Governador Geraldo Alckmin abre 1ª Delegacia de Defesa da Mulher 24h do Estado



Os plantões policiais serão de segunda a sexta-feira, das 20h às 8h, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h e das 20h às 8h



O governador Geraldo Alckmin abriu nesta segunda-feira, 22, a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) que passará a funcionar 24 horas por dia, durante os sete dias da semana. A inauguração do plantão contou com a participação do secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho.

A ampliação do atendimento da delegacia especializada com os plantões 24 horas, inclusive aos finais de semana, foi possível graças a um reforço de efetivo policial. Duas delegadas, formadas na última terça-feira, 16, foram destinadas à unidade.

Os plantões noturnos da 1ª DDM funcionarão das 20h às 8h, com quatro equipes compostas por delegado, investigadores e escrivão. Aos sábados e domingos serão dois turnos: das 8h às 20h e das 20h às 8h.

A delegacia fica na Rua Bittencourt Rodrigues, 200, Sé. A responsável pela unidade é a delegada Giovanna Valenti Clemente.

A 1ª DDM, que também é a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do país, completou 31 anos de existência neste mês. Pioneiro no combate à violência de gênero, São Paulo possui 132 unidades do tipo, espalhadas por todas as regiões do Estado.

Combate à violência contra a mulher

O Estado de São Paulo tem aprimorado suas medidas e tomado novas iniciativas de proteção à mulher.

São Paulo possui a maior estrutura da nação para o atendimento especializado à mulher, com 35,8% de todas as DDMs do país, que tem 368 unidades, de acordo com dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Se comparado ao Rio de Janeiro, que tem 15 delegacias do tipo, o Estado possui nove vezes mais equipamentos.

As equipes que atuam nas DDMs de São Paulo são preparadas e treinadas para este fim. Elas passam por aulas específicas na Academia de Polícia, como de atendimento público e Direitos Humanos, para prestar o melhor atendimento às vítimas.

Desde maio, a Secretaria da Segurança Pública faz parte do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), em parceria com o Ministério Público. O grupo visa discutir medidas de segurança para aprimorar o combate a esse tipo de crime, como a melhoria da capacitação dos policiais civis e militares em formação.

O empenho e a atenção do Estado na questão da violência contra a mulher pode ser notado através de dados. De acordo com o Mapa da Violência de 2015, o Estado registrou, em 2013, uma taxa de 2,9 homicídios de mulheres por grupo de 100 mil. O número é o menor de todo o país, atrás até mesmo da média nacional, que foi de 4,8.

Um estudo mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança, aponta que São Paulo foi o Estado que teve a maior diminuição, em 10 anos (de 2004 a 2014), no número de homicídios de mulheres.

A queda no período foi de 29,3%, fazendo com que o Estado alcançasse a menor taxa do país – 2,7 homicídios por 100 mil mulheres. Com uma redução de 37,21%, a média de São Paulo foi também a que mais diminuiu na década. Em 2004, a taxa era 4,3.

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