SINDICALISTAS LIGADOS A LULA TENTAM AGREDIR ALCKMIN

Manifestantes da Apeoesp usam pedaços de metal para tentar invadir prédio da Secretaria. 23/04/2015
(Foto: Luiz Claudio Barbosa/Estadão Conteúdo)

Depois participar publicamente de um ato de apoio ao presidente Lula, a Apeoesp, braço sindical do PT, tentou agredir hoje pela manhã o governador Geraldo Alckmin em Campo Limpo. O pretexto do sindicato teleguiado por Lula é desviar as atenções das investigações Lavajato e Zelotes, que fecham o cerco ao ex-presidente e seus familiares. 

A Apeoesp é o mesmo sindicato que já havia depredado o prédio da secretaria da Educação durante uma greve fracassada no primeiro semestre. Desta vez, o pretexto da Apeoesp é a reorganização da educação em São Paulo, que pretende aproveitar as classes ociosas da rede pública para criar 754 escolas de ciclo único no Estado.

A medida permitirá ao Estado dar outro salto de qualidade na educação. Melhor para os alunos, melhor para os professores. Péssimo para a Apeoesp.


Para FHC, Dilma é politicamente responsável e Lula pode estar diretamente envolvido nos escândalos de corrupção


Folha.com


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite desta segunda-feira (26) que, embora "politicamente" também seja responsável pelos escândalos de corrupção que dragaram o governo, a presidente Dilma Rousseff é "pessoalmente honrada". O tucano não se permitiu, no entanto, usar os mesmos adjetivos para definir o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Tem que esperar para ver", ressalvou, ao falar sobre o petista.

FHC falou sobre os dois personagens durante entrevista ao programa Roda Viva, para divulgar o primeiro volume de seu novo livro, "Diários da Presidência".

Questionado sobre a declaração que deu sobre a honradez pessoal de Dilma, FHC justificou ter falado sobre o assunto a uma revista alemã. "Imagina que um ex-presidente vai dizer a uma revista estrangeira que o presidente do seu país não é honrado? Não vai. Não deve. Mas, além disso, eu acho. Não vejo que a Dilma tenha pessoalmente envolvimento", falou.

"Quanto ao Lula, eu tenho que esperar para ver. Tem que esperar porque tem saído muita coisa que tem que ser passada a limpo. E o Lula deve ser o primeiro a querer ver ser passado a limpo. São muitas acusações, uma coisa aqui, uma coisa ali", concluiu.

A fala de FHC coincide com o momento em que os escândalos chegam mais perto do ex-presidente petista. Nesta segunda, agentes da Polícia Federal cumpriram uma ordem de busca e apreensão no escritório de um dos filhos de Lula, em São Paulo, para apurar possível envolvimento dele num esquema de fraude tributária, objeto da operação Zelotes.

O tucano ainda falou sobre as investigações a respeito das relações entre Lula e empreiteiras que firmaram negócios no exterior, com o auxílio de financiamento do BNDES. "Uma coisa é você ter um convite de um empresário e fazer uma palestra. Mas aí você faz a palestra, as pessoas vão [assistir]. Agora, você abrir portas...", alfinetou.

"Se [Lula] fez uma palestra e ganhou, tenho inveja porque ganhou dez vezes mais do que eu", concluiu.

Para o tucano, o PT se perdeu ao chegar no poder. "O PT, de alguma maneira, foi engolfado pelos setores mais atrasados da sociedade", disse. Ele disse ainda que Lula é responsável por parte desse processo. "Ele permitiu que se chegasse a esse desvario."

'RITMO DE LAVA JATO'

FHC voltou a dizer que o país está sem rumo. Ele avaliou que, hoje, a política "dança ao ritmo da crise econômica e da operação Lava Jato". Ao falar sobre os personagens que permeiam a investigação do esquema de corrupção na Petrobras disse que a prisão do empreiteiro Marcelo Odebrecht "se justifica pelos dados que foram apresentados pela Justiça, mas tem limite".

"Acho que o Estado de Direito é uma coisa importante. Não pode transformar prisão preventiva em instrumento de prisão permanente. Quem tem que julgar isso não sou eu, é o Supremo", afirmou.

O tucano disse que "apesar de tudo", o país deu "grandes passos" e afirmou que prova disso é o funcionamento de instituições, como o Ministério Público e a Justiça.

'SE HOUVE COMPRA, NÃO FOI MINHA'

Ao relembrar os fatos de seu governo que serão abordados no livro que está lançando, o tucano admitiu não descartar que tenha havido compra de votos para a aprovação da emenda que instituiu a reeleição no Brasil, mas ressaltou que "se houve", não foi patrocinada por ele.

"Se houve compra, não foi minha, não foi do PSDB", disse FHC, que lembrou, em seguida, que prefeitos e governadores também foram beneficiados com a medida.

Lula responsabiliza Dilma por operação na empresa de seu filho


Em conversas reservadas, ex-presidente manifesta mágoa com busca da PF em empresa do filho e afirma que ‘situação passou dos limites’

VERA ROSA, TÂNIA MONTEIRO E ISADORA PERON - O ESTADO DE S. PAULO


Na véspera de completar 70 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a mágoa com Dilma Rousseff, sua sucessora, e a responsabilizou pela operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a seu filho Luís Cláudio. Em conversa com pelo menos três amigos, ontem, em momentos distintos, Lula se queixou de Dilma e disse que a situação “passou dos limites”.

