Governo Alckmin cria comissão para rever sigilos de documentos públicos



O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai criar uma comissão para rever os pedidos que pedem o sigilo de informações do setor público. O tucano vai assinar na tarde desta quinta-feira (15) um decreto em que revoga os pedidos de sigilos solicitados pelos secretários de sua gestão.

Os documentos, dados e informações classificados como secretos ou ultrassecretos devem passar, primeiramente, pelos secretários da gestão tucana, antes de serem encaminhados à Comissão Estadual de Acesso à informação. A comissão, ligada ao Arquivo Público do Estado, vai analisar o pedido e decidirá se os documentos se tornarão secretos, ultrassecretos ou reservados.

Veja nota oficial publicada pelo governo de São Paulo:


NOTA À IMPRENSA

1 - Por determinação do governador Geraldo Alckmin, uma comissão foi criada com o objetivo de rever artigos que classificam atos sigilosos.

2 - O governador Alckmin assinará nesta tarde um decreto revogando resoluções assinadas por secretários.

3 - Os atos classificando documentos, dados e informações como secretos e ultrassecretos passarão pelo crivo privativo dos respectivos secretários, antes de serem encaminhados à Comissão Estadual.

4 - A Comissão Estadual de Acesso à Informação, ligada ao Arquivo Público do Estado, será responsável por analisar o teor dos documentos.

5 - A Controladoria Geral da União acaba de eleger São Paulo como o estado mais transparente do Brasil. O resultado foi obtido no índice criado pela CGU para medir a transparência pública em estados e municípios brasileiros no cumprimento da Lei de Acesso à Informação.

6 - Por duas vezes consecutivas (2010/2012) a ONG Contas Abertas, a mais conceituada nesta área, também elegeu o Governo de São Paulo o mais transparente do Brasil.

Bicudo, Reale Jr., PSDB e movimentos fazem novo pedido de impeachment


Alexandre Aragão - Folha.com

Helio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal assinam novo pedido de impeachment
Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), e os líderes de movimentos pró-impeachment Rogerio Chequer, Kim Kataguiri e Marcello Reis registraram em cartório nesta quinta-feira (15) mais um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O pedido, registrado em um cartório em São Paulo, deve ser protocolado na Câmara nesta sexta (16), para que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o aprecie.

Segundo Sampaio, o pedido reúne argumentos que estão no aditamento ao pedido original de Bicudo, sobre as pedaladas fiscais de 2014, e também informações prestadas pelo Ministério Público de Contas, junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), sobre a continuidade das pedaladas em 2015.

Investigado na Operação Lava Jato —o Ministério Público da Suíça revelou que o peemedebista possui ao menos quatro contas naquele país —, elenegocia com o governo a salvação de seu mandato parlamentar em troca de não deixar prosperarem os pedidos de impedimento de Dilma.

Ao comentar a movimentação, Reale Jr. afirmou que o acordo "não enfraquece o pedido de impeachment, enfraquece o país, enfraquece o sentimento de moralidade". Bicudo disse que "a pessoa física [Eduardo Cunha] é que está sofrendo o processo, não o presidente da Câmara", o que não enfraquece, segundo ele, as decisões tomadas por ele no cargo.

"A movimentação foi do governo", disse Sampaio, sobre as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a partir de ações de deputados governistas, quesuspenderam o rito de impeachment definido inicialmente pelo presidente da Câmara –retirando a possibilidade de recurso do plenário em caso de negativa do peemedebista. "Quem demonstrou medo da base aliada foi a Dilma." De acordo com o tucano, o governo tem mais interesse em negociar com Cunha do que o contrário.

Sampaio disse ainda que o pedido de cassação de Cunha não será assinado pelo PSDB porque o PSOL, autor do pedido, é "linha auxiliar do PT". O tucano ressaltou ainda que o novo pedido de impeachment tem todos os elementos para ser aceito por Cunha.

"Não dá mais para esperar", artigo de Aloysio Nunes Ferreira


Folha de S.Paulo

Já passa da hora de o Brasil ter uma lei sobre guarda de dados pessoais. O país precisa regulamentar o uso indiscriminado de informações coletadas, tratadas e armazenadas na rede e fora dela.

Diversas nações têm legislações a esse respeito –Canadá, Estados Unidos, Argentina, México, Colômbia, Chile, Paraguai, Uruguai e Peru–, inspiradas na Diretiva Europeia (nº 9.546/95), atualmente em revisão. No Brasil, a discussão se arrasta há cerca de dez anos e só voltou à agenda do governo federal por causa do Marco Civil da Internet.
Carvall 

A proposta que garante direitos aos cidadãos que navegam pela rede não foi regulamentada até agora, embora a presidente Dilma a tenha sancionado em abril de 2014.

O Marco Civil da Internet ficou capenga porque a proteção de dados se restringe à internet. Fora dela, há outras normas em vigor, como o Cadastro Positivo e o Código de Defesa do Consumidor, mas limitadas. É urgente mudar isso. Lamentavelmente, não são raros os casos de violação de privacidade.

Quem não se lembra das denúncias de assédio sexual envolvendo funcionários de operadoras de tevê, telefonia e internet?

Em maio, uma jornalista relatou em uma rede social ter sido assediada por funcionário de operadora de TV por assinatura. Após oferecer um pacote de serviços, ele passou a importuná-la por meio de um aplicativo de mensagens por celular. A empresa o demitiu por causa da ampla repercussão do caso, mas não resolveu o problema.

