“Geraldo Alckmin é meu candidato à Presidência em 2018”, diz Bruno Covas


Marcelo de Moraes - O Estado de S.Paulo

Geraldo Alckmin. João Doria e Bruno Covas

Aos 36 anos, o tucano Bruno Covas assume os postos de vice-prefeito e secretário de Prefeituras Regionais reconhecendo o tamanho do desafio que o prefeito João Doria e ele terão pela frente em busca de soluções. “Vamos ter de trocar o pneu com o carro andando”, diz. Neto e herdeiro político do ex-governador Mário Covas, Bruno já anuncia seu apoio a Geraldo Alckmin para a disputa presidencial de 2018. Ele espera que essa escolha aconteça sem necessidade de prévias, mas acha que o partido tem um “bom problema”, com vários pré-candidatos.

Diálogo
Precisamos ter uma administração na cidade de São Paulo que converse com as pessoas. Por onde passamos na campanha teve muita reclamação que a gestão anterior não estava presente, não dialogava. Nossa administração vai estar presente. Essa vai ser uma diferença grande no estilo e as pessoas vão perceber.

Maiores problemas
Tem muita gente na fila de exames. Muita criança fora de creche. Muitas ruas da cidade estão largadas, pichadas, abandonadas. O governador Geraldo Alckmin usa uma expressão chamada “prefeitar”. Vai ser isso. O básico vai ser cuidar do dia a dia das pessoas e da cidade. As pessoas precisam perceber a existência da administração durante 24 horas.

Falta gente
A média de equipes de zeladoria que cada prefeitura regional tem hoje é a metade do que historicamente cada uma teve. A prefeitura regional da Sé tinha 14 equipes de limpeza. Hoje tem três. Você não faz milagre. Tem um quinto do total de pessoas que trabalhavam nas prefeituras regionais.

Soluções
Vamos ter de fazer mais com menos e buscar recursos para poder ampliar os serviços. Temos de buscar parcerias. Não pode ter nenhum desperdício. E cada prefeito regional tem de atrair o desenvolvimento econômico de sua área, tentando geração de emprego e renda. Atraindo empresas que queiram investir.

Expectativa grande
São tantas variáveis numa administração pública que se for ter receio do que A ou B vão pensar, você não sai de casa. Não dá para ficar com medo de fazer as coisas. Tem de enfrentar. Mas não há nenhum compromisso dessa Prefeitura com o erro. Se precisar, vamos recuar. Esse será uma administração que vai enfrentar os desafios.

Crise interna no PSDB
Em crise está o partido que tem ex-presidente preso, tesoureiro preso, secretário-geral preso. Não temos nada disso. O PSDB ganhou eleição em grandes cidades. Ampliou o eleitorado que é governado pelo partido.

Muitos candidatos
Claro que tem disputa no PSDB para 2018. Teve para ver quem seria candidato a Prefeito. Eu mesmo não apoiava Doria. Mas é um bom problema. Ruim é não ter nome para concorrer.

Apoio
Geraldo Alckmin é o meu candidato à Presidência para a eleição de 2018.

Prévias
As prévias significam o fracasso do consenso. Defendo que a gente consiga encontrar um candidato natural sem precisar passar por um processo difícil como é o das prévias.

Desgaste da classe política
Há uma crise de representatividade. A população hoje não se vê representada pelos políticos. E você vive esse distanciamento. Na hora em que a população vai para a rua defender a investigação e a Lava jato, os deputados ficam querendo aprovar, da noite para o dia, projeto sobre abuso de autoridade. Quer dizer, há um descolamento da vontade popular muito grande.

Crise econômica
O orçamento para a cidade prevê receita de R$ 54,5 bilhões. Mas a Secretaria da Fazenda já trabalha com cenário conservador de R$ 49 bilhões de receita. Vamos trabalhar com contenção de despesas para não termos problemas que nos impeçam de fechar o ano.

Primeiro ano
Vamos ter de trocar o pneu com o carro andando. Não dá para tirar um ano para fazer isso, outro para fazer aquilo. Vai ter de fazer tudo ao mesmo tempo.

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