País precisa virar a página, diz Geraldo Alckmin sobre Lula ser nomeado ministro


Nos últimos dias, pressão para que Dilma nomeie ex-presidente aumentou. Segundo Alckmin, é preciso acelerar decisões sobre impeachment.

Alexandro Martello - G1 


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira (15), ao ser questionado sobre a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser nomeado ministro no governo Dilma Rousseff, que o Brasil "precisa virar a página e não voltar a página anterior". As declarações foram dadas no Ministério da Fazenda, em Brasília, após reunião com o titular da pasta, Nelson Barbosa. Além dele, outros 13 governadores também estavam presentes no encontro, que discutiu um desconto maior nas parcelas da dívida dos Estados com a União, como forma de melhorar a situação das contas dos governos estaduais. 

Nesta terça, Dilma recebeu o ex-presidente Lula no Palácio da Alvorada para discutir a possível nomeação do petista para um ministério. "Cargo de confiança, cabe à presidente escolher. Como escolhe ministros e aqueles que compõem sua equipe. Cabe a ela escolher. Eu apenas entendo que o Brasil precisa virar a página e não voltar a página anterior", disse o governador de São Paulo. 

Questionado se o processo de impeachment da presidente Dilma poderia ter influência da tramitação do projeto de lei que refinancia as dívidas dos estados no Congresso, Alckmin afirmou que o Brasil "precisa funcionar", independente do cenário político. "É preciso acelerar as decisões seja de 'impeachment', seja do Tribunal Superior Eleitoral, agora o Brasil precisa funcionar. Nós precisamos garantir o emprego, investir. As instituições precisam trabalhar. Não pode ficar tudo parado em função disso [impeachment e cenário político]", afirmou. 

Na visão do governador de São Paulo, o projeto de lei sobre o alongamento das dívidas dos estados é "importante". "O governo deve mandar o projeto de lei ao Congresso no começo da semana que vem. Acho que o congresso, o mais rápido possível aprová-lo, isso é importante", concluiu.

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