Outro caso diz respeito à manipulação de informações de 700 mil usuários por uma rede social para um estudo científico sobre contágio emocional, sem informá-los ou pedir autorização.

Cientistas de duas universidades americanas averiguaram se as mensagens positivas ou negativas lidas pelos membros da rede influenciavam o que publicavam. Um pedido de desculpas foi a resposta, e também não resolveu o problema.

A solução está na aprovação de uma lei geral de proteção de dados pessoais. O cidadão tem direito de ser informado sobre o uso que se faz de seus dados por qualquer instituição, desde financeira a redes sociais.
Outro direito imprescindível ao cidadão é a exigência de autorização inequívoca para uso, guarda e tratamento e exclusão de informações pessoais em bases de dados após o término de contrato.

Não há lei geral de dados sem preservar a ideia de consentimento. E tem que ser punido quem desrespeita a privacidade.

Empresa que infringir o sigilo dos dados pessoais ou permitir desvio de conduta de empregados ao acessá-los pode ser multada em até 5% de seu faturamento total, e ainda corre o risco de ser proibida de usar seu banco de dados.

E é obrigação das companhias informar o cidadão em caso de vazamento ou acesso não autorizado a dados pessoais, além de notificar autoridades públicas.

O então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), hoje ministro do Tribunal de Conta da União, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e a CPI da Espionagem formularam projetos convergentes para preencher esse vazio no direito brasileiro. Relator das três proposições, apresentei um substitutivo com o que há de melhor em cada uma. O texto foi aprovado nesta terça (13) na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado e segue agora para outras comissões da Casa.

É urgente aprovar uma lei que não se revele ultrapassada.

Se na década de 70 havia o temor de o Estado vigiar os cidadãos, e na de 90 o medo de as empresas monitorarem seus passos, agora, com a ubiquidade da internet, há risco de vazamento de qualquer informação, de um número de cartão de crédito a um dado genético, e as consequências são incomensuráveis.

*ALOYSIO NUNES FERREIRA, 70, é senador (PSDB-SP)


Dilma recua na decisão de demitir três mil cargos comissionados


TÂNIA MONTEIRO, MURILO RODRIGUES ALVES, LUCI RIBEIRO - O ESTADO DE S.PAULO

Reunião de Dilma Rousseff com os ministros

O Palácio do Planalto decidiu adiar o corte de três mil cargos comissionados anunciado pela presidente Dilma Rousseff como parte da reforma administrativa. A ideia é esperar passar este momento de crise para desencadear a dispensa de pessoal. A avaliação é de que isso poderá abrir novo flanco de insatisfação da base parlamentar no Congresso, em um momento em que o governo busca evitar o impeachment da petista.

Ainda não há nova data fixada para a extinção dos cargos, tecnicamente chamados de Direção e Assessoramento Superior (DAS).

Neste momento, o Palácio do Planalto discute com os partidos as nomeações de segundo e terceiros escalões, após a reforma ministerial que extinguiu pastas e ampliou a presença do PMDB na Esplanada dos Ministérios. A liberação dos cargos é uma das exigências dos partidos para garantir o apoio da base governista à presidente, que está ameaçada pela possível abertura de um processo de impeachment.

Para assessores de Dilma, seria temerário anunciar a demissão de possíveis afilhados de políticos que ocupam DAS quando o governo está justamente tentando reconstruir a sua base parlamentar.

Pelo anúncio inicial, o governo esperava economizar R$ 200 milhões com o corte de três mil dos 22,6 mil cargos comissionados, com a extinção de ministérios e de 30 secretarias.

A reforma, contudo, segue onde não afeta muito a política. Viagens de primeira classe bancadas com dinheiro público passaram a ser, desde ontem, exclusividade do presidente e do vice-presidente da República. Em viagens de trabalho, os ministros e os comandantes das Forças Armadas, que antes tinham direito a essa regalia, só poderão embarcar agora na classe executiva. Todos os demais agentes públicos e dependentes só terão direito a bilhetes da classe econômica.

A medida foi publicada ontem em decreto no Diário Oficial da União.


Agenda do governador Geraldo Alckmin 15/10 Bananal, Arapeí e São José dos Campos/SP

AGENDA DO GOVERNADOR


O governador Geraldo Alckmin visita nesta quinta-feira, 15, os municípios de Bananal e Arapeí, para acompanhar o início das obras de modernização da Rodovia dos Tropeiros (SP-068).

A obra, dividida em quatro lotes com 89,2 quilômetros de extensão, atende Cachoeira Paulista, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Distrito Formoso, Arapeí e Bananal. Aproximadamente 60 mil habitantes da região serão beneficiados.


Às 17h30, em São José dos Campos, Alckmin participa do I Seminário Gente que Faz na Administração Pública na RMVPLN, organizado pela FAAP - Campus de São José dos Campos.

Evento: Início das obras do lote 4 da modernização da SP-068 - Rodovia dos Tropeiros
Data: Quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Horário: 9h00
Local: Praça Rubião Junior, s/nº - Centro - Bananal/SP

Evento: Início das obras do lote 3 da modernização da SP-068 - Rodovia dos Tropeiros
Data: Quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Horário: 11h00
Local: Praça Lambari, s/nº - Arapeí/SP

Evento: I Seminário Gente que Faz na Administração Pública na RMVPLN
Data: Quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Horário: 17h30
Local: Avenida Jorge Zarur, 650 (próximo ao Shopping Colinas) - Jardim Serimbura - São José dos Campos/SP