Para o ex-presidente, Dilma só ouve o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – que, no seu diagnóstico, quer apenas “aparecer” –, e não entende que, em nome do combate à corrupção, pode destruir o projeto político do PT.

Fachada do escritório LFT Marketing Esportivo, de Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Instituto Lula divulgou nota nesta segunda afirmando que “não têm qualquer fundamento” as informações de que o ex-presidente responsabilizava Dilma, conforme também havia divulgado o site do jornal Folha de S.Paulo.

Lula estará na quinta-feira em Brasília, para participar da reunião do Diretório Nacional petista, e vai pregar uma forte reação do partido ao que chama de “ofensiva” orquestrada para destruir o PT e o seu legado.

Além de Luís Cláudio, o presidente do Sesi, Gilberto Carvalho – chefe de gabinete de Lula de 2003 a 2010 e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma – também foi citado no relatório da Operação Zelotes. Braço direito de Lula, Carvalho prestou depoimento ontem, espontaneamente, no inquérito que investiga a denúncia de compra de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo.

Um dos amigos que conversaram com Lula contou que ele estava “furioso” e chegou a chamar o esquema de delação premiada de “mentirão” premiado. O ex-presidente disse que o governo Dilma “perdeu o controle” das investigações e que ilações são vazadas, sem qualquer prova, para enfraquecê-lo politicamente e impedir uma nova candidatura dele, em 2018.

Na avaliação de Lula, a Polícia Federal está cometendo “abusos”, com desrespeito à Constituição e vazamentos seletivos, sem que os acusados possam ter acesso às acusações para se defender. 

“A gente não pode permitir que ladrões queiram pôr na nossa testa o carimbo da corrupção”, disse.

Irmão. Abatido, Lula destacou não querer impedir nenhum inquérito e lembrou que, em 2007, até seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi investigado pela Polícia Federal na Operação Xeque Mate. Afirmou, porém, que, à época, não havia uma “perseguição” contra ele nem contra o PT.

O ex-presidente disse ter perdido até mesmo o ânimo para comemorar, hoje, o seu aniversário, mas o Instituto Lula vai organizar uma reunião para lembrar a data. Os amigos queriam promover uma festa para Lula, na quinta-feira, no restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo, conhecido pela especialidade do “frango com polenta” e onde foram realizadas muitas reuniões do PT, nos anos 80. Na semana passada, porém, o ex-presidente já havia pedido para cancelar a reunião.

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentou pôr panos quentes na situação e procurou acalmar Lula.

PF diz que ex-chefe de gabinete de Lula atuou 'em conluio' com lobista


Rubens Valente e Gabriel Mascarenhas - Folha.com 

Gilberto Carvalho, ao centro, também foi ministro no governo Dilma

Relatório da Operação Zelotes que deu base às decisões judiciais que deflagraram a terceira fase da investigação nesta segunda-feira (26) afirma que Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do ex-presidente Lula e ministro durante o primeiro governo Dilma Rousseff, esteve em "conluio" com um lobista interessado na edição de uma medida provisória que beneficiou o setor automotivo.

Segundo a PF, Mauro Marcondes, sócio-proprietário da microempresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa, e outro escritório de lobby, a SGR Consultoria Empresarial, de José Ricardo da Silva, pagaram pelo menos R$ 6,4 milhões a "colaboradores" para conseguirem editar a medida provisória no final de 2009, pela qual foram prorrogados por cinco anos benefícios fiscais concedidos em uma lei de 1999. Segundo a PF, as duas empresas mais beneficiadas pela nova MP foram a MMC Automotores do Brasil e a Caoa Montadora de Veículos.

Relatório da Polícia Federal não reuniu provas de que Carvalho recebeu propina para a edição da medida, mas apontou um suposto "conluio" entre o ex-ministro e Marcondes "quando se trata defesa de interesses do setor automobilístico".

De acordo com a PF, a medida provisória de interesse dos lobistas, de número 471, do ano de 2009, é datada de apenas quatro dias depois de um evento que teria ocorrido no dia 16 de novembro de 2009 com a inscrição "Café: Gilberto Carvalho", encontrada em papel apreendido na casa de outro lobista, Alexandre Paes dos Santos, preso nesta segunda-feira.

"Constatamos que as relações mantidas entre a empresa do lobista Mauro Marcondes e o Gilberto Carvalho são deveras estreitas. Os documentos que seguem abaixo fortalecem a hipótese da 'compra' da medida provisória para beneficiamento do setor automotivo utilizando-se do ministro que ocupava a 'antessala' do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsável direto pela edição de medidas provisórias", afirma relatório da Polícia Federal.

Em e-mail direcionado ao correio eletrônico de Carvalho, datado de dezembro de 2007, Mauro Marcondes afirma estar "recorrendo mais uma vez ao amigo, para cumprir esta incumbência daquela forma informal e low profile que só você consegue fazer sem as formalidades e no momento oportunidade".

