São Paulo contra o crime: Número de vítimas de homicídios dolosos cai 15,95%


Folha.com


O número de vítimas de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) caiu 15,95% no Estado de São Paulo, segundo balanço parcial de estatísticas da violência divulgado nesta quarta-feira (21) pela Secretaria da Segurança Pública.

Nos últimos meses, o secretário Alexandre de Moraes vem fatiando os dados da criminalidade em São Paulo sempre divulgando, primeiro, os resultados mais positivos para a gestão Geraldo Alckmin (PSDB). Nesta terça (20), Moraes divulgou os dados de roubos de veículos que teve queda de 24,6%entre janeiro e setembro de 2015 no Estado. As estatísticas das outras modalidades de crimes devem ser anunciadas nos próximos dias..

De acordo com a secretaria, a redução de vítimas no Estado foi de 351 casos este ano para 295 do mesmo período de 2014. Em noves meses, a secretaria registrou recuou de 1.054 casos para 930 –queda de 11,75%.

Já a Grande SP registrou 80 casos de vítimas de homicídio em setembro deste ano contra 71 do mesmo período de 2014. Segundo a secretaria, o número é o segundo menor já registrado desde o começo da série histórica em 2001, ficando atrás apenas de setembro de 2010, quando houve 28 casos.

Os dados são melhores dos que os divulgados do mês de agosto, quando a secretaria registrou 106 assassinatos contra 88 no mesmo mês de 2014 –crescimento de 20%. Na ocasião, um dos motivos da expansão de casos foi a série de ataques criminosos, que matou ao menos 32 pessoas na Grande SP.

A capital paulista também teve redução nos casos de vítimas de homicídios dolosos: passou de 108 para 82 –queda de 24%. Já no interior a redução foi 12,88%, passando de 163 para 142.

HOMICÍDIOS

Em relação casos de homicídio, o Estado de São Paulo registrou 278 em setembro deste ano contra 334 do mesmo período de 2014 –recuo de 16,8%. Nos primeiros nove meses do ano, o Estado registra 2.809 casos ante 3.176.

A taxa de homicídio ficou em 9,12 por 100 mil habitantes –de janeiro a setembro deste ano. Segundo a secretaria, essa é a menor taxa desde 2001, quando o governo Alckmin passou a adotar os atuais critérios.

Para organismos internacionais, taxas acima de 10 homicídios a cada 100 mil habitantes são consideradas epidêmicas –quando os crimes estão fora de controle. Os dados divulgados pelo governo do Estado consideram a quantidade de casos de homicídios registrados, e não a de vítimas. Um mesmo registro pode ter mais de uma vítima.

Na capital paulista, em junho, a secretaria registrou recuo de 20,4% –passou de 98 casos em 2014 para 78 este ano. No acumulado do ano, a cidade de São Paulo registrou 744 casos de homicídios ante 828 no mesmo período de 2014 –redução de 10%.

Homicídios dolosos - No mês de setembro de cada ano






Oposição protocola novo pedido de impeachment de Dilma


Relatório entregue a Eduardo Cunha lista decretos que previam aumento de gastos neste ano sem autorização do Parlamento

IGOR GADELHA - AGÊNCIA ESTADO

Integrantes da oposição (PSDB, PPS, SD e DEM) e a filha do jurista Hélio Bicudo, Maria Lucia Bicudo, entregam ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), novo pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na sala da presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília

Líderes de partidos da oposição ao governo Dilma Rousseff protocolaram pouco antes das 10h30 desta quarta-feira, 21, um novo pedido de impeachment da presidente. Deputados do DEM, PSDB, PPS e Solidariedade chegaram à Câmara dos Deputados empurrando um carrinho com o relatório acomodado em trêsvolumosas pastas. Após protocolar o pedido, eles iniciaram uma reunião com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

O novo pedido de afastamento estava previsto para ser entregue na última sexta-feira. O adiamento se deu porque os líderes da oposição queriam anexar como justificativa do afastamento alguns decretos presidenciais que previam aumento de gastos neste ano sem autorização do Parlamento. Esses decretos são considerados pelos líderes oposicionistas como indícios de "pedaladas fiscais" no atual mandato.





