'Não há razão para não votar', diz Alckmin sobre PEC do Teto


GUSTAVO URIBE - FOLHA.COM

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Para Alckmin, não há motivo para que o Senado não vote segundo turno da PEC do Teto


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (6) que não há motivo para que o Senado Federal não vote na semana que vem o segundo turno da proposta do teto de gastos públicos.

Na noite de segunda-feira (5), o primeiro vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) avisou ao PMDB que não se comprometerá a manter a votação da medida na próxima terça-feira (13) se o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar o afastamento do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).

"A proposta depende da maioria do Senado Federal. O plenário já aprovou em primeiro turno e não tem nenhuma razão para não ser votada no segundo turno e isso deve caminhar bem", disse.

Para evitar que a análise da proposta seja adiada, o presidente Michel Temer pretende entrar em contato nesta terça-feira com Viana.

Segundo auxiliares e assessores presidenciais, Temer está disposto a negociar iniciativas de interesse dos partidos de oposição caso Viana se comprometa a manter o cronograma de votação da proposta.

O entorno do presidente acha pouco provável que Renan consiga reverter a decisão no plenário da Suprema Corte diante da pressão popular e do pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

A bancada petista pressiona Viana a não votar a proposta neste ano. Publicamente, o petista disse que a crise é "gravíssima" e evitou antecipar sua postura na eventualidade de virar presidente do Senado Federal.

A proposta é a principal bandeira do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que passa por um processo de desgaste na base aliada, incomodada com a falta de sinais de fôlego da economia.

O governador de São Paulo participou nesta terça de cerimônia para assinatura de protocolos de intenções com a Santa Casa de São Paulo, no Palácio do Planalto.

Segundo ele, a Caixa irá financiar R$ 360 milhões da dívida da instituição de saúde. O acordo reduz em 30% os juros da dívida e dá prazo de dez anos para o pagamento, com um ano de carência.

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