Para demonstrar o "o grau de intimidade de relacionamento" com Carvalho, a PF cita uma mensagem da mulher de Marcondes, Cristina Mautoni, para que fossem comprados presentes para as filhas de Carvalho. Não fica claro se os presentes foram comprado e entregues.

Na manifestação que solicitou as buscas e apreensão e prisões desta segunda-feira, o Ministério Público Federal afirmou que na "lista de controle da Marcondes e Mautoni sobre a Caoa na segunda medida provisória, havia os nomes de Mauro Marcondes, Cristina Mautoni, José Ricardo da Silva (interlocutor da SGR)" e de Gilberto Carvalho, dentre outras pessoas.

De acordo com os procuradores da República, a investigação revelou "com segurança" que as empresas Marcondes e Mautoni e SGR "nada produzem de lícito. Limitam-se apenas a intermediar interesses espúrios perante a administração pública".

"Há indicativos que servidores públicos do Poder Executivo, inclusive da Presidência da República, possam ter recebido vantagem indevida para colaborar no processo de edição da Medida Provisória", afirmou o Ministério Público.

Em uma planilha apreendida pela PF na casa de Alexandre Paes dos Santos, Gilberto Carvalho é citado entre outras pessoas dentro de um certo "projeto de prorrogação por mais cinco anos (2015-2020) do Benefício Fiscal para a Caoa".

O mesmo documento cita Lytha Spindola, ex-secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Para a PF, foi essa servidora "o canal de lobby naquele órgão". Segundo a PF, Lytha é mãe de Vladimir Spindola Silva, "parceiro de empreitadas do Edison Pereira Rodrigues, um dos sócios da SG Consultoria Empresarial".

O Ministério Público afirmou que "já há prova" de que Lytha recebeu, em 2010, pelo menos R$ 506 mil por "intermédio do escritório de advocacia Spíndola Palmeira Advogados", registrado em nome de filhos de Lytha. Os procuradores também apontaram que outra "empresa familiar dos Spíndola, a Green Century Consultoria Empresarial e Participações Ltda", recebeu mais R$ 60 mil da Marcondes e Mautoni. A Folha apurou que Lytha deixou a Câmara do MDIC em agosto de 2010 –a PF não especificou a data, em 2010, em que o escritório da família de Lytha foi remunerado, se foi antes ou depois de ela ter deixado o governo.

Sobre a Casa Civil, a PF afirma que "não há documentos mais esclarecedores" de como o lobby agiu no órgão, mas "é certo" que tanto Santos quanto José Ricardo da Silva "tinham acesso direto a Erenice Guerra, que foi secretária-executiva da Casa Civil de 2005 a abril de 2010".

"A Erenice Guerra era frequentadora do escritório do José Ricardo da Silva, nas palavras do Hugo Rodrigues Borghes", registrou a PF.

A Folha apurou que perguntas sobre a eventual participação de Carvalho em irregularidades constam no interrogatório de um dos suspeitos preso nesta segunda-feira durante a Zelotes.

Na lista de perguntas a que a Folha teve acesso, os policiais querem saber "o que significa GC 10?". Seria "um alusão a Gilberto Carvalho e ao aumento do valor da dos colaboradores para R$ 10 milhões?", questionou um investigador ao suspeito.

Em outro trecho do interrogatório, a Polícia Federal pergunta o que se trata "um kit" que teria sido dado a Gilberto Carvalho.

Os questionamentos foram elaboradas a partir de materiais apreendidos em outras fases da operação, como planilhas e trocas de mensagens, além de informações passadas por testemunhas ouvidas anteriormente.

Outros nomes de ex-funcionários do governo também foram abordados. Os policiais perguntaram se o suspeito tinha contato, por exemplo, com o ex-ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Nelson Machado, que também comandou a Previdência Social.

Foram citados ainda, na relação de questionamentos, Ivan Ramalho, ex-secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, por onde passa parte das medidas provisórias que interessa a diversos segmentos da indústria.

O nome de Dyogo Henrique Carvalho, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda e que depois assumiu o mesmo cargo no Planejamento, também consta num dos tópicos apresentados pelos policiais ao interrogado.

Nesse casos, porém, os questionamentos não levantavam suspeitas sobre os citados.

Gilberto Carvalho compareceu espontaneamente para ser ouvido na Polícia Federal, em Brasília.

Agenda do governador Geraldo Alckmin 27/10 Campo Limpo Paulista/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin entrega nesta terça-feira, 27 de outubro, o viaduto de ligação entre a cidade de Campo Limpo Paulista e a SP-354. Na ocasião, também será assinado convênio para a reforma do Teatro Municipal Ayrton Senna.

Evento: Inauguração do viaduto de ligação entre Campo Limpo Paulista e a SP-354 + Assinatura de convênio para reforma do Teatro Municipal Ayrton Senna
Data: Terça-feira, 27 de outubro de 2015
Horário: 10h
Local: SP-354, Rodovia Edgard Máximo Zambotto, km 57 (sobre o viaduto - acesso no km 56,5) - Campo Limpo Paulista/SP