João Doria é eleito no primeiro turno com 3.085.187 votos


DANIELA LIMA E THAIS BILENKY - FOLHA.COM



Aposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o tucano João Doria,58, foi eleito prefeito da cidade de São Paulo neste domingo (2). Doria teve 53,29% dos votos válidos, contra 16,7% do prefeito Fernando Haddad (PT), que tentava a reeleição.

O petista ligou para o tucano para cumprimentá-lo pela vitória já no primeiro turno da eleição.

Doria é o primeiro a liquidar a corrida paulistana sem disputar o segundo turno desde a redemocratização.

O feito representa uma vitória política sem precedentes não apenas para o prefeito eleito, mas principalmente para seu padrinho político. Alckmin peitou boa parte da cúpula do PSDB nacional ao apoiar a candidatura de Doria. Por várias vezes durante a campanha, o então candidato afirmou que sua vitória em São Paulo iria catapultar uma eleição do hoje governador à Presidência em 2018.

Doria iniciou a corrida paulistana como um total desconhecido da maioria da população. Escolheu dois motes para a sua campanha: apostou forte no sentimento antipetista e na rejeição à política tradicional.

"Eu não sou político, sou um empresário, um gestor", repetia à exaustão. Logo no início da disputa, fez uma série de ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a chamar de "sem-vergonha, mentiroso e covarde".

A fórmula deu certo e especialmente nos últimos 15 dias antes da eleição Doria começou a se distanciar dos rivais. Na reta final, consolidou a liderança da eleição municipal e acabou poupado de ataques dos rivais nos debates televisivos que se concentraram em trocar ataques na tentativa de conquistar a outra vaga de um segundo turno.

Isso favoreceu o tucano, que teve um palco tranquilo para se apresentar e afiar o discurso. Doria pregou uma gestão descentralizada e se destacou ao assumir uma disposição em ampliar o espaço da iniciativa privada na gestão da cidade, prometendo privatizações de parques e concessões até para a administração dos cemitérios.

Doria montou o mais amplo arco de alianças entre todos os candidatos —13 partidos o apoiaram— o que lhe garantiu o maior tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, fator que foi determinante para ele disparar nas pesquisas na reta final da eleição.

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