Governador Geraldo Alckmin diz que por má gestão, Brasil não tem dinheiro para matar mosquito



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ter ficado surpreso ao deixar reunião com o governo federal em Brasília na terça-feira, 8, e ver que o País tem dificuldade de combater o surto de zika vírus, associado à epidemia de microcefalia por falta de recursos. "Somos um País que não tem dinheiro para matar mosquito e ao sair passei por aqueles prédios suntuosos", afirmou em discurso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, onde se inicia um evento sobre combate à corrupção.

Em tom crítico ao governo federal, mas sem citar diretamente a presidente Dilma Rousseff, Alckmin disse que é preciso melhorar a gestão, pensar a "questão de natureza ética" e ter a "consciência permanente de separar público do privado". Ele exaltou medidas de combate à corrupção em sua gestão.

Alckmin não falou no discurso sobre o processo de impeachment de Dilma, mas citou o impeachment de Collor, que afirmou ter sido possível apenas pela denúncia do irmão do presidente deposto. O tucano também citou o caso do mensalão, que só foi descoberto graças a Roberto Jefferson. E argumentou que há muita burocracia, com políticos sendo punidos por questões administrativas menores, mas sem combate efetivo à corrupção em plano nacional.

O governador tucano também destacou sua trajetória política, lembrando que foi vereador na década de 1970 em sua cidade natal, Pindamonhangaba, quando vereadores não recebiam honorários. Ele avaliou que o quadro de corrupção no País piorou e que para constatar isso basta ver a quantidade de "políticos milionários", donos de rádio e TV.

Fonte: Estadão Conteúdo

Mais uma escola depredada durante invasão de manifestantes


Diretor denuncia saque e depredação em escola ocupada em Sorocaba

Segundo Luiz Jorge, duas portas foram arrombadas, a grade de uma escada foi arrancada e vários objetos foram danificados


JOSÉ MARIA TOMAZELA - O ESTADO DE S. PAULO


Grade arrancada em escola de Sorocaba

A direção da Escola Estadual Professor Antonio Padilha, em Sorocaba, denunciou saque, furto e depredações durante o período em que o colégio foi ocupado por estudantes em protesto contra o plano de reorganização escolar do governo. De acordo com o diretor Luiz Jorge, duas portas foram arrombadas, a grade de uma escada foi arrancada e vários objetos foram danificados, entre eles câmeras do sistema de monitoramento. Um aparelho de DVD desapareceu.

Os ocupantes arrombaram a cantina terceirizada e teriam levado R$ 800 que estavam no caixa. Conforme relato da gestora Gabriela Prestes, foram furtados ainda alimentos e bebidas estocados num freezer, além de produtos de consumo que estavam nas prateleiras. 

Os ocupantes deixaram espalhados pela escola colchonetes, roupas velhas e utensílios usados durante a ocupação. O diretor registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ele disse que não pode apontar os autores do vandalismo, mas é capaz de identificar as 12 pessoas que estavam no local.

De acordo com Jorge, como as aulas já foram retomadas, a escola vai arcar com os prejuízos deixados pela ocupação. "Não sou contra a manifestação, mas o que aconteceu aqui não tem a ver com reivindicação. Pessoas alheias à escola se infiltraram e a ação dessa uma dúzia trouxe prejuízo para 2.500 alunos", afirmou. A escola estava ocupada desde o dia 23 de novembro. Os estudantes deixaram o prédio no início da noite de segunda-feira, 7. A Polícia Civil vai usar as imagens do circuito interno na tentativa de identificar os autores dos furtos e danos.

A coordenadora regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Magda Souza, que apoiou o movimento, disse que é preciso apurar o que realmente aconteceu na Escola Antonio Padilha. "Tivemos 24 ocupações na cidade e esta é a única em que houve relato de problemas. Em muitas outras, os diretores elogiaram os alunos, pois eles fizeram faxina, pintura e capinação, deixando a escola melhor do que estava", disse.