Aliados de Geraldo Alckmin devem avançar na Grande São Paulo


GABRIELA SÁ PESSOA, LUCAS LANDIN, PAULO TALARICO - FOLHA.COM

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A coligação que sustenta a candidatura de João Doria Jr. (PSDB) na capital paulista pode sair vitoriosa neste domingo (2) das urnas nos principais municípios da Grande São Paulo.

Costurado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o bloco que reúne PSB, PPS, PV e DEM deu o maior tempo de TV para Doria e replicou a mesma situação em diversas cidades.

Candidatos dos cinco partidos têm boas chances nas principais cidades da região metropolitana, incluindo, além da capital, o Grande ABCD, Osasco, Guarulhos, Mauá e Barueri.

A estratégia do bloco na maioria das disputas foi evitar lançar candidaturas no município em que um dos partidos pretendia ter postulante próprio. As conversas entre as legendas acontecem semanalmente e começaram após as eleições de 2014, quando o PSB emplacou Márcio França como vice-governador.

Caso dê certo, a tática fortalece o governador, com os olhos na disputa presidencial de 2018. Entre os coligados, um eventual resultado favorável no pleito será também um triunfo de Alckmin.

O pacto, porém, esbarrou em candidaturas fortes dentro do grupo em São Bernardo do Campo, governada desde 2009 por Luís Marinho (PT).

Os tucanos tentaram, mas não houve acordo que fizesse Alex Manente (PPS) desistir de disputar a prefeitura e aceitar ser vice do aliado de bloco Orlando Morando (PSDB).

Ambos são deputados (Morando estadual e Manente, federal) conhecidos na cidade e já disputaram o cargo em outras eleições. Neste domingo, podem chegar ao segundo turno.


ASCENSÃO E QUEDA

Neste domingo, a Grande São Paulo vive uma disputa com o maior número de candidatos nos últimos 34 anos: 238 políticos concorrem à prefeitura das 38 cidades na região, 23% a mais que em 2012.

O recorde da região e do Estado é de Itaquaquecetuba, cidade de 223 mil eleitores na região do Alto Tietê, com 13 candidatos.

Lá, Mamoru Nakashima, eleito pelo PMDB, disputa a reeleição pelo PSDB e tenta ser o primeiro tucano eleito na cidade, que historicamente rejeita o partido.

"Os partidos antes coadjuvantes do PT viram uma oportunidade no eleitorado à esquerda, caso do PSOL, PC do B, PDT e Rede", analisa Roberto Lamari, advogado especialista em gestão pública.

O PRB passou de duas candidaturas em 2012 para dez agora. A maior queda de candidatos na disputa foi do PT. O partido concorreu em 29 das 39 cidades há quatro anos.

Em 2016, lançou 17 nomes, 40% a menos do que em 2012. Caiu para a terceira posição em número de candidaturas, atrás de PSDB e PSOL.

Hoje com seis municípios na região metropolitana, os petistas têm chances concretas de chegar ao segundo turno em duas: Santo André, com o atual prefeito Carlos Grana, e em Guarulhos, com o ex-prefeito Elói Pietá.

Ajudam os candidatos sua boa avaliação. Devem enfrentar no segundo turno, respectivamente, Aidan Ravin (PSB) e Eli Corrêa Filho (DEM).

Em Osasco, o atual prefeito, Jorge Lapas, eleito pelo PT, deve vencer, agora pelo PDT.

Em Diadema, primeira cidade conquistada pelo PT, em 1982, o partido deverá ficar fora do segundo turno.

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