Não há razão para o PSDB participar do governo após as reformas, diz Alckmin


Declaração foi dada neste domingo, 9, em desfile que homenageia os combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932

Eduardo Laguna - O Estado de S.Paulo

Alckmin acompanhou o evento ao lado do prefeito de São Paulo, João Doria
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Na véspera de uma reunião que deverá reunir as principais lideranças tucanas para discutir o possível desembarque do PSDB da base aliada do governo do presidente Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), indicou, neste domingo, 9, que, por ele, a legenda romperia a aliança , e destacou que a decisão de seu partido sobre a permanência ou não na gestão do peemedebista é questão de semanas.

Mas o governador ponderou que o partido tem responsabilidade com o País e que um eventual desembarque pode gerar tumulto num momento em que o governo federal já encontra dificuldades para aprovar a reforma trabalhista.

"Eu encerraria (a aliança). Vamos ter, na terça-feira, a decisão da questão trabalhista. É questão de semanas (para o PSDB tomar uma decisão). Olha que não fui favorável a entrar no governo, mas acho que nós deveremos encerrar esse período (das reformas). Depois disso, vejo que não há nenhuma razão para o PSDB participar do governo", afirmou.

Após assistir ao desfile cívico em homenagem aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932 deste domingo, na Capital, o governador reiterou o compromisso do partido com as reformas, mas adiantou que não vê motivo para o PSDB participar do governo depois da votação da reforma trabalhista, prevista para terça-feira, 11, no Senado, e após ficar claro se a reforma da Previdência vai prosperar ou não, o que, na sua previsão, deve ser conhecido em pouco tempo. Alckmin citou ainda que o partido deve aguardar a reforma política, que "também tem data". Na sua avaliação, os tucanos devem ajudar o Brasil, "mas sem precisar participar do governo".

Alckmin voltou a defender que o compromisso de seu partido não deve ser com o governo e muito menos com cargos. "Aliás, lá atrás (desde que Temer assumiu o comando do País) já tinha defendido que nós deveríamos aprovar todas as medidas de interesse do Brasil, as reformas, sem participar com cargos no governo", frisou o governador.

O governador não confirmou se a reunião de emergência prevista para esta segunda-feira, 10, em São Paulo e que deverá reunir as principais lideranças tucanas, como governadores e parlamentares, está confirmada. Ele adiantou, porém, que este encontro não deverá ser o que baterá o martelo sobre os rumos da aliança do partido com o governo Temer.

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