'Não há nada mais duro que ser injustiçado', diz Alckmin sobre delações


Três delatores da Odebrecht afirmaram que o governador recebeu mais de R$ 10 milhões do setor de propinas da empreiteira a pretexto de contribuição eleitoral


Daniel Weterman - O Estado de S.Paulo

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Mais uma vez se defendendo das delações de executivos da Odebrecht, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 20, que não há nada "mais duro" do que ser injustiçado. Ele nega todas as acusações de que teria recebido recursos ilícitos em campanhas eleitorais e fez a declaração comentando a estratégia do PSDB paulista de defender o legado do partido e evitar o mesmo destino do PT na Operação Lava Jato.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o PSDB paulista fez nesta quarta-feira, 19, uma reunião com jovens lideranças do partido para pedir apoio em defesa ao governador e a outros tucanos investigados na Operação. Nessa estratégia, há uma sugestão para que a legenda envie uma carta aos filiados pedindo altivez na defesa.

"Não há nada mais duro que você ser injustiçado. Delação não é prova. Delator é alguém que é réu confesso e está tentando escapar, fazer alguma coisa para que, no mínimo, sua pena seja diminuída. Então é preciso verificar", disse o governador, quando perguntado sobre a estratégia de defesa do partido.

Alckmin voltou a falar que confia "absolutamente" na Justiça ao punir culpados e inocentar quem é inocente. Ele nega que tenha recebido qualquer valor ilícito em sua vida pública.

2018. Alckmin (afirmou que é preciso se preparar para apresentar um "grande programa de trabalho" ao País em 2018, quando pretende ser candidato ao Planalto pelo PSDB. Ele afirmou que a pesquisa é resultado dos candidatos que apareceram na televisão nas eleições de 2016 e 2014. O que vale, enfatizou, é a sondagem feita em ano de eleição e após o programa eleitoral na TV e no rádio.

Alckmin disse que é preciso se preparar para apresentar um programa ao País no ano das eleições e desatar as "amarras" que provocaram três anos de recessão econômica. "É preciso agir nas causas, no conjunto de fatores que amarrou o País e impediu o seu crescimento, pelo contrário, fez com que nós tivéssemos três anos andando para trás", afirmou, após participar de uma cerimônia para apresentação da primeira empresa a se instalar no Parque Tecnológico do Estado.

O governador disse que o País é vocacionado para crescer e que é preciso se prepara para isso. "Temos que nos preparar para realmente no momento adequado, que é o ano que vem, ser apresentado um grande programa de trabalho", afirmou.

O tucano participou, no Palácio dos Bandeirantes, da apresentação da primeira empresa que vai se instalar no Parque Tecnológico do Estado, na zona oeste da capital paulista, a indústria farmacêutica Ibbis, para o desenvolvimento de pesquisas no setor de medicamentos.

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