Governador Alckmin anuncia dois ‘tatuzões’ simultâneos em visita a instalações fabris da Linha 6 do Metrô


Primeiro shield começa a operar em setembro na linha 6-Laranja, que será uma das maiores de São Paulo, ligando a região noroeste da cidade ao centro (Brasilândia - São Joaquim)


O governador Geraldo Alckmin anunciou que dois shields, conhecidos como ‘tatuzões’, vão operar simultaneamente nas obras da Linha 6-Laranja do Metrô. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 15, em Perus, zona norte da capital, onde são produzidas aduelas, segmentos que compõem os anéis de concretos utilizados na construção do túnel dessa linha, por onde os trens circularão.

“Em setembro, começará a operar o shield da Linha 6-Laranja. É um ‘mega-tatuzão’, com 10,2 metros de largura. Ele desembarcará no porto de São Sebastião em maio, chega em junho e vai para a estação São Joaquim”, explicou o governador. “Em setembro, chegará o outro shield, que começará a operar no início de 2017, vindo para Brasilândia. Serão dois ‘mega-tatuzões’ simultâneos”, completou Alckmin, que informou que a Linha 6 será uma das maiores de São Paulo, ligando a região noroeste da cidade ao centro (Brasilândia - São Joaquim). Com 15 estações e 15,3 km, a nova linha vai transportar mais de 633 mil pessoas por dia.

Construída em tempo recorde de oito meses, a fábrica, uma das mais modernas deste segmento da América Latina, já criou mais de 300 postos de trabalho e atingiu um volume de produção acima das expectativas. O estoque atual de peças tem a capacidade de construir 1,5 km de túnel. Até o fim da construção da Linha 6-Laranja serão produzidas 7,3 mil unidades.

Iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e supervisionada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos paulista, a Linha 6-Laranja é a primeira linha de metrô no Brasil a ser construída e operada num regime de PPP plena, com obras em andamento desde o ano passado.

A Concessionária Move São Paulo é a empresa responsável pela construção, operação e manutenção da Linha 6-Laranja.

Anéis de concreto

A fábrica está localizada estrategicamente em uma pedreira, com uma área de 40 mil m², o que trouxe diversos benefícios ao projeto. A região escolhida também proporciona vantagem logística, já que está próxima ao Rodoanel, Rodovia dos Bandeirantes e Marginal Tietê.

A fábrica em números


- 15 anéis completos fabricados por dia, o que equivalente a 27 metros de extensão

- 7,3 mil aduelas produzidas, consumindo 165 mil m³ de concreto, 66 mil toneladas de cimento e 5 mil toneladas de aço

- 10,2 metros é o diâmetro externo de cada anel, o interno é de 9,4 metros. E a largura é de 1,8 metro

- 60 toneladas é o peso de cada aduela

Processo de produção das aduelas

Cada aduela é composta por 9 segmentos, além de vários acessórios como parafusos, pinos de união e borrachas de vedação.

A linha de produção de um anel de concreto é composta por dez etapas, desde a limpeza das formas até a desforma. Depois de estocados por 28 dias, tempo ideal para garantir a cura do concreto, os segmentos podem ser transportados e colocados dentro da tuneladora, que coloca a aduela até a frente do equipamento. Após a escavação, elas são montadas pelo equipamento, formando os anéis de concreto que vão revestir os 13 quilômetros de túnel.

Sustentabilidade

A estrutura da fábrica foi projetada para ser sustentável, com uma estação de tratamento de água (ETA) e uma de tratamento de esgoto (ETE), além de um reservatório para água de reuso e aproveitamento da água da chuva. A água utilizada no processo de fabricação das aduelas é tratada e todas as etapas de trabalho que envolvem limpeza utilizam água de reuso.

Há ainda, dentro da fábrica, uma área de estoque de insumos, entre eles agregados, cimento, aço e acessórios dimensionados para suprir o fornecimento de matéria-prima e assegurar o ritmo da produção.

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