Prévia da inflação é a maior para meses de outubro desde 2002


Com altas de botijão e gasolina, prévia da inflação vai a 9,77% em 12 meses


Sob o impacto do aumento dos preços do gás de botijão e da gasolina, ambos reajustados nas refinarias da Petrobras, a prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, avançou em outubro para 9,77% no acumulado em 12 meses.

Trata-se de uma aceleração frente ao acumulado em 12 meses até setembro (9,57%) e o maior índice desde dezembro de 2003 (9,86%), quando os preços foram afetados pelas incertezas do mercado sobre um primeiro governo Lula.

Quando se considera apenas o mês de outubro, a inflação foi de 0,66%, acima da prévia de setembro (0,39%) e do mesmo mês do ano passado (0,48%). É a maior taxa para meses de outubro desde 2002 (0,90%).

No ano, o IPCA-15 acumula agora um avanço de 8,49%, estourando o teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 6,5%. Neste caso, a taxa acumulada é a maior para o período desde 2003 (9,17%).

O gás de botijão foi novamente a maior fonte de contribuição individual para a inflação, com alta de 10,22% no mês, o que impactou em 0,11 ponto percentual o índice. Em setembro, o preço já havia subido 5,34%.

O aumento foi reflexo, nos pontos de distribuição, do reajuste de 15% autorizado pela Petrobras nas refinarias. Esse reajuste entrou em vigência a partir de 1º de setembro.

Inflação - Índice de variação de preços medido pelo IPCA-15, em %

CENÁRIO

Zanone Fraissat - Folhapress


Desde o início do ano, a inflação está em patamar elevado por causa do aumento de preços administrados pelo governo –como energia elétrica e combustíveis. São preços que foram represados no passado.

Os economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, preveem inflação a 9,75% ao fim do ano. Mas há bancos apostando na inflação de dois dígitos, como o Credit Suisse (10%) e Fator (10,15%).

Apesar do forte aumento dos preços, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira (22) a manutenção os juros básicos, a taxa Selic, em 14,25% ao ano.

Isso porque a autoridade monetária mira a inflação de 2016 e 2017. No próximo ano, a inflação deve permanecer acima do centro da meta, de 4,5%, mas abaixo do teto estipulado pelo Conselho Monetário.

Tony Gentile - Reuters

GRUPOS

Com a alta do gás de botijão, a inflação do grupo de habitação acelerou na passagem de setembro para outubro, de 0,68% para 1,15% respectivamente, informou o IBGE. O grupo impactou em 0,18 ponto percentual a inflação, a maior entre os grupos.

Mas o aumento da habitação não foi isolado. Em outubro, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE mostraram aceleração na variação de preços em relação ao mês anterior.

A inflação do grupo de transportes acelerou de 0,78% em setembro para 0,80% em outubro e foi responsável por um impacto de 0,15 ponto percentual no IPCA-15, informou o IBGE.

O vilão dos transportes foi a gasolina, que ficou 1,70% mais cara no mês. No fim de novembro, a Petrobras anunciou um aumento de 6% no preço da gasolina e de 4% no preço do diesel nas suas refinarias.

Segundo o IBGE, o aumento de 1% do preço da gasolina nas bombas provoca impacto de 0,04 ponto percentual na inflação, considerando o peso que o produto tem na cesta das famílias brasileiras.

Como driblar a inflação

Com a entressafra da cana de açúcar e o aumento da gasolina, os produtores de etanol viram uma oportunidade para aumentar seus preços. O preço do etanol para o consumidor aumentou assim 4,83% no mês.

A prévia da inflação reflete, entretanto, apenas uma parcela da alta dos combustíveis, já que inflação medida do IPCA-15 foi baseada na média dos preços coletados de 15 de setembro a 14 de outubro.

"É, digamos assim, algo como metade do impacto. O IPCA fechado do mês outubro vai mostra o reajuste total que chegou aos postos", disse Luis Otávio Leal, economista do banco ABC Brasil.

O grupo de alimentação e bebidas, que também vinha contribuindo recentemente para manter a inflação mais baixa dentro do mês, voltou a pressionar na prévia de outubro. A inflação do grupo foi de 0,62%, após a deflação de 0,06% no mês anterior.

Os alimentos consumidos em casa tiveram aumento de 0,39%, enquanto fora de casa subiu 1,06%. Uma série de alimentos subiram no mês, como frango inteiro (5,11%), batata-inglesa (4,22%), arroz (2,15%), pão francês (1,14%) e carnes (0,97%).