Doria pretende misturar tucanos, empresários e jovens


DANIELA LIMA E MARIO CESAR CARVALHO - FOLHA.COM


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O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB) 

Aliados do prefeito eleito em São Paulo, João Doria (PSDB), apostam que ele replicará na montagem de sua equipe de secretários um formato que avalia ter dado certo na campanha: uma mistura de quadros partidários, jovens promessas e homens que conheceu e aprendeu a confiar na esfera privada.

Ex-secretário de Gestão do Estado, Julio Semeghini coordenou a campanha de Doria e é visto, hoje, como o único "nome certo" no futuro governo. Ele já foi escalado para coordenar a equipe de transição que atuará junto à gestão de Fernando Haddad para se inteirar do estado da administração municipal.

Outros dois nomes apareceram como fortes conselheiros de Doria na campanha, especialmente para temas financeiros: Juan Quirós, presidente da Investe SP –órgão do governo paulista que fomenta investimentos–, e o empresário Julio Serson.

Serson é dono de uma rede de hotéis chamada Vila Rica e de uma incorporadora especializado no ramo. Ele chegou a se licenciar do grupo que preside para ajudar Doria na campanha. É visto como um dos braços direitos do prefeito eleito.



VITRINE


Doria elegeu a saúde como sua principal vitrine. Quem tem conversado com o tucano aposta que ele irá buscar um médico de renome para a pasta. O agora presidente Michel Temer tentou feito semelhante quando assumiu, à época interinamente, o governo. Ele sondou o cirurgião Raul Cutait para a pasta, mas o PP, que queria o ministério, vetou a nomeação.

O prefeito eleito já avisou que não fará concessões a partidos, o que amplia a percepção de que ele fará a opção sem debater com aliados os nomes para as áreas centrais de sua administração.

Doria esteve com o governador Geraldo Alckmin, seu padrinho político, na noite desta segunda-feira (3). Disse que os dois falariam sobre possíveis parcerias entre a prefeitura e o Estado,mas também especularam sobre nomes. O tucano eleito afirmou que tentará trazer um grande número de "jovens" para sua administração.

Ele mencionou as prefeituras regionais, estruturas chamadas hoje de subprefeituras, como áreas nas quais poderia nomear quadros em início de carreira.

"São três requisitos", enumerou. "Morar na região, ser ficha limpa e ter um currículo mínimo, porque não se pode exigir que gente jovem tenha um currículo extenso."

O tucano reafirmou nesta segunda (3) que pretende reduzir o número de secretarias das atuais 27 para cerca de 20. Ele disse que não haverá uma cota de mulheres em sua administração. "Não será preciso", justificou. "Já disse que desejo ter muitas mulheres no meu governo."

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