Para Beto Richa, Geraldo Alckmin sai de eleição fortalecido para 2018


"Alckmin sai fortalecido, sim, como pré-candidato. Todo o Brasil, em especial o PSDB inteiro, está de olho no que aconteceu em São Paulo. A força do PSDB está aqui 

CATIA SEABRA - FOLHA.COM

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), diz acreditar que o governador tucano Geraldo Alckmin (SP) se fortaleceu como candidato à Presidência em 2018 após a disputa municipal.

Embora não descarte o nome do rival interno do paulista na disputa, o senador Aécio Neves (MG), Richa ressalta que "a força do PSDB" está em São Paulo.

Na manhã de quinta-feira (10), hospedado no mesmo hotel em São Paulo onde se reunia o comando do PT, Richa disse à Folha que o modelo petista "está vencido".

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Folha - O Xico Graziano lançou o movimento "Volta, FHC".
Beto Richa - FHC merece nossas homenagens. Passou por um período difícil após deixar a Presidência. A política é ingrata. O sujeito sai desgastado depois de dois mandatos. Depois, a justiça é feita. É um gesto mais simbólico. FHC é bom conselheiro.

É a vez do Alckmin?
É cedo para dizer que é a vez. Mas Alckmin sai fortalecido, sim, como pré-candidato à Presidência. Todo o Brasil, em especial o PSDB inteiro, está de olho no que aconteceu em São Paulo. A força do PSDB está aqui. E as decisões, sempre, volta e meia, saem daqui. Não que seja definitivo, que garanta o sucesso dele em 2018. Mas que Alckmin sai fortalecido, é inegável.

O Aécio está inviabilizado?
Não estaria inviabilizado. Há exemplos práticos contra isso. Na eleição passada [para prefeitura], meu candidato nem foi ao segundo turno. Me contaminou aquela derrota. Minha popularidade foi para o fundo do poço. Lembro do [então] ministro Paulo Bernardo dando risada –o "governador está morto"– e veja agora a situação"¦É difícil dizer "perdeu. está morto".

FHC afirmou que a existência do PT é importante para a democracia.
Concordo. Mas o modelo deles está vencido.

É mais fácil hoje enfrentar o PT?
Hoje está mais fácil enfrentar o PT, sim. Quando se está mal, todos passam ter muita chance.

Discute-se em Brasília a representação do PSDB para a anulação da chapa Dilma/Temer.
É lamentável por um aspecto. O Brasil agora começa a tomar um rumo correto. O Temer está tomando medidas corajosas. E uma ruptura agora voltaria tudo à estaca zero. Seria importante manter a ordem.

Houve cheque de R$ 1 milhão da Andrade Gutierrez repassado à campanha de Temer.
Temer era candidato a vice. Não comandava. A candidatura era Dilma/PT. Já fui candidato a vice, já fui titular. Sei qual é a participação do vice. Praticamente nenhuma.

Há quem diga que, em comparação ao seu pai [ex-governador José Richa, morto em 2003], o sr. foi para a direita...
Quem diz? Eles aqui [aponta para o petistas no café do hotel]? O que é ser de direita ou esquerda? Para mim, há competente e incompetente. Me associam ao [ex-governador] Jaimer Lerner. Nada contra. Mas por que lernista?

O sr. acha injusta essa comparação?
Quero saber por que dizem que sou de direita. É essa a pergunta que você tem que fazer a quem me acusa. 

Folha - Criticam o sr. pela ocupação das escolas.
Não tenho nada a ver. A ocupação foi política. Foi contrária à MP do governo federal. Nada contra mim. O sindicato dos professores é muito forte. Difícil de lidar, extremamente políticos. Teve a morte do adolescente dentro da escola. Mas a polícia não fez nada. Um equívoco.

Na quinta, durante um ato em defesa de Lula, houve um jogral de estudantes e citaram nominalmente o sr. no caso do estudante morto...
Para você ver como é político. Tive envolvimento zero. Nem um policial foi para frente da escola. Deveriam me agradecer. As ocupações viraram notícia nacional. Conseguiram o que queriam.

Nas primeira ocupações, gravei um vídeo dizendo que nenhuma disciplina seria eliminada sem falar com eles. Mas era política. Queriam ficar sem aula. Tinha greve dos professores e era interessante para os professores que os alunos ficassem sem aula.

Mas por que no Paraná?
Talvez porque no Paraná e São Paulo sejam sindicatos mais fortes. Só tem PT, PSOL, PSTU e PC do B. Há uma disputa interna entre eles. Têm sempre que mostrar serviço e empunhar bandeira para não ser engolidos pelas outras facções.

Pensa em chamar o sindicato para restabelecer relação?
Não tem conversa. Há um aparelhamento político do sindicato. Essa última greve, com ocupações de escola, ajudou a mostrar o que aconteceu em 29 de abril [quando houve, em 2015, conflito entre policias e professores diante da Assembleia Legislativa]. As pessoas começaram a compreender o que os sindicatos querem. Eles querem confusão, querem desgaste político. Querem defender o Lula e a Dilma.

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