Governador Geraldo Alckmin anuncia revolução tecnológica no Poupatempo



Em mensagem gravada em vídeo para todos os funcionários do Poupatempo, o governador Geraldo Alckmin anunciou na tarde desta quinta-feira, 12, o início de uma revolução tecnológica para ampliar e agilizar ainda mais o atendimento nos 67 postos do programa de prestação de serviços ao cidadão. 

“Dobramos a rede em um ano, e agora o Poupatempo está vivendo uma segunda revolução, uma revolução tecnológica que prioriza serviços eletrônicos prestados pela internet e aplicativos para telefone celular, terminais de autoatendimento e outras novidades tecnológicas”, disse o governador na mensagem. 

O evento, organizado para comemorar os 18 anos do Poupatempo, foi realizado no auditório da Prodesp, em Taboão da Serra, com transmissão por meio de videoconferência para postos do Poupatempo da Capital e interior do Estado. Na mensagem, o governador reconheceu a importância dos 11 mil funcionários que, com o seu trabalho, fizeram do programa o melhor serviço público de São Paulo. “Vocês fazem o Poupatempo ser o que é: o programa mais bem avaliado do governo”, disse. 

Lembrando o ano de 1997, quando acompanhou como vice do então governador Mario Covas a inauguração do primeiro posto do Poupatempo, na Praça da Sé, Geraldo Alckmin lembrou como o programa inovou a prestação de serviços públicos. “Na época, no Brasil, o cidadão que precisava do serviço público perdia muito tempo; conseguir uma simples carteira de identidade demorava um mês e exigia uma peregrinação por guichês que nunca estavam no mesmo lugar”, lembrou. 

“O Poupatempo estabeleceu que o cidadão deve ser atendido com rapidez, eficiência, qualidade e sem privilégios”, acrescentou Alckmin, destacando que “o tempo do cidadão é sagrado e não pode ser desperdiçado”. 

Segundo ele, o Poupatempo educou a administração pública. “O cidadão se tornou exigente e isso é mérito de todos vocês”. O governador encerrou sua mensagem colocando um desafio para que o programa avance sempre e melhore ainda mais. 

Após a mensagem do governador, o subsecretário de Tecnologia e Serviços ao Cidadão, Julio Semeghini, fez uma apresentação para todos os funcionários sobre as novas tecnologias que estão sendo adotadas para expandir o atendimento. Ele explicou como o governo pretende utilizar todos os recursos tecnológicos hoje disponíveis para aproximar o governo do cidadão. 

“Com aplicativos, totens de autoatendimento e prestação de serviços pela internet o Poupatempo vai poder atender as pessoas em todas as localidades do Estado”, disse Semeghini. Ao final, os funcionários do Poupatempo tiveram a oportunidade de tirar dúvidas sobre a nova fase do programa em um debate do qual participaram, além de Julio Semeghini, o diretor de Serviços ao Cidadão da Prodesp, Flávio Cappeletti, a assessora da subsecretaria de Tecnologia e Serviços ao Cidadão Cibele Franzese e os superintendentes Tânia Andrade, de Operações, e Ilídio Machado, de Novos Projetos. 

Programa Poupatempo 

O Poupatempo é um programa do Governo do Estado, executado pela Diretoria de Serviços ao Cidadão da Prodesp – Tecnologia da Informação, que, desde a inauguração do primeiro posto, em 1997, já prestou mais de 466 milhões de atendimentos. Atualmente conta com 67 unidades instaladas na capital, Grande São Paulo, interior e litoral.

"O PT secou", editorial do Estadão


O Estado de S.Paulo


Diferentes sondagens de opinião vêm atestando o desgosto generalizado dos brasileiros em relação aos políticos e aos partidos, como reflexo não apenas da corrupção e da incompetência do governo e de seus apoiadores no Congresso, mas da incapacidade da oposição de apresentar-se como alternativa a tudo isso que está aí. Em meio a tal desencanto, contudo, destaca-se a decadência irresistível do Partido dos Trabalhadores (PT), que hoje assiste, aparvalhado, a uma debandada de seus quadros e, principalmente, à construção de uma unanimidade em torno de seu nome: o PT se tornou o partido mais detestado do País.

Uma pesquisa do Ibope antecipada por José Roberto de Toledo, colunista doEstado, mostra que 70% dos brasileiros têm opinião desfavorável sobre o PT. Já o PSDB, partido com o qual o PT costuma rivalizar, é malvisto por 50% dos entrevistados.

Além disso, apenas 12% disseram que são simpáticos ao partido – o porcentual mais baixo desde 1989. A decadência do PT fica ainda mais evidente quando se oferece ao entrevistado uma lista com os nomes de todos os partidos e se pergunta de qual deles o eleitor “menos gosta”: o PT aparece bem à frente, com 38% das menções; seguido do PSDB, com 8%; e do PMDB, com 6%.

É claro que o PT está muito longe de se transformar em um nanico. Trata-se, ainda hoje, de uma muito bem estruturada e agressiva máquina eleitoral, como comprova seu crescimento desde que chegou à Presidência, em 2002. Até recentemente, apenas o PMDB ostentava capilaridade nacional tão robusta como a do PT, que invadiu nos últimos anos até mesmo os grotões onde os peemedebistas reinavam absolutos.

Ao mesmo tempo que se expandiu, no caminho de se tornar o maior partido do País, o PT procurou manter seu discurso fundador, segundo o qual sua missão era mudar o modo de fazer política e de governar, empreendendo a tal “justiça social” assim que chegasse ao Planalto.

Em nome dessa missão redentora, a companheirada, sob a liderança do guia genial Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu mundos e fundos aos eleitores. O carisma de Lula, que só diz o que a plateia quer ouvir, foi suficiente para convencer uma grande parte do País de que era possível realizar o sonho do Brasil potência sem fazer força – bastava que o Estado abrisse as burras e pronto, o milagre da multiplicação dos empregos e do crediário para os pobres se realizaria.

A estratégia do partido funcionou tão bem que Lula sobreviveu ao mensalão, reelegeu-se, fez de uma completa desconhecida sua sucessora e saiu do governo com popularidade na casa dos 80%. Mas o conto de fadas petista começaria a se transformar em história de horror quando estiolou a bonança que permitia a irresponsabilidade fiscal de Lula e da presidente Dilma Rousseff.

Dilma ainda se reelegeu, à base de mentiras e pedaladas, mas já no primeiro minuto de seu triunfo ficou claro que as promessas nas quais milhões de brasileiros acreditaram não valiam o papel em que foram escritas. Além disso, escancarou-se o pérfido esquema de aparelhamento e de assalto ao Estado liderado pelo PT e seus coligados, resultando não apenas no maior esquema de corrupção da história, mas também na completa paralisia do governo, vítima de interesses inconfessáveis.

Como consequência, a popularidade do PT desintegrou-se em velocidade espantosa. Em 2014, segundo o Ibope, apenas 11% dos eleitores disseram ter uma opinião “muito desfavorável” ao PT; neste ano, esse índice saltou para 30%. Enquanto isso, a opinião “muito favorável” caiu de 7% para 3%, e a “favorável”, de 34% para 20%. Já o PSDB teve variação muito menor – os que disseram ter opinião “muito desfavorável” aos tucanos passaram de 10% para 14%, e os que tinham opinião “desfavorável” passaram de 35% para 36%.

Conclui-se que, hoje, o PT encarna o que há de pior na política. Diante da corrupção, do desgoverno e da frustração das expectativas que o partido arrogantemente criou, não se pode dizer que foi por acaso.