Após receber DEM, Alckmin tem encontro com a cúpula do PSB


O PSB estaria sendo motivo de disputa entre o DEM de Maia e o PMDB de Temer

Elizabeth Lopes e Gustavo Porto - O Estado de S.Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se encontra com cúpula do PSB dois dias depois de reunião com DEM 
Foto: Felipe Rau/Estadão

Dois dias após receber a cúpula do DEM, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem encontro na noite desta quarta-feira, 26, com a cúpula do PSB, em mais um movimento na busca de aliados para desenhar sua candidatura à Presidência em 2018. O PSB estaria sendo motivo de disputa entre o DEM de Rodrigo Maia e o PMDB de Michel Temer. Tanto o democrata quanto o peemedebista pretendem atrair parlamentares descontentes para as suas fileiras partidárias a fim de fortalecer suas bancadas no Congresso Nacional, aumentar o cacife neste momento de turbulência política e garantir dividendos para a corrida presidencial do ano que vem.

A reunião de hoje, às 19 horas, no Palácio dos Bandeirantes, consta na agenda de Alckmin como um evento no qual ele o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, do PSB, assinarão uma parceria para combater uma das piores crises hídricas da história de Brasília. A parceria prevê que a Sabesp ceda equipamentos para a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) ampliar o abastecimento por meio de transposição de recursos hídricos, como a ocorrida no Sistema Cantareira em 2014.

Segundo o governador paulista, além de Rollemberg participarão do encontro o presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), o prefeito de Recife (PE) Geraldo Julio (PSB) e ainda o vice-governador de São Paulo, Márcio França, nome do PSB cotado à sucessão de Alckmin. "O PSB é parceiro nosso. É importante ouvi-los, conversar e essa aproximação é necessária", afirmou.

Alckmin disse que o encontro com as principais lideranças do Democratas na noite de segunda-feira, também na sede do governo paulista, foi "foi importante para buscar convergência e discutir desafios do Brasil, além da crise". Segundo o governador paulista, "nada deliberativo" ocorreu na reunião, mas foi feita "uma avaliação do momento e especialmente sobre a reforma política que tem 60 dias para ser aprovada".

Indagado se o Democratas e o PSB seriam possíveis partidos de apoio a sua candidatura em 2018, o governador paulista foi lacônico: "Tudo tem seu tempo", concluiu. Alckmin esteve em Ribeirão Preto (SP) onde participou de uma cerimônia de entrega de apartamentos e segue para uma agenda nas cidades de Cássia dos Coqueiros (SP) e Rincão (SP) antes de retornar à capital paulista para o encontro com o PSB.

Os Estados da Paraíba e de Pernambuco também são governados pelo PSB, mesmo partido do vice de Alckmin, Márcio França. O empréstimo de bombas do sistema Cantareira para localidades que enfrentam crise hídrica, como o Nordeste e, agora, o Distrito Federal, pode ajudar o governador paulista na corrida à sucessão presidencial de 2018, pois lhe dá visibilidade em cidades e Estados em que ele não tem visibilidade política. No evento do ano passado, o governador paulista disse que o gesto de emprestar, sem despesa alguma aos beneficiários, as superbombas que custaram aos cofres do Estado perto de R$ 20 milhões, era um gesto de retribuição aos nordestinos, que tanto contribuíram para o desenvolvimento de São Paulo.

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