha o nosso trabalho.”

Desenvolvidos pela empresa PeeBox, que doou os protótipos, os banheiros móveis podem atender de 400 a 650 pessoas durante quatro horas. Isso sem ligação externa para energia, água ou esgoto. 

Foto: Vera Freire / SP OBRAS
Banheiros deverão ter ar-condicionado, pia e acessos independentes para homens e mulheres

Publicidade. Para viabilizar o projeto, Doria já planeja encaminhar proposta de lei à Câmara pedindo aval dos vereadores para oferecer ao mercado, como contrapartida, a exploração dos espaços com fins de publicidade. O formato do negócio visa a atender à empresa parceira pela produção e manutenção dos banheiros e quiosques. A venda de espaços determinados para anúncio já ocorre, por exemplo, com os pontos de ônibus e relógios de rua.

Caso tenha aval, a Prefeitura vai lançar ao menos uma licitação para definir o parceiro privado. Um estudo será feito pela gestão para definir se será um edital para cada mobiliário ou um para as três modalidades. A PeeBox poderá participar.

Senador Aloysio Nunes é favorito a assumir o Itamaraty


MARINA DIAS - FOLHA.COM

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Líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é hoje o nome favorito para assumir o Ministério das Relações Exteriores. O presidente Michel Temer deve conversar ainda nesta semana com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para bater o martelo sobre a indicação.

Segundo auxiliares do presidente, assim que o substituto de José Serra no Itamaraty for escolhido, Temer deverá fazer uma posse conjunta, na segunda-feira (6), do novo chanceler e do novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio.

Serra, que deixou o cargo na semana passada alegando problemas de saúde, tem participado das tratativas para a escolha de seu sucessor.

Segundo mostrou a Folha na quinta-feira (23), Aloysio despontava como favorito ao cargo junto com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, que foi porta-voz do governo FHC.

Ambos os nomes foram indicados pela cúpula do PSDB. Além deles, os tucanos indicaram a Temer também o nome do senador Antonio Anastasia (MG), que afirmou a aliados que não ficaria bem para o relator do impeachment no Senado assumir um cargo no governo.

Aloysio foi mencionado pelo próprio Temer como sua principal opção ainda na noite que Serra pediu exoneração do cargo. O senador não rechaçou a possibilidade de aceitar o convite, mas disse que precisaria "ouvir a família".

"Como avançar no saneamento?", artigo de Jerson Kelman


Folha de S.Paulo

Resultado de imagem para Jerson Kelman alckminComo é bem sabido, as obras de saneamento criam muitos empregos e, quando passam a funcionar, beneficiam a saúde da população, diminuindo tanto as doenças de transmissão hídrica -diarreia, por exemplo- quanto as transmitidas por mosquitos -como a dengue.

Por essa razão, o governo corretamente elencou o setor como uma das locomotivas para a retomada econômica do país, e esta Folha tem reservado generoso espaço para o debate do tema, em editoriais e artigos.

Ao enunciar sinteticamente a conclusão do debate, numa mensagem publicada na seção "Painel do Leitor" no dia 25/2, eu disse que o saneamento no Brasil não é ainda universalizado porque nossas tarifas são em geral baixas se comparadas a de países desenvolvidos, quando se dividem as taxas pelas correspondentes rendas médias. Como não é uma conclusão de óbvia compreensão, vale a pena explicar melhor.

Sim, nossas tarifas são em média baixas. Mesmo que as entidades de saneamento fossem excepcionalmente eficientes -e não afirmo que seja este o caso-, a receita não seria suficiente para fazer os investimentos necessários à prestação do serviço, digamos, no padrão europeu.

Como a renda per capita do brasileiro é baixa se comparada com a do europeu, principalmente nessa época de acachapante desemprego, é reduzida a margem para significativo aumento tarifário das camadas mais humildes da população. O que fazer?

Primeiro, melhorar a eficiência e eficácia das prestadoras de serviço de saneamento. Para isso, é preciso cada vez mais pagar pelo resultado -esgoto corretamente coletado e tratado, por exemplo- em vez de pagar pela obra, que frequentemente sai mais cara do que originalmente previsto e fica anos sem atingir a capacidade plena.

Há exemplos bem-sucedidos de programas que adotam essa filosofia. Por exemplo, o Prodes da Agência Nacional de Águas (ANA) e os contratos de performance da Sabesp.

Segundo, mudar a estrutura tarifária, isto é, alterar a maneira como o custo do serviço é dividido entre os usuários. Atualmente, ocorrem inúmeras inadequações, sob o ponto de vista da equidade social e da eficiência econômica. Cinco exemplos:

1) Os consumidores da Sabesp de cidades do interior, que quase sempre têm 100% do esgoto coletado e tratado, pagam menos pelo mesmo serviço do que os da região metropolitana ou de cidades do litoral, em que as condições de saneamento ainda estão longe da perfeição.

2) O metro cúbico de água utilizado num hospital público, numa indústria ou num estabelecimento comercial pode custar até oito vezes o que paga um cidadão de classe média ou alta.

3) A tarifa social não beneficia todas as famílias humildes que necessitam dessa proteção.

4) Os veranistas de cidades do litoral, que só utilizam o serviço na temporada, não pagam o suficiente para cobrir o custo de mantê-lo disponível todos os dias do ano.

5) A conta de água é a mesma para quem consome de 0 a 10 metros cúbicos por mês.

Por orientação do Tribunal de Contas do Estado, a Sabesp submeterá à Arsesp (agência reguladora), ainda no decorrer de 2017, uma proposta de revisão da estrutura tarifária, que certamente será debatida em audiências públicas.

As simulações da Sabesp mostram que a diminuição dos subsídios cruzados que hoje beneficiam as classes média e alta, somada ao contínuo aumento de produtividade, resultarão numa distribuição mais justa dos custos e no avanço mais célere em direção ao padrão europeu de saneamento.


*JERSON KELMAN,engenheiro civil, é presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)